<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826</atom:id><lastBuildDate>Thu, 07 Jan 2010 11:36:54 +0000</lastBuildDate><title>Democracia Política e novo Reformismo</title><description>Este Blog é um instrumento para o debate das questões que envolvem a democracia política - o Estado e suas instituições, a sociedade civil e suas agências de hegemonia.</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/</link><managingEditor>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5000</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-1036103441607964094</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 11:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T09:55:40.626-02:00</atom:updated><title>Reflexão do dia - Bobbio</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Na expressão “democracia representativa”, o adjetivo já adquiriu, de modo estável, os dois sentidos: uma democracia é representativa no duplo sentido de possuir um órgão no qual as decisões coletivas são tomadas por representantes, e de espelhar através desses representantes os diferentes grupos de opinião ou de interesse que se formam na sociedade. Esses dois significados tornam-se evidentes  quando se contrapõe a democracia representativa à democracia direta. Com relação ao primeiro significado, a democracia direta é aquela na qual as decisões coletivas são tomadas diretamente pelos cidadãos;  no segundo, é aquele que,  propondo aos cidadãos quesitos em termos alternativos, torna impossível ou menos provável o espelhamento (la rappresentazione) da sociedade.  Paradoxalmente, a democracia direta é, no sentido do “espelhamento” (della representazione), menos representativa do que a democracia indireta”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;(Norberto Bobbio, em “Teoria Geral da Política”, pág. 458 – Editora Campus, Rio de Janeiro, 2000)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-1036103441607964094?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/reflexao-do-dia-bobbio.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-1211149738645421060</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 11:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T09:35:07.611-02:00</atom:updated><title>Merval Pereira :: O processo</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0R1TQAvNcI/AAAAAAAAJEs/mz-bLaFNDXs/s1600-h/MERVAL+PEREIRA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423588824836945346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 90px; CURSOR: hand; HEIGHT: 72px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0R1TQAvNcI/AAAAAAAAJEs/mz-bLaFNDXs/s200/MERVAL+PEREIRA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU EM O GLOBO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mais uma reportagem estrangeira, desta vez no respeitável “Washington Post”, entoa loas ao sucesso do governo de Lula, mostrando o crescimento da classe média brasileira. O sentido é o mesmo de outras reportagens recentes, como a do espanhol “El País”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostrar que o Brasil afinal deixou de ser o país do futuro. A importante revista inglesa “The Economist” já havia colocado o Brasil na sua capa, com uma bela montagem da imagem do Cristo Redentor decolando feito um foguete, numa alusão à conquista da sede das Olimpíadas de 2016 pelo Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, por esse feito pelo qual foi sem dúvida um dos responsáveis, se não o maior, Lula foi colocado também como um dos dez expoentes dos esportes olímpicos no mundo em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse reconhecimento internacional ao momento que o país vive deveria servir de orgulho para nós, mas um orgulho com um projeto de país que vem se processando nos últimos 16 anos, e não um projeto personalista, que nos coloca não como uma sociedade que atingiu condições perenes de desenvolvimento, mas um país que depende do líder providencial para atingir seus objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as reportagens internacionais que louvam a situação atual do país, por sinal, destacam esse processo de desenvolvimento que estamos vivendo, uma continuidade de políticas econômicas e sociais como nunca antes se vira neste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio “Washington Post” ressalta que “a fundação para o sucesso de hoje foi assentada no governo de Fernando Henrique Cardoso, um acadêmico tornado político mais conhecido por controlar a inflação na metade dos anos 90. O homem que ficou com a maior parte do crédito foi seu sucessor, o presidente Luis Inácio Lula da Silva, que como líder sindical um dia combateu a globalização”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “El País” destacou, falando de Lula: “Das mãos deste homem, seguindo o caminho aberto por seu antecessor na Presidência, Fernando Henrique Cardoso, o Brasil, em apenas 16 anos, deixou de ser o país de um futuro que nunca chegava para se converter em uma formidável realidade, com um brilhante porvir e uma projeção global e regional cada vez mais relevante”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “Economist” lembra que a estabilidade do Brasil não veio de repente, é fruto de uma disciplina numa trajetória que começou nos anos 90, numa referência ao Plano Real “quando a inflação foi domada, os bancos foram saneados, e o país se abriu aos investimentos estrangeiros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cita ainda a autonomia do Banco Central como um dos fatores do sucesso da política econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo as homenagens que o presidente Lula vem recebendo, sendo considerado pelo inglês “Financial Times” como um dos líderes que moldaram a década passada, ou a sua escolha como o “homem do ano” pelo francês “Le Monde”, deveriam ter outra conotação, que não a de revanche, como certos setores governistas gostam de passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vitória pessoal do líder operário sobre seu antecessor, o intelectual Fernando Henrique Cardoso. Ora, o ex-presidente também tem recebido diversas homenagens internacionais, e mesmo agora, pelo segundo ano consecutivo, já fora do poder há sete anos, foi colocado pela revista de política internacional “Foreign Policy”, editada pelo “Washington Post”, em 11º lugar entre os cem pensadores globais de 2009, pela defesa da mudança do combate às drogas no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de que dois presidentes brasileiros são reconhecidos internacionalmente, e que os 16 anos de continuidade produzem efeitos tão significativos, deveria ser festejado como uma vitória de um projeto de país, e não como uma vitória pessoal deste ou daquele líder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos um processo virtuoso nos últimos anos, e existem vários indicadores de que o progresso tem sido feito pela continuidade das políticas econômicas e sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a análise do professor Claudio Salm dos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 1996 a 2008 mostra “uma linha de progresso contínuo, sem inflexão petista” nas políticas públicas, como mostrou Elio Gaspari no domingo, a Fundação Getulio Vargas do Rio, por exemplo, compara a redução da pobreza ocorrida no início do Plano Real à ocorrida entre 2003 e 2005, na era Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pobreza caiu 18,24% entre os anos de 1993 e 1995, contra 19,18% entre 2003 e 2005.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também o índice de Gini, que mede a distribuição de renda num país, revela que, embora ainda sejamos um país desigual, evoluímos nos últimos 16 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais perto de zero, o índice mostra uma melhor distribuição de renda. Era de 0,600 em 1993, antes do Plano Real, e, em 1995, caiu para 0,585. Houve um retrocesso em alguns anos de crise econômica, e a partir de 2001 o índice melhorou novamente, e, em 2008 chegou em 0,544.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que tenhamos regredido novamente no ano passado, devido à crise internacional, mas a perspectiva é de recuperação da economia este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, uma consideração sobre o júbilo, aliás justificável, com que os seguidores do presidente Lula receberam as diversas reportagens elogiosas dos últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exaltação a Lula e seu governo vem justamente da grande imprensa internacional, dificultando a tese do próprio governo de que a “mídia”, especialmente os jornais impressos, refletem apenas a visão de uma elite da sociedade, e por isso perderam a relevância política, sendo hoje largamente superados pelos novos instrumentos tecnológicos como a internet, os blogs e demais meios de comunicação social, que permitiriam à maioria da sociedade se informar e tomar decisões próprias sem a influência “perniciosa” dos grandes grupos de mídia que querem “fazer a cabeça” dos eleitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, é na Europa e nos Estados Unidos que os novos meios tecnológicos têm maior propagação, e também onde a crise da indústria de jornais se mostra mais aguda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para serem coerentes, os lulistas não deveriam levar tanto em consideração essas honrarias da “grande imprensa” internacional.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-1211149738645421060?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/merval-pereira-o-processo.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0R1TQAvNcI/AAAAAAAAJEs/mz-bLaFNDXs/s72-c/MERVAL+PEREIRA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-7648222883549391397</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 11:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T09:28:02.573-02:00</atom:updated><title>Dora Kramer :: Enquanto Serra não vem</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RzraUuzWI/AAAAAAAAJEk/2vlu1JYLSw0/s1600-h/DORA+KRAMER.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423587040898764130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 73px; CURSOR: hand; HEIGHT: 73px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RzraUuzWI/AAAAAAAAJEk/2vlu1JYLSw0/s200/DORA+KRAMER.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU EM O ESTADO DE S. PAULO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de muita conversa entre a cúpula do partido nessa virada de ano, o PSDB resolveu inverter o enunciado do problema segundo o qual o início dos trabalhos eleitorais dependia da definição oficial do candidato a presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De agora até março passa a vigorar o oposto: o partido dá a largada exatamente para preservar o candidato, ocupando todos os espaços de ataque, defesa e organização da logística a fim de reduzir as pressões para que o governador de São Paulo, José Serra, assuma a condição de porta-voz da oposição no processo de sucessão do presidente Luiz Inácio da Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se, no dizer dos dirigentes, da "montagem de uma retaguarda" composta pelos parlamentares, diretórios e as estruturas das campanhas estaduais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São eles os encarregados de falar sobre as posições do partido, comentar as notícias do dia a dia, criar fatos políticos, denunciar ações do governo que se prestarem a denúncias, enfim, chamar sobre si todas as atenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, atendem a uma reivindicação de Serra, que há tempos vinha aborrecido com o fato de o PSDB achar que a tarefa do embate caberia exclusivamente àquele que na eleição vai representar a voz e a face do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como isso o governador não queria nem podia fazer, inclusive porque havia outro pretendente (Aécio Neves), o campo oposicionista simplesmente não se mexia, vivia uma espécie de compasso de espera permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova linha de ação foi facilitada por dois fatores que, na visão dos tucanos, fizeram o PSDB "fechar" 2009 em situação favorável: a desistência do governador de Minas, Aécio Neves, de pleitear a candidatura presidencial e a permanência do governador de São Paulo num primeiro lugar praticamente sem oscilações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A retirada de Aécio livrou o PSDB da formalidade da dúvida sobre o candidato e a vantagem consolidada (até agora) dá ao partido desenvoltura para contrapor a versão do governo de que a ministra Dilma Rousseff está em situação privilegiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não está, com toda a popularidade de Lula, Dilma tem 23% no melhor cenário, aquém dos 30% previstos para o fim do ano pela expectativa divulgada pelo PT em meados de 2009", diz o deputado Jutahy Magalhães, que tem participado dessas avaliações sobre a agenda do PSDB nesse vácuo até a saída de Serra do