Folha de S. Paulo
Para Flávio Bolsonaro, o 'sistema é podre' e
o Brasil 'olha com nojo para Brasília'
A família se proclama 'antissistema', mas faz
parte dele há quase 40 anos
Flávio
Bolsonaro disse em Copacabana, no domingo (16), que o Brasil
"olha com nojo para Brasília". O que Brasília terá achado
disso? Ele estava se referindo aos políticos. Os Bolsonaros são diferentes,
você sabe. Não são políticos. O sistema é "podre". Eles são
"antissistema". Mas vejamos o que cada um fez ou faz na vida.
1 - Jair Bolsonaro. Sete mandatos como deputado federal (1990, 94, 98, 2002, 06, 10 e 14). Presidente eleito em 2018, derrotado em 2022. Atual presidiário condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado. 2 - Flávio Bolsonaro. Filho 01 de Bolsonaro. Quatro mandatos como deputado estadual pelo Rio (2002, 06, 10 e 14). Atual senador e candidato à Presidência da República.
3 - Carlos
Bolsonaro. Filho 02. Sete mandatos como vereador pelo Rio (2000, 04,
08, 12, 16, 20 e 24). No primeiro, concorreu contra a própria mãe e a derrotou.
Chamado de "vereador federal" por passar mais tempo em Brasília do
que no Rio. Candidato a senador por Santa Catarina, para onde se mudou em 2025
a fim de conseguir domicílio eleitoral. 4 - Eduardo
Bolsonaro. Filho 03. Três mandatos como deputado federal por São
Paulo (2016, 20 e 24). Cassado por abandono do cargo e condenado a quatro anos
de prisão por coação judicial. Foragido nos EUA, dedica-se a pregar medidas
econômicas contra o Brasil.
5 - Jair Renan
Bolsonaro. Filho 04. Vereador desde 2024 por Balneário Camboriú
(SC). 6 - Michelle
Bolsonaro. Terceira mulher de Bolsonaro. Líder partidária e
candidata a senadora pelo Distrito Federal. 7 - Rogéria
Bolsonaro. Primeira mulher de Bolsonaro, mãe de Flávio, Carlos e
Eduardo. Vereadora pelo Rio em 1992 e 96. Candidata a deputada federal. 8
- Renato
Bolsonaro. Irmão de Bolsonaro. Foi candidato a vereador e a prefeito
de Registro (SP) e Miracatu (SP) em 1996, 98, 2000, 04, 08, 12, 16 e 24. Perdeu
todas. 9 - Percy
Bolsonaro. Pai de Bolsonaro. Filiado nos anos 1960 ao MDB de
Eldorado (SP), partido contra a ditadura
militar, e monitorado pelo extinto SNI (Serviço Nacional de
Informações) por exercício ilegal da medicina.
Não falei que os Bolsonaros eram diferentes?

Entendi,rs.
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