governo de São Paulo, em 2 de abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pauta, além de "bater o bumbo" sobre a vantagem nas pesquisas, o PSDB inclui a "denúncia" dos comerciais de empresas privadas cujos textos são muito semelhantes ao discurso do governo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou seja, não vendem seus produtos, mas o "mood" publicitário do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual prejuízo isso imputaria ao campo do adversário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de desvendar a manobra, "alertar", principalmente multinacionais como a Ambev e a GM, sobre a politização de suas filiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa agenda há, no entanto, um tema interditado: a formação da chapa puro-sangue. Pergunte-se mil vezes a respeito ao presidente do partido, Sérgio Guerra, e mil vezes ele responderá: "Por enquanto é tempo de calar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Processo (in)decisório&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para quem não gosta de arbitrar, preferindo pairar acima de qualquer conflito, Lula tem paradas duras para resolver antes de passar a faixa presidencial: a escolha dos novos aviões caças da FAB (ele prefere os franceses, a Aeronáutica os suecos), a querela entre os Ministérios da Defesa e Justiça sobre os crimes da ditadura e a extradição de Cesare Battisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dois primeiros assuntos o presidente sempre poderá aplicar seu habitual método de impulsão com a parte mais protuberante do abdome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sobre Battisti, a partir da publicação do acórdão do Supremo Tribunal Federal, prevista para fevereiro ou março, o presidente tem 40 dias para dar o veredicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Perdas e ganhos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Prefeito do Rio, Eduardo Paes começou se inspirando em projetos de ordenamento urbano de São Paulo, mas, pelo resultado de seu "choque de ordem" na cidade apinhada de turistas, pode terminar exportando tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto foi um sucesso na virada do ano e no cotidiano tem feito, pelo menos da zona sul, um espaço de convivência mais civilizada. Barracas de praia padronizadas, ambulantes uniformizados, guarda municipal em todo canto, frescobol, futebol e assemelhados banidos da beira do mar, aplicação rigorosa da lei seca, fiscalização das regras de estacionamento, presença do poder público, enfim, é o melhor remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governador Sérgio Cabral, cuja ação na ocupação dos morros livrou parte deles do domínio do tráfico, ficou em desvantagem no quesito menção honrosa por seu sumiço nas primeiras 24 horas da tragédia de Angra dos Reis, onde seis meses antes havia autorizado construções em área de proteção ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, como disse ele, a tragédia era "anunciada", Cabral é réu confesso do crime de omissão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-7648222883549391397?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/dora-kramer-enquanto-serra-nao-vem.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RzraUuzWI/AAAAAAAAJEk/2vlu1JYLSw0/s72-c/DORA+KRAMER.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-3213876206705314297</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 11:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T09:19:35.525-02:00</atom:updated><title>Fernando Rodrigues:: Os discursos de Dilma</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RxqNL9vzI/AAAAAAAAJEc/JVqvB0UflHw/s1600-h/FERNANDO+RODRIGUES.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423584821169209138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 83px; CURSOR: hand; HEIGHT: 118px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RxqNL9vzI/AAAAAAAAJEc/JVqvB0UflHw/s200/FERNANDO+RODRIGUES.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU NA FOLHA DE S. PAULO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BRASÍLIA -&lt;/strong&gt; Há muita especulação e pouca certeza no comando PT sobre como deve ser o discurso de Dilma Rousseff nos primeiros seis meses deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dúvidas aumentarão sobretudo quando a pré-candidata ao Planalto deixar a Casa Civil, no início de abril. Dilma passará três meses sem ser ministra e sem poder fazer campanha oficialmente. A curiosa lei brasileira só permite proselitismo eleitoral aberto depois de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá, os políticos fingem não ser candidatos, e a Justiça acredita. Por enquanto, a vida de Dilma foi tranquila. Adotou uma estratégia gradualista. Primeiro, colou-se em Lula. Depois, no final de 2009, começou a ensaiar o tom "é preciso avançar". Tudo temperado com alta dose nacionalista, numa intensidade inédita desde a volta do país ao regime democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta assistir à enxurrada de comerciais do Planalto exaltando o Brasil na TV. Quando deixar seu cargo no governo federal, Dilma deve ou não insistir no discurso nacionalista? Não há consenso no PT. Nas eleições diretas recentes, essa não foi a linha mestra de nenhum candidato a presidente vitorioso. Funciona às vezes como tática eventual -como quando o PT chamou o PSDB de privatista na disputa de 2006. Mas esse não foi o tom constante nem central na campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto sobre o qual há dúvidas é se vale a pena insistir na comparação entre os governos Lula e FHC. Os 20 e poucos pontos obtidos por Dilma até agora nas pesquisas resultam da inoculação da popularidade de Lula. É raro encontrar um eleitor dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Votarei em Dilma porque ela é como o Lula e melhor do que FHC". Uma parcela dos petistas considera mais eficaz martelar os feitos do governo atual -sobretudo na área social- e deixar um pouco de lado a comparação com os tucanos. Uma disputa pelo marketing de Dilma está à porta do Planalto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-3213876206705314297?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/fernando-rodrigues-os-discursos-de.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RxqNL9vzI/AAAAAAAAJEc/JVqvB0UflHw/s72-c/FERNANDO+RODRIGUES.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-8104428284884508878</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 10:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T08:56:30.874-02:00</atom:updated><title>No DF, Cristovam é plano B de Serra após mensalão do DEM</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RsTVeTDvI/AAAAAAAAJEM/xRdjMwMfQ1E/s1600-h/JOSÃ+SERRA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423578930698456818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 137px; CURSOR: hand; HEIGHT: 94px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RsTVeTDvI/AAAAAAAAJEM/xRdjMwMfQ1E/s200/JOS%C3%89+SERRA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU EM O ESTADO DE S. PAULO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tucano aposta no PDT para montar palanque alternativo na capital federal&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Christiane Samarco&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BRASÍLIA -&lt;/strong&gt; Com o governador José Roberto Arruda (sem partido) fora da disputa pelo governo do Distrito Federal - por causa do mensalão do DEM -, o PSDB do governador paulista e presidenciável José Serra faz planos para montar um palanque alternativo em Brasília. A ideia é fazer parceria entre os tucanos e o PDT do DF, com o senador Cristovam Buarque encabeçando uma chapa para disputar o governo local. Serra deve procurar Cristovam nos próximos dias, com o objetivo de sondá-lo sobre a candidatura ao Palácio do Buriti, sede do governo de Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois se entendem bem desde 1994, quando Serra, então senador, subiu no palanque de Cristovam, na disputa pelo governo do DF contra o candidato do PMDB, Joaquim Roriz. O apoio do PSDB no segundo turno da corrida eleitoral, após a derrota de sua candidata Maria de Lurdes Abadia, foi decisivo para a vitória de Cristovam, que à época era filiado ao PT. Ainda hoje, o senador pedetista é grato pelo apoio do tucanato que, àquela altura, acabara de derrotar Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gratidão pelo apoio pretérito, porém, não é sinônimo de parceria futura. Não em se tratando do governo do Distrito Federal. "Não é isso que eu quero", afirma Cristovam. O projeto pessoal pelo qual o pedetista trabalha é a reeleição para o Senado. Mas o pedetista não fecha a porta para Serra trabalhar a montagem de palanque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Reconheço que, se o Roriz for candidato, vai ser muito difícil eu dizer não à população", diz o senador. "Onde vou, cobram minha candidatura e me dizem que eu não posso deixar o governo do DF na mão da mesma turma", afirma Cristovam, referindo-se à velha parceria entre Arruda e seu padrinho político Joaquim Roriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso, Arruda mantinha antigos funcionários de Roriz no governo, entre os quais o autor das denúncias do mensalão do DEM, Durval Barbosa. Inquérito da Polícia Federal que apura o escândalo dá conta de que o esquema de arrecadação de propinas com empresas contratadas pelo governo do DF teve origem não na administração Arruda, mas no governo anterior de Roriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PT COM PMDB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristovam diz ter "ótima conversa com Serra" e que a relação do PDT paulista com o governador também é muito boa. "O Paulinho sempre foi próximo de Serra", afirma o senador, em referência ao deputado Paulo Pereira da Silva, dirigente pedetista e presidente da Força Sindical. Lembra, porém, que se o assunto é sucessão de 2010, Serra terá de procurar o PDT de São Paulo para conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele também tem esperança de que Roriz desista da candidatura, livrando-o da pressão para disputar o governo. Embora o ex-governador tenha trocado o PMDB pelo PSC com objetivo de garantir legenda para disputar a corrida ao Buriti e esteja em campanha há três meses, Cristovam afirma que ele sempre destacou que sua maior motivação para entrar na briga local pela quinta vez era Arruda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na solenidade de filiação ao PSC, o próprio Roriz destacou que estava "quieto" em seu "canto", quando Arruda começou a criticar seu governo, para em seguida dizer que seu único temor era o de que o governador desistisse da briga. Como Arruda desistiu, Cristovam agora torce para que Roriz faça o mesmo. Seja qual for o cenário, também lhe causam incômodo as cobranças por dividir a "esquerda", na hipótese de se lançar contra o candidato do PT, Agnelo Queiroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliado ao PSB do deputado Rodrigo Rollemberg (DF), Agnelo mudou-se do PC do B para o PT exatamente para tentar encurtar o caminho até o Palácio do Buriti. A despeito da má vontade do presidente Lula, que não quer facilitar a vida de um crítico do governo no Senado, Agnelo e Rollemberg trabalham pela parceria com Cristovam, abrindo-lhe uma das duas vagas para senador. A segunda ficaria com o deputado petista Geraldo Magela. Isso, depois de ampliar a aliança atraindo o PMDB que já abandonou Arruda. Com a bênção de Lula, o PT de Brasília quer entregar a vaga de vice de Agnelo ao presidente do PMDB do DF, deputado Tadeu Filippelli. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-8104428284884508878?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/no-df-cristovam-e-plano-b-de-serra-apos.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RsTVeTDvI/AAAAAAAAJEM/xRdjMwMfQ1E/s72-c/JOS%C3%89+SERRA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-6687139152740152071</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 10:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T08:53:05.332-02:00</atom:updated><title>Agenda tucana de 2010 abre com foco em Minas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU EM O ESTADO DE S. PAULO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Partido fará primeiro encontro do ano no Estado, para prestigiar Aécio e fortalecer o palanque da oposição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Christiane Samarco&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BRASÍLIA -&lt;/strong&gt; A primeira reunião da Executiva Nacional do PSDB em 2010 será em Belo Horizonte, no final do mês. A decisão de prestigiar o governador mineiro, Aécio Neves, depois que ele renunciou à pré-candidatura presidencial, em dezembro, tem serventia dupla: mostrar que o ambiente interno é de "calma e normalidade" e impulsionar a candidatura do vice-governador Antônio Anastasia (PSDB) na corrida estadual, fortalecendo o palanque nacional da oposição no segundo maior colégio eleitoral do País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o objetivo futuro é conquistar o apoio de Minas ao governador paulista, José Serra, que passou a ser o único pré-candidato tucano à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), adverte logo que a escolha do vice será "assunto proibido" na reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerra sabe que o sonho de consumo do tucanato é a chapa puro-sangue, com Aécio como vice de Serra. Por isso, avisa que será uma "reunião normal", para a qual Serra nem será convidado a participar, e que o vice não será discutido agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Antecipar o debate do vice quando nem pré-candidato oficial nós temos, não é bom para o nosso projeto político em Minas, nem para a campanha nacional do PSDB", defende o presidente do partido. Diante da enorme popularidade de Aécio e do desejo do eleitorado mineiro de vê-lo candidato a presidente, Guerra não tem dúvidas de que, "se fosse uma reunião para pressionar em favor da chapa puro-sangue, o último lugar para realizá-la seria Minas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recomendação de não tratar do assunto não é só dele. Dirigentes e líderes tucanos que se encontraram com Guerra na segunda-feira, no Rio, já se acertaram em torno disso. Foi nessa conversa que se decidiu a escolha de Belo Horizonte para sediar a reunião. Daqui para frente, as reuniões mensais da direção serão itinerantes. A escolha se dará na medida em que os palanques forem ajustados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minas agirá com maior lealdade possível. Vamos ajudar na campanha nacional", afirma o secretário-geral do partido, deputado Rodrigo de Castro. "O PSDB mineiro está totalmente entrosado no PSDB nacional. Não tem isso de PSDB mineiro, paulista nem pernambucano", completa Guerra. "Estamos todos unidos na disposição de enfrentar essa avalanche de propaganda do governo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROPAGANDA SUBLIMINAR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia é montar uma agenda que ajude a reforçar os palanques tucanos e a ganhar espaço no noticiário nacional. Presente ao encontro do Rio, o deputado Jutahy Júnior (PSDB-RJ) defendeu uma ação parlamentar sincronizada com o candidato, sobretudo diante da "propaganda escandalosa do governo". Para ele, pior que a propaganda oficial é a privada, transvestida de oficial. Ele citou até o nome de uma importante montadora que, na sua opinião, estaria "a serviço do governo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tucanos avaliam que a propaganda subliminar, com o conceito e a linguagem adotados por Lula em sua fala oficial de final do ano, está presente na publicidade de várias empresas. C.S. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-6687139152740152071?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/agenda-tucana-de-2010-abre-com-foco-em.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-8710703763395209525</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 10:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T08:44:26.823-02:00</atom:updated><title>Rosângela Bittar :: O Palácio observa seus adversários</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RpfNoMxPI/AAAAAAAAJEE/QHbR8s3e98g/s1600-h/ROSANGELA+BITTAR.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423575836216050930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 81px; CURSOR: hand; HEIGHT: 40px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RpfNoMxPI/AAAAAAAAJEE/QHbR8s3e98g/s200/ROSANGELA+BITTAR.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU NO VALOR ECONÔMICO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O panorama eleitoral que se descortina das janelas do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, sede provisória da Presidência da República, é, como se poderia esperar, róseo para a campanha governista à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e bastante nublado para os adversários. No entanto, não está no ar, ali, o clima do já ganhou. Ainda há alguma tensão com o desenvolvimento da candidatura Dilma Rousseff (PT) à sucessão do presidente Lula e um certo respeito, embora o discurso seja o contrário, à candidatura José Serra (PSDB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar da campanha de Dilma sobre Aécio Neves e Ciro Gomes está impregnado de condescendência e simpatia, numa aposta evidente de que conta-se com um jogo que os inclua mais à frente, agora já cada um por si, uma vez abandonada a perspectiva fantasiosa, alimentada durante longo tempo, da chapa conjunta PSDB/PSB. Apesar da desistência de concorrer à Presidência, Aécio continua no campo oposto e é considerado uma ameaça caso aceite compor chapa pura do PSDB. Ciro está, circunstancialmente, também entre os adversários da candidatura única do governo, contra a vontade do presidente Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Serra, a campanha da ministra Dilma não quer precipitar decisões e opções que pode fazer em abril ou em junho, quando estiverem mais claros os cenários da disputa, e por enquanto só observa os movimentos enquanto articula reservadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento, o candidato a vice de Dilma, por exemplo, ainda é do PMDB. Ciro Gomes nunca teria manifestado ao presidente Lula o interesse em ser vice, embora se veja como legítimo ele vir a pleitear o posto. Lula fará uma reunião com grupo do PMDB, liderado por Michel Temer, tão logo volte das férias, e a promessa é tratar deste assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argumentos de Ciro apresentados ao governo para seguir candidato a presidente são de que esta é a melhor opção porque acha José Serra um candidato muito forte, favorito, e uma eleição plebiscitária só o beneficiaria, podendo levá-lo até a vencer no primeiro turno. Para Ciro, sua candidatura dividiria o eleitorado de Serra, forçando um segundo turno de qualquer maneira, o que criaria uma segunda chance para Dilma ou para ele próprio se conseguir ultrapassar a ministra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente Lula, e todos os analistas políticos próximos a Dilma, discordam desta avaliação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas acham que só dentro de três a quatro meses isto ficará mais claro para Ciro. Acham que, em três ou quatro meses, se Serra estiver crescendo e Dilma estacionada nas pesquisas, fica reforçada a posição de Ciro. Mas se, ao contrário, Dilma estiver crescendo, Serra e Ciro estacionados na preferência do eleitorado e começar a se evidenciar que a candidatura Dilma tem fôlego, Ciro verá que o grupo do Planalto é quem tem razão, preveem consultores da campanha. E poderá mudar suas opções. É isto que os mais próximos à candidatura da ministra acreditam que vai ocorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que caso se poderá considerar a candidatura da ministra reforçada, para efeito destas avaliações? Segundo analistas próximos a ela, a candidatura Dilma se reforçará em março se ela estiver beirando os 25% da preferência do eleitorado, José Serra estiver com 30%, ou pouco mais, e o Ciro não conseguir sair dos 12 ou 13%. Se Ciro crescer na preferência do eleitorado e Serra também, a tese do deputado cearense ganha força, a de que sua candidatura impulsiona o segundo turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao vice de Dilma, posto reservado ao PMDB, é algo que só vai se definir, assim como o vice de José Serra, por volta de junho, mais perto das convenções. Nas análises do Planalto, a Vice da candidatura do governo é do PMDB, embora todos considerem justo Ciro pleitear o posto, se realmente vier a fazê-lo como condição para abandonar a candidatura a presidente. "Ciro de vice não é a hipótese principal, tem-se trabalhado numa aliança com o PMDB e o PMDB quer ter o vice", explica um interlocutor político da ministra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está implícito na opção até agora firme pelo PMDB é, principalmente, a governabilidade. "Não é só ganhar a eleição, não é só o tempo de televisão para propaganda, é governar no dia seguinte", assinala o mesmo analista. E o PMDB seria o partido que ajuda a governar, embora o governo continue a contar com PSB, PCdoB e PDT no seu grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A articulação das alianças está ligada ao day after das eleições em que o resultado a ser considerado inclui as eleições parlamentares e também as de governador, ambas igualmente definidoras da correlação de forças entre os partidos. O PMDB pode até não ser o maior partido no dia seguinte às eleições, mas é hoje, e é com este dado que a candidatura tem que ser armada, raciocinam os estrategistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos adversários definidos como tais, o Planalto tem também suas avaliações. Já esperava, como todos que trabalham diretamente a política partidária, que Aécio Neves desistisse por ora da candidatura a presidente e se voltasse para a campanha de Minas. Mas os analistas do presidente Lula não estão admitindo que Aécio opte pela Vice de Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditam que ele nada tem a ganhar com isto: "Se o Serra for eleito, Aécio, na chapa, será no máximo o vice de Serra; se Serra perder e ele for o vice, perde junto e fica sem nada; se o Serra for eleito e ele estiver no Senado, será o comandante do Senado, muito mais influente e com mais poder do que se fosse o vice; se o Serra perder e ele estiver no Senado, vai ser o chefe da oposição, com novo discurso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, embora exponha a argumentação de forma direta e clara, os pensadores do Planalto apenas desejam que as coisas aconteçam desta forma, pois trata-se de cenário mais favorável à candidatura governista. Inclusive as conjecturas sobre Aécio como chefe da oposição contemplam traços que favorecem o governo: "Ele terá um discurso novo, contra o confronto, de pacificação do país, de união, um chefe de oposição que vai fazer oposição como elas são na maioria dos países civilizados. Ele vai virar o chefe da oposição do pós-Lula", é claramente o desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-8710703763395209525?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/rosangela-bittar-o-palacio-observa-seus.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RpfNoMxPI/AAAAAAAAJEE/QHbR8s3e98g/s72-c/ROSANGELA+BITTAR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-1374699286674444671</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 10:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T08:37:46.384-02:00</atom:updated><title>José Nêumanne :: Eles não arriscavam a pele pela democracia</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0Rn2pA1ZZI/AAAAAAAAJD8/dmsmP4IxuAk/s1600-h/JOSÃ+NÃUMANNE.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423574039680869778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 105px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0Rn2pA1ZZI/AAAAAAAAJD8/dmsmP4IxuAk/s200/JOS%C3%89+N%C3%8AUMANNE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU EM O ESTADO DE S. PAULO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que o secretário de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, está tão interessado em investigar a violação de direitos humanos pela ditadura militar que provocou uma crise interna no governo federal por propor a tal Comissão Nacional da Verdade, talvez fosse útil esclarecer algumas meias-verdades, que também são meias-mentiras, a respeito desse delicado assunto. A primeira delas é a motivação da iniciativa: conforme o proponente e seu patrono na Esplanada dos Ministérios, Tarso Genro, ministro da Justiça, não há intenção de ofender os militares nem de revogar a Lei da Anistia, que extinguiu os crimes políticos eventualmente cometidos na vigência do regime de exceção. A dificuldade para quem (como o autor destas linhas) não é fluente na algaravia ideológica de ambos é compreender como o dito cujo texto será blindado se ele vige desde 1979 e a proposta é revogar as leis que possam ter permitido tais violações entre 1964 e 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Criar a Comissão da Verdade é a favor das Forças Armadas, que são formadas por oficiais militares das três Armas, pessoas dedicadas à Pátria, ao serviço público, com sacrifícios pessoais, das suas famílias. Esses oficiais não podem ser misturados com meia dúzia, uma dúzia ou duas dúzias de pessoas que prendiam as opositoras políticas, despiam-nas e praticavam torturas sexuais, que ocultaram cadáveres. É um grande equívoco e eu tenho certeza de que o ministro da Defesa (Nelson Jobim) sabe disso", disse Vannuchi em entrevista à Agência Brasil (oficial). Circulam na internet manifestos pedindo a adesão dos brasileiros à iniciativa e citando os "verdadeiros" heróis militares, caso do líder da revolta contra o uso da chibata para punir infratores nos navios da Marinha brasileira, em 1910, o marujo João Cândido. Ainda bem que os autores de tal manifesto tiveram o cuidado de evitar citar outro marinheiro, o cabo fuzileiro naval Anselmo, um agitador que depois se descobriu ter sido agente provocador dos quadros da inteligência militar que lutava contra os grupos da esquerda armada na guerra suja travada com o regime nos anos 70 do século passado. Isso, contudo, não impede a observação de que essa lisonja às instituições armadas é um mero e sórdido truque retórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil crer que o secretário de Direitos Humanos ignore um tema de sua pasta a esse ponto. Pois qualquer aluno iniciante de algum cursinho mambembe de História recente do Brasil sabe muito bem que os agentes da repressão nos órgãos encarregados de combater a guerrilha não eram loucos solitários e isolados das instituições militares. João Cândido, assim como o capitão Carlos Lamarca, que fugiu do quartel de Quitaúna, na Grande São Paulo, com um caminhão de armamentos para liderar um grupelho guerrilheiro, é que pode ser considerado à margem dos quadros fardados. A repressão à esquerda armada - e todas as suas consequências - foi uma decisão de governo, cumprida pelas Forças Armadas, e desconhecer essa verdade histórica só pode resultar de crassa ignorância ou asquerosa má-fé. Portanto, qualquer tentativa de investigar violações de direitos humanos no regime de exceção sob comando militar mexerá, sim, com vespeiros em muro de quartel. Se isso é necessário ou não, são outros 500 cruzeiros. Mas não nos venham os atuais detentores do poder com tantos borzeguins ao leito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reabertura dessas chagas neste momento pode até contemplar o princípio legal vigente em vários países e recentemente adotado no Brasil de que a tortura é um crime que nunca prescreve. A medida legal será até salutar se a denúncia dos torturadores impedir que tais práticas continuem sendo cometidas em delegacias de polícia contra presos comuns ainda hoje. Mas urge considerar outras questões, que vão além dessa meia-verdade, simplória apenas na aparência. Isso poderá suscitar um longo debate jurídico, histórico, político e ético. Pois a lei que torna a tortura um crime imprescritível é posterior à anistia, sem a qual não teria havido o arranjo institucional que permitiu a volta da democracia clássica e a ascensão da esquerda desarmada ao poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só isso poderá encerrar o debate, que talvez nem devesse ter sido iniciado. Mas ainda há mais a considerar, já que a palavra verdade está sendo utilizada de maneira, digamos, leve na denominação da iniciativa, que mais parece retaliação ou um gesto comparável a urinar no poste para marcar posição. As vítimas da ditadura assenhorearam-se do poder e agora fazem questão de mostrar quem manda neste Brasil de uma democracia pouco solidificada, onde ainda vige uma norma consensual, não inscrita na tradição jurídica, mas perfeitamente adequada aos hábitos e costumes, segundo a qual "manda quem pode, quem tem juízo obedece".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convicta de que a História é escrita por vencedores, em detrimento dos vencidos, o que justificaria até os atos bestiais de Hitler e Mussolini, por exemplo, a esquerda quer reescrever a ata deste nosso tempo porque perdeu a guerra suja, mas subiu ao poder. Ainda que não tenha êxito no Parlamento, pois, ao que parece, senadores e deputados não estão muito dispostos a remexer no lixo dos porões da ditadura, os patronos da Comissão Nacional da Verdade já conseguiram algumas conquistas. A primeira delas foi expor os atuais comandantes militares à humilhação pública de serem forçados a devolver seus cargos ao presidente. A segunda será refinar outro combustível para anabolizar a crescente popularidade de Lula, que poderá ostentar a láurea de "vingador dos torturados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a maior de todas será elevar ao panteão dos heróis da democracia militantes que não arriscavam a pele pela liberdade, mas por sua forma favorita de tirania. Se conseguir ungir tal mentira como verdade, a proposta terá prestado um imenso desserviço à história e à democracia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-1374699286674444671?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/jose-neumanne-eles-nao-arriscavam-pele.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0Rn2pA1ZZI/AAAAAAAAJD8/dmsmP4IxuAk/s72-c/JOS%C3%89+N%C3%8AUMANNE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-9051524774943619035</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 10:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T09:13:43.822-02:00</atom:updated><title>Fernando de Barros e Silva:: O futuro do passado</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423583185577937650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 101px; CURSOR: hand; HEIGHT: 92px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RwLAInivI/AAAAAAAAJEU/7wf-0t40IVE/s200/FERNANDO+BARROS+E+SILVA.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU NA FOLHA DE S. PAULO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SÃO PAULO -&lt;/strong&gt; Há, em relação aos crimes cometidos pela ditadura brasileira, pelo menos duas grandes questões em jogo. A primeira diz respeito ao conhecimento da verdade sobre o período. A segunda envolve a possibilidade de julgamento e punição dos agentes do Estado, civis ou militares, responsáveis por torturas e assassinatos. São questões distintas, embora relacionadas, que voltam à tona nos debates suscitados pela proposta do governo de criar a Comissão da Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber quando, onde e como morreram e qual o paradeiro dos que foram assassinados pela ditadura é um direito inalienável das famílias. Não há justificativa para que o Estado democrático se furte ao dever de esclarecer essas circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O divisor de águas neste capítulo foi estabelecido em 1995, por FHC, quando a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos reconheceu, pela primeira vez, a responsabilidade do Estado pelos desaparecimentos e elaborou uma lista das vítimas. Casos controversos foram analisados e famílias foram indenizadas. Apesar do trabalho, ainda restam dezenas de mortes que aguardam a luz da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em relação ao julgamento dos torturadores, não há como fazê-lo sem rever a Lei da Anistia. Nenhuma lei é imutável, mas essa não é uma lei qualquer. Ela fixou os termos da nossa transição para a democracia. Trata-se de um problema político que envolve aspectos legais, e não o contrário. Não é um debate para juízes nem comissões, mas do Congresso e da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estamos no ano eleitoral. Por acaso, os dois principais candidatos à sucessão de Lula, José Serra e Dilma Rousseff, foram diretamente atingidos pela ditadura. Presidente da UNE, o tucano viveu anos no exílio a partir de 1964. A petista integrou uma organização adepta da luta armada, foi presa e torturada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber exatamente o que cada um dos dois pensa sobre o assunto talvez seja útil enquanto observamos a Comissão da Verdade cozinhar em fogo brando no caldeirão do Lula.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-9051524774943619035?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/fernando-de-barros-e-silva-o-futuro-do.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RwLAInivI/AAAAAAAAJEU/7wf-0t40IVE/s72-c/FERNANDO+BARROS+E+SILVA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-4970038623933311981</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 10:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T08:16:39.870-02:00</atom:updated><title>Militares criticam 'revanchismo'</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU EM O GLOBO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os presidentes dos clubes Militar, Naval e da Aeronáutica divulgaram ontem uma nota na qual criticam o lançamento da Comissão Nacional da Verdade, que teria amplos poderes para investigar crimes cometidos durante a ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O decreto assinado pelo presidente Lula, criando a comissão, provocou uma crise no governo que culminou com entregas de cartas de demissão do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e dos comandantes militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os presidentes se solidarizam com Jobim e atacam a possibilidade de reabertura de investigações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três usam palavras como “revanchismo” e “mesquinharia” para falar dos riscos contra a democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto diz ainda que, se os casos do passado fossem revistos, “teriam que examinar (...) também os atos dos militantes que protagonizaram cenas cruéis de terrorismo, sequestros, assassinatos (...)”. Os presidentes citam “compensações morais, políticas e financeiras generosas” concedidas aos militantes de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a comissão, segundo a nota, “as sequelas viriam à tona”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nota é assinada pelo vice-almirante Ricardo Veiga Cabral (Clube Naval), general Gilberto Barbosa de Figueiredo (Militar) e pelo tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista (Aeronáutica).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-4970038623933311981?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/militares-criticam-revanchismo.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-6018385469847067915</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 08:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T06:34:00.422-02:00</atom:updated><title>Vagner Gomes de Souza*  :: A Grande Política para o Rio de Janeiro</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0OVNYnjj_I/AAAAAAAAJDs/kxCikqS4vxM/s1600-h/Vagner+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423342433463406578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 113px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0OVNYnjj_I/AAAAAAAAJDs/kxCikqS4vxM/s200/Vagner+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A gestão do Governo Estadual do Rio de Janeiro apresenta semelhanças com as contradições do Governo Federal. Falta um ano da atual gestão e a burguesia fluminense convive em plena harmonia com as lideranças dos trabalhadores da Indústria. Observamos que não há diferenças entre os dirigentes sindicais dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro (CTB), de Volta Redonda (Força Sindical), de Niterói e arredores (CUT) porque todos fazem parte de uma mesma ordem política do continuísmo que se faz pela conciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma revolução passiva sem pressão das classes subalternas é o legado da atual gestão do Governo Estadual que reinventou o PMDB local numa concepção “neochaguista”. Diante da cooptação das lideranças políticas locais através de cargos públicos ou pelo adesismo de uma esquerda pragmática. A viabilidade desse programa político reformador burguês no Rio de Janeiro é sustentada não só pelo Governo Federal, mas também na ausência de uma oposição fluminense que tenha análise da conjuntura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As forças oposicionistas do Rio de Janeiro estão paralisadas pela falta da reflexão política. Essa paralisação é uma avenida aberta para possíveis cooptações de seus setores mais fisiológicos que observam a política na lógica eleitoral. O vazio político pode ser ocupado pelas forças políticas da gestão anterior que já aderiu ao “lulismo”. O atual pré-candidato do PR é uma releitura do “amaralismo” fluminense com alianças nas novas camadas médias de economia autônoma que vivem o boom do calvinismo do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As forças oposicionistas não fortalecem uma alternativa democrática a medida que estabelecem uma leitura pouco ousada com a conjuntura nacional. Não se vinculam diretamente com o debate político nacional como se o Rio de Janeiro fosse secundário na disputa presidencial. Assim, não há ainda uma política que consolide um “palanque de oposição” no Rio de Janeiro, pois não há uma política que se faça na dependência de nomes ou “cálculos” de viabilidade eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos um momento em que a oposição fluminense deve reconstruir o “centro democrático” para que a política de desenvolvimento industrial seja conduzida de forma mais fraterna entre as classes sociais. A divisão política das forças do Segundo Turno nas eleições da capital de 2008 não acrescenta nada na consolidação de uma radicalização da participação democrática. O Rio de Janeiro é singular na política nacional. Por isso, deve ser singular na forma de organizar as forças de oposição em forma de aliança. O núcleo PSDB, DEM, PPS deve e pode ser ampliado por uma política que demonstre que o continuísmo estadual não fará bem a democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande política para o Rio de Janeiro deve ser uma Aliança Democrática por um Rio de Janeiro melhor na transparência política dos cargos públicos indicados. A presença da sociedade é fundamental na campanha para que renove a cultura política no estado do Rio de Janeiro e fortaleça um crescimento econômico ecologicamente sustentável. Por isso, há nomes de destaque na oposição fluminense na pré-campanha ao Senado tanto no DEM quanto no PV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, é o momento de consolidar essa alternativa com a viabilização de um nome ao Governo Estadual que unifiq&lt;img class="gl_bold" alt="Negrito" src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" border="0" /&gt;ue as forças democráticas. O PPS pode contribuir com essa grande política desde logo, pois passa por um processo de reformulação de seus quadros políticos no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;*Militante do PPS-Campo Grande-RJ. Suplente do Conselho de Ética do Diretório Municipal do Rio de Janeiro. Mestre em Sociologia – UFRuralRJ.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-6018385469847067915?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/vagner-gomes-de-souza-grande-politica.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0OVNYnjj_I/AAAAAAAAJDs/kxCikqS4vxM/s72-c/Vagner+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-6313236589522085222</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 08:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T07:58:12.289-02:00</atom:updated><title>Decreto de Cabral ajuda ricos, afirma procurador</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU NA FOLHA DE S. PAULO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Governador do Rio autoriza ocupação de áreas em Angra &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Raphael Gomide&lt;br /&gt;Da Sucursal do Rio &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para o procurador da República Fernando Amorim, o decreto do governador Sérgio Cabral (PMDB) que facilita ocupação de terrenos em Angra dos Reis e suas ilhas foi "muito infeliz" porque "anistia" empreendimentos irregulares na Área de Proteção Ambiental (APA) Tamoios, além de gerar "sensação de impunidade".&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;"O governo foi muito infeliz porque o decreto representa uma espécie de anistia em um lugar com o histórico muito negativo de fiscalização", diz o procurador. Segundo ele, o decreto já foi usado como argumento de defesa para responsáveis por construções irregulares em áreas de conservação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele afirma ainda que a medida beneficia essencialmente a "classe alta" e empreendimentos turísticos e imobiliários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amorim recomendou ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, uma ação de inconstitucionalidade contra a medida. Segundo ele, a Constituição só permite alteração de regras de unidades de conservação por lei, não por decreto -como ocorre nesse caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado estadual Alessandro Molon (PT) fez projeto de decreto legislativo na Assembleia do Rio para anular a medida. Os procuradores Amorim e Daniela Masset requisitaram ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente) que o órgão informe sobre toda autorização concedida, a fim de mover eventual ação de nulidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida permite mais construções nas zonas de Conservação da Vida Silvestre da APA e autoriza a ampliação de obras em até 50%, desde que não ultrapasse 20% da área. O decreto também autoriza novas construções em áreas não edificadas, em 10% do terreno, o que não era permitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O benefício abrange a faixa litorânea de 33 metros ao longo de 81 km no continente, além das ilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Cabral afirmou ter dobrado a área de conservação no início do mandato. Também falou em "radicalizar" nas políticas de ocupação do solo e propôs "revisão" das regras.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-6313236589522085222?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/decreto-de-cabral-ajuda-ricos-afirma.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-5030675974925461325</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 08:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T08:10:24.462-02:00</atom:updated><title>Vinicius Torres Freire:: Cidades mortas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RhZQ5WwGI/AAAAAAAAJD0/0vUbRY_llFc/s1600-h/VINICIUS+TORRES+FREIRE.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423566937921077346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 90px; CURSOR: hand; HEIGHT: 119px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RhZQ5WwGI/AAAAAAAAJD0/0vUbRY_llFc/s200/VINICIUS+TORRES+FREIRE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU NA FOLHA DE S. PAULO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Primeira semana do ano foi de tristezas para as cidades paulistas e fluminenses próximas ao velho Paraíba&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Angra dos Reis parece o mais distante dos subúrbios do Rio. É um amontoado de puxadinhos, de construções inacabadas mas desde sempre em decadência encardida e confusa, a favela genérica típica das nossas cidades grandes. Os moradores ainda mais pobres vivem pendurados em morros e em cocorutos de final de serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade é a imagem invertida de um lugar lindo, as baías, as angras, os sacos, as enseadas e a restinga que vão de Parati ao Rio. Quase todos os anos, pedaços de morro se esboroam, pedras despencam e fecham um trecho da Rio-Santos. Costuma morrer pelo menos uma dúzia dos habitantes do lugar. Quando não morrem em Angra, morrem nas pirambeiras de Petrópolis, onde os ricos têm mais bom gosto do que no litoral, o que ainda não resolve nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano, a nossa miséria atravessou o mar; houve a desgraça horrível da Ilha Grande. Angra é uma "cidade morta", a seu modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho de São Paulo para Angra ou para a vizinha Mangaratiba, é simpático passar pelas cidades esquecidas do Vale do Paraíba, como São Luiz do Paraitinga. Como tantos outros lugares exauridos pelo fim do café, preservam algum casario antigo, costumes meio tropeiros, festas católicas populares, de rua, e trilhos de trem sem uso ou destino. São Luiz parecia salva em sua catatonia a quem parou para comer um afogado e tomar sua cachaça suave na segunda-feira anterior à catástrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Luiz do Paraitinga é outro gênero de cidade morta, aquelas de Monteiro Lobato: "A quem em nossa terra percorre tais e tais zonas, vivas outrora, hoje mortas, ou em via disso...: nosso progresso é nômade e sujeito a paralisias súbitas... progresso de cigano, vive acampado. Emigra, deixando atrás de si um rastilho de taperas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso progresso de agora cria aglomerados de taperas, mas não é nômade. Que nome daremos a isso, nós que estamos tão satisfeitos com a nossa emergência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lobato tratava da ascensão e queda rápida do café vale-paraibano, do latifúndio ignaro que devastou matas e solo. No vale ficou a "morraria áspera", o gado pé duro, barões criadores de galinhas e netos farrapos, de pé no chão, "cantando em francês", para furtar a metáfora do poema de Francisco Alvim. Sobraram sedes de fazenda, "palácios mortos da cidade morta". Os fidalgos deixavam as paredes ruir e vendiam telhas a "30 mil réis o milheiro", como escreveu Lobato das "Cidades Mortas" paulistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terra devastada do Rio, não sobrou um chão para os quilombolas sem quilombos e os caboclos do lugar. A estrada de ferro entre Rio e São Paulo sugou o resto de sangue de Angra, Mambucaba, Itaguaí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns filhos dos deserdados do velho porto, das tropas, dos canaviais e cafezais improdutivos iriam se pendurar nos morros. Uns outros se espalharam por mocambos nas franjas alagadiças da Baixada Fluminense, onde se juntaram a imigrantes do norte do país atraídos pelas indústrias que empregavam poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaguaí fica entre Mangaratiba e o Rio. Lá, "em tempos remotos vivera o dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas", o alienista que internou a cidade e um dia se descobriu demente, o do conto de Machado de Assis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-5030675974925461325?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/vinicius-torres-freire-cidades-mortas.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0RhZQ5WwGI/AAAAAAAAJD0/0vUbRY_llFc/s72-c/VINICIUS+TORRES+FREIRE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-3978118950317503239</guid><pubDate>Wed, 06 Jan 2010 06:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-06T04:29:00.322-02:00</atom:updated><title>Bom dia!  - João Bosco e Nilze Carvalho</title><description>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3kl9OSUoctc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3kl9OSUoctc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-3978118950317503239?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/bom-dia-joao-bosco-e-nilze-carvalho.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-6676551407887944227</guid><pubDate>Tue, 05 Jan 2010 12:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-05T10:18:50.390-02:00</atom:updated><title>Merval Pereira :: Estratégias</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MuFO1AwcI/AAAAAAAAJDk/3sFwpIBoFgA/s1600-h/MERVAL+PEREIRA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423229043698876866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 90px; CURSOR: hand; HEIGHT: 72px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MuFO1AwcI/AAAAAAAAJDk/3sFwpIBoFgA/s200/MERVAL+PEREIRA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU EM O GLOBO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A grande discussão política que domina os debates sobre a próxima eleição presidencial de outubro é se o presidente Lula terá a capacidade de transferir sua popularidade para a candidata que tirou do bolso de seu colete, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. E se a eleição será plebiscitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A centralidade da figura de Lula na sua sucessão é a confirmação de que ele encerra seus oito anos de Presidência em situação singular na história política brasileira recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastassem os 83% de popularidade interna, o reconhecimento internacional consolidou-se no final de 2009 com diferentes homenagens à sua liderança, vindas de órgãos da grande imprensa europeia, como os jornais “El País”, da Espanha (considerado hoje o mais importante jornal europeu), “Le Monde”, da França, e o “Financial Times”, de Londres, que colocou Lula entre os 50 personagens que mais influenciaram a década que se encerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas querer, como Lula quer, transformar a próxima eleição em um plebiscito onde ele estará em jogo, não é meramente um movimento político esperto, mas uma redução do momento que o país vive, uma tentativa de evitar que a população escolha o melhor candidato para restringir a escolha a uma questão quase pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro das circunstâncias, a estratégia do governador de São Paulo, José Serra, virtual candidato do PSDB à sucessão de Lula, está se mostrando adequada. Muitos o criticaram, inclusive eu, por ter evitado críticas diretas ao presidente Lula e, ao contrário, até mesmo querer mostrarse em público como um político próximo a Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo correndo o risco de criar a impressão de que não se coloca como uma alternativa de mudança em outubro, Serra está na verdade empenhado em não deixar que a eleição se torne plebiscitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impedir que o eleitorado o identifique como o “anti-Lula”, transferindo para Dilma o papel que foi escolhida para representar de “o mesmo que Lula”, é a decisão certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fazer isso, Serra mantém sua possibilidade de ampliar o eleitorado para a direita e para a esquerda, da mesma maneira que o lulismo fez nas eleições de 2006, mudando a geografia eleitoral do candidato Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Cesar Romero Jacob, da PUC do Rio, já havia identificado esse fenômeno a partir da análise da penetração da votação de Lula nos grotões do Norte e Nordeste com base nas políticas assistencialistas como o Bolsa Família e no aumento do salário mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cientista político André Singer, que já foi porta-voz do presidente Lula e hoje é professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo, publicou recentemente um estudo onde mostra que os votos do “subproletariado”, beneficiado pelos programas assistencialistas do governo e pelo aumento do salário mínimo, foram para Lula, mas dentro da lógica da direita, que identificou no governo um fiador da estabilidade econômica e garantidor de sua nova situação financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o estudo, em 2006, enquanto os eleitores de escolaridade superior dividiamse por igual entre os campos da esquerda (31%), do centro (32%) e da direita (31%), entre os que frequentaram até a quarta série do ensino fundamental, a direita tinha 44% de preferência, mais do que o triplo de adesão que tinha a esquerda (16%) e o centro (15%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Singer, “na ausência de um avanço da esquerda, o primeiro mandato de Lula terminou por encontrar outra via de acesso ao subproletariado, amoldandose a ele, mais do que o modelando, porém, ao mesmo tempo, constituindo-o como ator político”. A isso ele chama de “lulismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O voto em Lula sofre então “uma mudança ideológica”, segundo André Singer, aumentando em direção aos extremos, “tanto esquerdo como direito”, e caindo em direção ao centro. Lula passaria a representar, então, uma opção nova, que “mistura elementos de esquerda e de direita, contra uma alternativa de classe média organizada em torno de uma formulação de centro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permanecendo em posição neutra com relação ao presidente, exercendo suas críticas ao governo em direção a pontos específicos, como a política do Banco Central de juros e câmbio, o governador paulista tenta manterse uma alternativa viável para esse eleitorado de Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto de direita, representado pelo que Singer chama de “subproletariado”, como mostra sua boa penetração no Nordeste, graças, segundo as pesquisas qualitativas, ao seu trabalho como ministro da Saúde, quanto de esquerda, que possam identificálo como uma opção mais consistente do que a ministra Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tendência explicaria também a guinada à esquerda do governo Lula no segundo mandato, e a escolha de uma política ligada aos movimentos de guerrilha na época da ditadura militar, para garantir esse eleitorado, que no primeiro turno de 2006 foi em parte para os candidatos oriundos do PT, Cristovam Buarque e Heloísa Helena, e hoje têm tanto em Serra como na senadora Marina Silva opções ao voto oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aprofundamento dos programas assistencialistas, como o aumento do valor do pagamento do Bolsa Família e a garantia de aumentos reais para o salário mínimo, garantiriam os votos do subproletariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentativa de fazer uma eleição plebiscitária esbarra também na percepção por parte do eleitorado de que Dilma não é Lula, e portanto a escolha pode ser outra, até mesmo Ciro Gomes no Nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um eleitorado mais escolarizado, há também o incômodo de querer transformar a eleição em uma espécie de “herança” em vida para uma escolhida, mesmo que não tenha melhores qualificações que os adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Dilma, há uma dificuldade adicional, por paradoxal que seja: quanto mais Lula ganha homenagens e se torna um mito para seu povo, mais ela se distancia de seu criador, suas deficiências aparecem e fica mais difícil convencer o eleitorado de que ela é “Lula de novo”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-6676551407887944227?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/merval-pereira-estrategias.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MuFO1AwcI/AAAAAAAAJDk/3sFwpIBoFgA/s72-c/MERVAL+PEREIRA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-790846796663600450</guid><pubDate>Tue, 05 Jan 2010 12:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-05T10:12:55.233-02:00</atom:updated><title>Dora Kramer :: Déficit de atenção</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MsshTaFtI/AAAAAAAAJDc/Drfe9JKmFJw/s1600-h/DORA+KRAMER.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423227519649846994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 73px; CURSOR: hand; HEIGHT: 73px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MsshTaFtI/AAAAAAAAJDc/Drfe9JKmFJw/s200/DORA+KRAMER.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU EM O ESTADO DE S. PAULO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A confusão quase-crise entre os ministérios da Justiça e Defesa ? leia-se Forças Armadas ?, que fechou 2009 e reabriu a recorrente questão sobre a punição aos crimes contra a vida cometidos durante a ditadura, exibiu a face contraproducente do modo espetáculo de Luiz Inácio da Silva governar o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso partindo da premissa de que o presidente da República falou a verdade quando disse que assinou decreto de criação do Programa Nacional de Direitos Humanos sem conhecer seu conteúdo. Grave em si, o fato não é incomum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antecessor de Lula mesmo, Fernando Henrique Cardoso, bem mais afeito à leitura e interesse por detalhes, assinou sem ler um decreto que poderia manter documentos oficiais sob sigilo eterno. O ex-presidente justificou que assinou "como rotina" e atribuiu a falha a um descuido burocrático ou a má-fé de "alguém" a quem não denominou. Ou não identificou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem conhece a sistemática do Palácio sabe como as coisas funcionam: "No fim do expediente entra no gabinete presidencial um chefe da Casa Civil com a papelada para o presidente assinar antes de enviar os atos à publicação no Diário Oficial. Em geral, enquanto conversam o presidente assina os documentos não necessariamente mediante exame", descreve o deputado Raul Jungmann, presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional e ministro da Reforma Agrária no governo FH.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí não ser de todo inverossímil, desta vez, a versão de que Lula não sabia que o decreto tratava entre outras coisas da possibilidade da revisão da Lei da Anistia e de tolices revanchistas como a retirada dos nomes de presidentes do regime militar de pontes, rodovias, praças, ruas e prédios públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um contrassenso até em face das repetidas referências elogiosas que o presidente faz às realizações e até ao modelo administrativo desses governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais difícil de acreditar é que o presidente Lula ignorasse os termos do acordo que, segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi dura e intensamente negociado entre a sua pasta, os comandantes das três Forças, os primeiros escalões do Exército, Marinha e Aeronáutica, e o Ministério da Justiça, na figura do secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se de fato ignorava, de duas uma: ou o presidente foi induzido ao erro pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ou errou em decorrência de seu déficit de atenção em relação aos assuntos de governo que não se relacionem diretamente com embates de natureza político-eleitoral ou com o culto à sua personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é crível que um assunto que no ano passado havia feito explodir divergências públicas, entre os mesmos personagens e arquivado por ordem de Lula, não estivesse sendo acompanhado pelo presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer das duas hipóteses houve quebra de confiança. Ou da ministra para com o presidente ou de Lula em relação às Forças Armadas, uma instituição pautada pelo princípio da disciplina e da hierarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo acerto, a Comissão da Verdade, na expressão do deputado Jungmann, uma espécie de "CPI da ditadura", investigaria os crimes cometidos durante o período autoritário levando em conta não apenas as ações dos militares, mas também os atos dos integrantes da resistência pela vida da luta armada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto apresentado e assinado pelo presidente Lula, no entanto, só fazia referência a investigações aos crimes cometidos pelo "aparelho de Estado", vale dizer, os militares e os civis que serviram como braços auxiliares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a ideia foi criar uma dificuldade para dirimi-las no decorrer de uma negociação posterior, quando o projeto de lei chegasse ao Congresso, por exemplo, foi uma péssima ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pela essência, dado que o direito de um país à sua memória é sagrado e que, mais dia menos dia, o Brasil terá de enfrentar a questão. A tortura e o terror universalmente não se submetem a legislações específicas, são atos condenados em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema foi a forma. Se já é difícil fazer com que os militares concordem em criar uma instância para o reexame de crimes que podem "tragar" a instituição para um passado com o qual a maioria não guarda a menor relação, impossível é fazê-los aceitar a quebra da palavra empenhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as coisas se passaram realmente conforme o relato que fez o ministro da Defesa e os comandantes das três Forças protestarem por meio dos pedidos de demissão, houve quebra grave de confiança e não é assim que se conduzem negociações nesse meio. Não foi assim que se conduziu a campanha que resultou na anistia e abriu caminho para a redemocratização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se com o Congresso e com a opinião pública a força da popularidade presidencial se sobrepõe ao valor da palavra dita e a reticência é admitida, com as Forças Armadas o "sim" e o "não" são limites intransponíveis de uma linha a ser defendida a qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por veleidades antidemocráticas, mas pelo temor da desmoralização.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-790846796663600450?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/dora-kramer-deficit-de-atencao.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MsshTaFtI/AAAAAAAAJDc/Drfe9JKmFJw/s72-c/DORA+KRAMER.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-811104449779826261</guid><pubDate>Tue, 05 Jan 2010 12:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-05T10:07:23.633-02:00</atom:updated><title>Eliane Cantanhêde:: Um na mão, dois voando</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0Mraah-G0I/AAAAAAAAJDU/l66SIxseHMI/s1600-h/ELIANE+CANTANHÃDE.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423226109082606402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 104px; CURSOR: hand; HEIGHT: 78px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0Mraah-G0I/AAAAAAAAJDU/l66SIxseHMI/s200/ELIANE+CANTANH%C3%8ADE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU NA FOLHA DE S. PAULO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BRASÍLIA -&lt;/strong&gt; O ano de 2009 acabou com uma crise entre a área civil e a área militar do governo. O ano de 2010 começa com uma encrenca de bom tamanho exatamente entre essas duas áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São dois temas bastante diferentes, mas, vindo na mesma hora, sempre um pode contaminar o outro. Um é a questão do Plano Nacional de Direitos Humanos, o outro é a decisão sobre o melhor pacote para renovar a frota da FAB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano é saudado num aspecto por todo mundo que tem bom senso: a verdade histórica tem que prevalecer, doa a quem doer, e insistir na busca dos desaparecidos até a última instância é um direito não apenas político, mas humanitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas incomoda os militares quando resvala para aquele jeitão stalinista de criar uma comissão nacional e comitês estaduais que podem jogar a opinião pública contra prédios militares e apontar o dedo para oficiais de hoje, que não têm nada a ver com aqueles do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a renovação dos caças da FAB, o chamado FX-2, que já sobrou do governo FHC, cria um impasse. A análise técnica de quem entende do assunto apontou o caça sueco em primeiro lugar, o norte-americano em segundo e o francês Rafale -preferido e virtualmente escolhido por Lula e pela área diplomática- em terceiro e último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma tremenda saia justa para Lula, que está entre duas opções: ou joga o trabalho da FAB na turbina do Aerolula e anuncia o Rafale, custe o que custar (aliás, literalmente, porque é de longe o mais caro dos três); ou recua na decisão política e segue a orientação de quem entende do assunto e produziu mais de 30 mil páginas de documentos, estudos, análises.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre Lula, o plano de Direitos Humanos e os militares, há Jobim. Entre Lula, os caças e os aviadores e a Embraer, também há Jobim. É ele quem tem de tourear as feras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dois casos, Lula ganha tempo. O plano ficou para abril. Os caças, sabe-se lá para quando. E se. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-811104449779826261?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/eliane-cantanhede-um-na-mao-dois-voando.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0Mraah-G0I/AAAAAAAAJDU/l66SIxseHMI/s72-c/ELIANE+CANTANH%C3%8ADE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-5507410305173291761</guid><pubDate>Tue, 05 Jan 2010 11:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-05T10:01:49.908-02:00</atom:updated><title>Raymundo Costa ::  Serra quer mudar sem mexer no tripé</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MqHGNYRqI/AAAAAAAAJDM/Y7xTo9s9_Sk/s1600-h/RAYMUNDO+COSTA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423224677698389666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 63px; CURSOR: hand; HEIGHT: 62px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MqHGNYRqI/AAAAAAAAJDM/Y7xTo9s9_Sk/s200/RAYMUNDO+COSTA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU NO VALOR ECONÔMICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Num país onde a popularidade do presidente é essencialmente atribuída ao êxito da política econômica, o governador José Serra, virtual candidato do PSDB à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é uma voz dissonante. Não raro é possível ouvir Serra dizer que a situação macroeconômica "está péssima". Ele nunca escondeu sua implicância com juros altos e câmbio sobrevalorizado. Mas nunca deixou claro a saída que pretende adotar sem fazer desmoronar o tripé câmbio flutuante, responsabilidade fiscal e meta de inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de resposta obrigatória de quem lidera as pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República. Serra tem sido coerente nas críticas à política econômica, neste e no governo de seu amigo Fernando Henrique Cardoso. Agora dá pistas sobre como pretende encaminhar a solução em entrevista publicada no livro "Retrato de Grupo - 40 anos de Cebrap", publicado pela editora Cosac Naif, como parte das comemorações dos 40 anos do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serra derruba alguns mitos, como o de que fora contrário ao Plano Real, conforme foi difundido pelo próprio FHC na eleição de 2002. O governador paulista e virtual candidato do PSDB a presidente, nas eleições de outubro, conta que não tinha dúvidas em relação ao plano, do "ponto de vista teórico". Sua apreensão, em 1994, era política. Duvidava que o governo, em meio ao processo eleitoral, desse sustentação ao plano. Dúvida procedente, como mostraram os acontecimentos: por mais de uma vez FHC, já fora do Ministério da Fazenda e candidato a presidente, teve de conter o então presidente Itamar Franco na intenção de fazer um congelamento de preços, decisão que contribuíra efetivamente para o fracasso dos nove planos anteriores de estabilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra lenda ronda atualmente a candidatura de José Serra a presidente. Diz que o mercado financeiro é contrário a sua candidatura. É certo que os bancos, talvez nem mesmo no governo de FHC, tenham lucrado tanto quanto nos oito anos de Lula e do PT. Mas é um exagero afirmar que os banqueiros armaram uma barricada para se defender de Serra, quando entre os principais interlocutores do governador de São Paulo, entre outros, estão Luiz Carlos Mendonça de Barros e o ex-presidente do ex-PFL (atual Democratas) Jorge Bornhausen, que o PT, então na oposição, não cansava de classificar de legítimo representantes dos interesses do setor financeiro no Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro dos 40 anos do Cebrap também é esclarecedor sobre essa questão: Serra não só reza a cartilha do tripé, como acredita ter sido ele o primeiro a formular esse conceito durante o governo de Fernando Henrique. "Não há uma única maneira de se implantar e fazer funcionar esse tripé", afirma José Serra, para deixar claro que não discorda do remédio, mas entende que o receituário poderia ser outro. O atual, segundo acredita o presidenciável, pode lançar o país na desindustrialização e torná-lo refém de um modelo primário exportador. Por causa dos juros altos e da sobrevalorização do câmbio, que condena agora como condenou à época do governo FHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No caso do Brasil, a preocupação com a desindustrialização não é com uma desindustrialização no sentido de que não haverá mais indústrias", disse José Serra aos entrevistadores Álvaro Comin, Cláudio Amitrano, Flávio Moura e Henri Gervaiseau, acadêmicos e integrantes do Cebrap. Ele citou um exemplo: "A Embraer foi bem privatizada, mas até poucos anos atrás ela tinha 60% de componente doméstico no valor gerado", afirmou. "Hoje tem 30%. Ela está ai produzindo avião, mas está perdendo as cadeias produtivas, só por causa dos juros siderais e da sua consequência pior: a taxa de câmbio megavalorizada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o problema, diz Serra, e ele nada teria a ver com a suposta divisão entre desenvolvimentistas (entre os quais é classificado) e monetaristas. "Essa análise não tem muito sentido, é até cretina", diz. "O problema é outro. O termo tem sido espertamente utilizado para insinuar que os que se preocupam com o desenvolvimento o querem a qualquer preço, mesmo à custa de mais inflação - não há necessariamente esse dilema, estabilidade x desenvolvimento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença - opina - "existe em relação a políticas macroeconômicas, e não à estabilidade. Eu só posso dizer o seguinte: em nenhum dos preceitos do Consenso de Washington figura a ideia de que para desenvolver o país você precisa megavalorizar a moeda. Isso é simplesmente um erro, não é ortodoxo nem heterodoxo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tem uma geração qualificada na questão da economia formada sob a superinflação, mas não criou ainda uma outra azeitada em políticas de desenvolvimento. Serra é um candidato. Resta a ele explicitar mais como baixar a taxa de juros e financiar a dívida pública e ajustar a taxa de câmbio de uma maneira que não veja voluntarista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Brasil deve ter hoje 190 milhões de habitantes, perto disso; daqui a dez anos, teremos dezenas de milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho", argumenta. "O modelo primário exportador, para onde o país está caminhando, não é capaz de gerar empregos com o dinamismo que a oferta de trabalho exige. Ele não vai gerar desenvolvimento sustentado (e sustentável) e o país está caminhando para isso". Essa é o desafio a que Serra se propõe: reinventar o desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bolas nas costas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) mudou de ano com dificuldades em mais de uma frente estratégica. Uma delas diz respeito à criação do conselho de comunicação e ao incentivo dado a outras formas de quebrar monopólios na área de comunicação. A ministra da Casa Civil inclusive já sinalizou aos interessados que não teria posição tão radical sobre o assunto quanto alguns de seus conselheiros de campanha. Outra refere-se ao relacionamento de Dilma com o jornalista e marqueteiro João Santana, que já foi bem melhor. O publicitário Duda Mendonça ronda o território do antigo afilhado. O PT treme só de ouvir falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-5507410305173291761?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/raymundo-costa-serra-quer-mudar-sem.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MqHGNYRqI/AAAAAAAAJDM/Y7xTo9s9_Sk/s72-c/RAYMUNDO+COSTA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-7952373033450454527</guid><pubDate>Tue, 05 Jan 2010 11:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-05T09:56:04.084-02:00</atom:updated><title>“Lula, o filho do Brasil” estreou no país vendendo 220 mil ingressos, número abaixo da expectativa</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU EM O GLOBO / Segundo Caderno&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Longe do desempenho com fôlego de fenômeno da “Avatar” “Lula, o filho do Brasil”, primeiro filme nacional do ano, lançado no dia 1º em 350 cinemas, estreou vendendo cerca de 220 mil ingressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua média  foi de 628 espectadores por sala.  Os números não impressionam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, em apenas três dias, “Se eu fosse você 2” somou 570 mil pagantes, com circuito similar ao do filme de Fábio Barreto, que se encontra hospitalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-7952373033450454527?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/lula-o-filho-do-brasil-estreou-no-pais.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-6584146408790452436</guid><pubDate>Tue, 05 Jan 2010 11:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-05T09:52:41.433-02:00</atom:updated><title>Coluna do Ancelmo Góis (ontem)</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;DEU EM O GLOBO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Menino do Rio&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fernando Henrique estava ontem nas areias da Praia do Leblon.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi aplaudido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-6584146408790452436?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/coluna-do-ancelmo-gois-ontem.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-4895977250738620963</guid><pubDate>Tue, 05 Jan 2010 11:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-05T09:30:24.390-02:00</atom:updated><title>Panorama Político :: Ilimar Franco</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MivYxsf0I/AAAAAAAAJDE/_Hk5YyaP52I/s1600-h/ITAMAR+FRANCO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423216573784293186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 79px; CURSOR: hand; HEIGHT: 104px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MivYxsf0I/AAAAAAAAJDE/_Hk5YyaP52I/s200/ITAMAR+FRANCO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU EM O GLOBO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O vice do Serra.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não se fala de outra coisa em Minas Gerais: o ex-presidente Itamar Franco vai ser o vice na chapa presidencial de José Serra. O tucano, que sequer verbaliza sua candidatura, gostaria de um mineiro em sua chapa. O nome preferido do PSDB é o governador Aécio Neves. Mas em Juiz de Fora (MG), nas conversas com os amigos, o próprio Itamar anda confidenciando que será o vice de Serra. Itamar é filiado ao PPS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na jugular&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado Raul Jugmann (PPS-PE) aplica a primeira lei da dialética de Georges Politzer: “Tudo se relaciona”. Jungmann quer convocar Dilma Rousseff (Casa Civil) para tratar do Plano de Direitos Humanos do Ministério da Justiça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-4895977250738620963?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/panorama-politico-ilimar-franco.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MivYxsf0I/AAAAAAAAJDE/_Hk5YyaP52I/s72-c/ITAMAR+FRANCO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-7684964448077278512</guid><pubDate>Tue, 05 Jan 2010 11:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-05T09:10:05.357-02:00</atom:updated><title>CHARGE</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0Md6hWTRfI/AAAAAAAAJCs/LUOgticvmfg/s1600-h/Charge+sobre+as+aguas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423211267505735154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0Md6hWTRfI/AAAAAAAAJCs/LUOgticvmfg/s320/Charge+sobre+as+aguas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Diário do Nordeste (CE)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-7684964448077278512?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/charge_05.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0Md6hWTRfI/AAAAAAAAJCs/LUOgticvmfg/s72-c/Charge+sobre+as+aguas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-7476159201678438202</guid><pubDate>Tue, 05 Jan 2010 10:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-05T08:59:47.617-02:00</atom:updated><title>Tucanos ensaiam ataque</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU NO ESTADO DE MINAS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Com receio de que Dilma continue crescendo nas pesquisas por influência da alta popularidade de Lula, cúpula do PSDB, reunida no Rio, decide que o partido será mais agressivo contra o governo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Thiago Herdy&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tentar frear o crescimento da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), nos próximos meses e evitar que ela continue a beber da alta popularidade do presidente Lula, o PSDB promete elevar o tom das críticas ao governo petista, a 10 meses da eleição presidencial. A opção por uma estratégia mais agressiva foi acertada ontem na primeira reunião do ano com representantes da cúpula do partido, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ato depois do encontro, que simbolizará a nova postura do partido, é o ingresso de uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o PT, pedindo à Justiça Eleitoral que considere propaganda antecipada as inserções de rádio e televisão veiculadas pelo partido governista em dezembro. As mensagens apresentaram a ministra e pré-candidata Dilma como estrela principal das realizações do governo Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT promete reagir e devolver o ato com a mesma moeda, provocando o TSE a também declarar propaganda antecipada as inserções do PSDB que apresentaram as realizações dos governadores e então pré-candidatos do PSDB ao governo federal, José Serra e Aécio Neves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos programas, a dupla exaltou suas realizações e o modo tucano de governar, em vez de bater em Dilma Rousseff ou em Lula. O tom do PSDB mudará nos próximos dias, quando o partido cobrará uma atuação mais forte dos seus parlamentares, seja na Câmara, seja no Senado, para que contestem realizações e números divulgados pelo governo federal. Pesquisas internas do partido confirmam a força e a popularidade do presidente Lula, mas mostram também a insatisfação de setores da opinião pública com a atuação do governo em áreas como infraestrutura, saúde e segurança pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PSDB traçará nos próximos dias algumas bandeiras para reforçar o discurso da militância e de seus simpatizantes. Tentará roubar um pouco do espaço conquistado pela comunicação petista nas mídias regionais, aproveitando a facilidade de entrada de vereadores e deputados do partido nesta seara. Os oposicionistas entendem que não é mais possível ficar parado frente ao crescimento de um sentimento nacional que coloca o Brasil como um país com todos os seus problemas resolvidos. Campanhas publicitárias com tom ufanista, veiculadas recentemente por empresas como AmBev e GM, causaram desconforto entre os tucanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tentativas de bater no governo em 2009 não surtiram efeito – episódios como a CPI da Petrobras, CPI do MST e o caso Lina Vieira não chegaram a arranhar a credibilidade do Planalto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o secretário-geral do partido, o deputado federal Rodrigo de Castro (MG), há uma dificuldade natural do PSDB em ser oposição e muita timidez por parte dos aliados. “É da natureza do partido ser mais cuidadoso, já participamos efetivamente de governo, isso nos inibe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há também falha na direção nacional na hora de municiar as bases com material. Isso vai mudar”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do presidente nacional do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE), participaram do encontro no Rio de Janeiro o novo líder da legenda na Câmara, o deputado João Almeida (BA), e o vice-líder no Senado, o senador Álvaro Dias (PR). Estiveram presentes ainda outros deputados e representantes da Executiva do partido. No encontro, ficou acertado que a próxima reunião da Executiva Nacional será em Belo Horizonte, na segunda quinzena de janeiro. É uma forma de prestigiar o governador Aécio Neves pelo gesto de abrir mão da disputa interna em nome de José Serra.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-7476159201678438202?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/tucanos-ensaiam-ataque.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-2880943052811402729</guid><pubDate>Tue, 05 Jan 2010 10:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-05T09:03:36.703-02:00</atom:updated><title>O QUE PENSA A MÍDIA</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0McZyj86UI/AAAAAAAAJCk/EzBu3ygVF9A/s1600-h/GUTEMBERG.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423209605679081794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 97px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0McZyj86UI/AAAAAAAAJCk/EzBu3ygVF9A/s200/GUTEMBERG.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;EDITORIAIS DOS PRINCIPAIS JORNAIS DO BRASIL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003300;"&gt;&lt;em&gt;Clique o link abaixo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.pps.org.br/2005/index.asp?opcao=editoriais&amp;amp;portal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#660000;"&gt;http://www.pps.org.br/2005/index.asp?opcao=editoriais&amp;amp;portal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#660000;"&gt;=&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-2880943052811402729?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/o-que-pensa-midia_05.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0McZyj86UI/AAAAAAAAJCk/EzBu3ygVF9A/s72-c/GUTEMBERG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6794325893361595826.post-3381412687597922795</guid><pubDate>Tue, 05 Jan 2010 10:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-05T08:21:50.957-02:00</atom:updated><title>Miriam Leitão :: Ritmos diferentes</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MSsGpD8dI/AAAAAAAAJCc/pTjGNBD44u8/s1600-h/MIRIAM+LEITÃO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423198925190590930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 90px; CURSOR: hand; HEIGHT: 90px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MSsGpD8dI/AAAAAAAAJCc/pTjGNBD44u8/s200/MIRIAM+LEIT%C3%83O.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;DEU EM O GLOBO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A venda de carros no mercado interno fechou o ano com um número inesperado: 3.141.000 automóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um ano que começou em ponto morto, foi uma arrancada: 11% sobre 2008. Em 2010, as vendas devem crescer 8%. As exportações tiveram queda de 40%. “Nem posso culpar o câmbio porque na verdade o mundo não compra, os mercados lá fora encolheram”, diz Jackson Schneider, da Anfavea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros dados de balanço e previsão dos setores mostram uma economia em recuperação, mas com preocupações à frente. O superávit comercial vai cair de novo, em 2010, para US$ 12 bilhões ou US$ 10 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As exportações só se seguram pelo preço das commodities e pela demanda chinesa, segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). O superávit comercial de US$ 1,8 bi em 2008 com os Estados Unidos caiu para déficit de US$ 4,4 bilhões em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Isso é resultado de sete anos sem uma única missão governamental para promover exportação para a maior economia do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo desprezou o mercado americano, que era de 25% das nossas exportações em 2002 e agora absorve apenas 10% — diz José Augusto de Castro, vicepresidente da AEB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O agronegócio mais uma vez garantirá o saldo positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma ideia, o superávit do setor será de US$ 53 bilhões. O cenário previsto pelo economista Fábio Silveira, da RC Consultores, é de superávit de US$ 10 bilhões em 2010. Isso significa que o agronegócio terá um resultado positivo de US$ 53 bi, enquanto o setor industrial produzirá um resultado negativo de US$ 43 bi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O câmbio só não preocupa muito porque o principal problema ainda é a falta de compradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto. Schneider disse que quando a situação na economia internacional melhorar, o Brasil não poderá competir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Na hora em que retomar a demanda externa, o Brasil estará em condições piores do que seus competidores por causa do câmbio — disse o presidente da Anfavea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No agronegócio, o câmbio também não é a preocupação central agora, por um motivo: a escalada dos preços internacionais das commodities agrícolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O café, que exportou US$ 4,4 bilhões em 2009, vai exportar US$ 4,5 bilhões em 2010. O açúcar vai de US$ 8 bilhões para US$ 9 bilhões. A soja em grão sairá de US$ 13 bilhões para US$ 14 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não teve preço melhor, aumentará o volume, como a carne, que deve exportar US$ 10,5 bilhões este ano, um pouco mais do que os US$ 9,8 bilhões do ano passado — diz Fábio Silveira, da RC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Augusto de Castro, da AEB, acha que o setor exportador se sustenta por causa de uma disparada nos preços, que, na visão dele, é prova de que estão se formando novas bolhas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;— O açúcar teve aumento de preço de 105%, algodão, de 55%, café, 20%, suco de laranja, 90%. O aumento de 14% da soja não parece muito, mas está havendo supersafra nos Estados Unidos, Brasil e Argentina, e os preços sobem. No setor de metálicos também há fatos estranhos: o que justifica o cobre ter subido 153%, o alumínio, 81%, e o zinco, 129%, numa economia que ainda está em crise? As commodities negociadas em bolsa estão virando ativos financeiros pelo excesso de liquidez — diz Castro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia entra assim em 2010. Com alguns bons motivos para comemorar um final feliz em vários setores, mas com preocupações em outras áreas. No setor automobilístico, a diferença é gritante. Em novembro de 2008, as vendas caíram 25%. Entraram fracas no ano e foram se recuperando aos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— A crise chegou pela ponta do crédito. O consumidor ia até a loja, tinha vontade de comprar o carro, mas não tinha crédito. O Banco Central tomou todas aquelas medidas de liberação de compulsório e de compra de carteira de veículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação melhorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que trouxe de volta mesmo o consumidor foi a queda do IPI. O movimento foi ajudado pelas promoções e descontos dos fabricantes e do varejo e a gente chegou a um excelente resultado — diz o presidente da Anfavea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para 2010, o setor está prevendo que as vendas vão chegar a 3,4 milhões de veículos leves, excluindo tratores e caminhões. Mesmo se a demanda lá fora melhorar, ele não se anima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acha que o dólar não ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O setor de aço tem um quadro de recuperação, mas bem menos colorido. Marco Polo de Mello Lopes, do Instituto Aço Brasil, diz que o setor fechou o ano com queda de 20% de produção em relação a 2008, mas houve um momento em que a ocupação da capacidade instalada mal chegava a 50%. Chegou ao fim do ano em 80%: — Nós precisamos da exportação porque o mercado interno não consome tudo, mas o mundo tem excedentes e a grande interrogação é a China: ela continuará comprando ou vai exportar seus excedentes? Executivos e consultores mostram um cenário com sinais contraditórios. Schneider, da Anfavea, disse que os três maiores anúncios de investimento no mundo, no setor automobilístico, foram feitos no Brasil: da GM, Ford e Volks. Marco Polo, do setor siderúrgico, acha que a demanda por aço só vai crescer quando forem iniciados investimentos para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. Os exportadores acham que o Brasil tem perdido oportunidades, o câmbio vai atrapalhar, e o saldo comercial vai encolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Com Alvaro Gribel&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6794325893361595826-3381412687597922795?l=gilvanmelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/01/miriam-leitao-ritmos-diferentes.html</link><author>gilvan.cavalcantidemelo@gmail.com (Gilvan)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CNgJFL8-6UI/S0MSsGpD8dI/AAAAAAAAJCc/pTjGNBD44u8/s72-c/MIRIAM+LEIT%C3%83O.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>