CartaCapital
Corrupção e segurança estão no topo das
preocupações do eleitorado. Qual será a postura do presidente nestes
assuntos?
Lula não começa mal a largada da campanha, mas também não começa bem. A pesquisa Quaest, de 14 de agosto, mostra que a distância em relação a Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno caiu para apenas 3 pontos, recolocando uma situação de empate técnico. Em abril e maio, esse empate era ainda mais evidente. Mas em junho/julho, Lula chegou a abrir 8 pontos de vantagem no levantamento da Quaest, e os agregadores de pesquisas mostraram uma vantagem média de 5 pontos. O presidente caiu de 33% para 29% no eleitorado independente e Flávio subiu de 30% para 33%, justamente na fatia que vai decidir as eleições.
Em julho, a avaliação positiva do governo
conseguiu ficar levemente acima da negativa pela primeira vez desde 2024. Na
última pesquisa, a negativa voltou a superar a positiva. Existe uma correlação
entre avaliação do governo e desempenho eleitoral de Lula. Ao longo do
terceiro mandato, a comunicação do governo foi desastrosa, mesmo no período de
Sidônio Palmeira. Para que Lula tivesse começado bem a campanha, deveria ter
uma vantagem de, no mínimo, 6 pontos e o governo deveria ter uma avaliação
positiva fora da margem de erro sobre a avaliação negativa.
Novas denúncias deverão surgir contra Flávio
Bolsonaro durante a campanha. Vamos imaginar que nenhuma delas terá a força de
destruí-lo como candidato. E, no jogo do bem contra o mal em operação, por mais
pecados que Flávio venha a ter, ele será “perdoado”, pois representa, para o
eleitorado de direita, a possibilidade de derrotar o mal. Se assim for, Lula
terá desafios significativos para enfrentar e superar. A pesquisa Quaest mostra
que as principais preocupação do eleitorado são violência e segurança (27%),
corrupção (19%), problemas sociais (16%), saúde (14%) e economia e custo de
vida (9%).
A campanha de Lula, neste momento de largada,
está na defensiva nos dois principais pontos – violência e segurança pública e
corrupção – e Flávio na ofensiva. Este é um grande e delicado desafio da campanha
lulista. Na última rodada de eleições na América Latina, o tema da violência e
segurança foi paradigmático, um dos pontos principais na definição de
resultados.
Lula começou a campanha cometendo o mesmo
erro que o governo cometeu durante o mandato: focando em legislação e em
aparatos. Sua principal proposta é a PEC da Segurança e o Ministério da
Segurança Pública. No Brasil, o caminho para o inferno está asfaltado por boas
leis e por aparatos institucionais que não funcionam e consomem o dinheiro dos
contribuintes. Quer dizer: a campanha não tem uma proposta efetiva para
enfrentar a principal preocupação do eleitorado.
No tema da corrupção, Flávio também conseguiu
ficar na ofensiva. Além de usar os escândalos e as condenações do passado, joga
no colo do governo os escândalos do INSS e do Master e todo esse imbróglio do
Lulinha e do Marcola. A militância de direita mantém fogo alto em torno disso
nas redes. No campo lulista, há silêncio e passividade. Corrupção também é um
tema de grande repercussão eleitoral. Mas, para Lula e os petistas, a palavra
“corrupção” tornou-se sacrílega, impronunciável. Se Maquiavel fizesse parte da
vida deste governo, Lula teria começado o terceiro mandato se proclamando o
paladino da moralidade pública e o PT um feroz exército de combate aos
corruptos.
Não por acaso, Xi Jinping, ao assumir o
comando da China, lançou a maior campanha anticorrupção da história do país.
Mais de 1 milhão de funcionários públicos foram expurgados e punidos. Assentou
as bases incontestáveis da moralidade de seu governo. É inacreditável que
Lula chegue à sétima disputa presidencial e ele e o PT não tenham noção da
importância do combate à corrupção.
Mesmo na economia, Flávio Bolsonaro procura
constranger a campanha de Lula, explorando os temas do alto endividamento e
excesso do gasto público, as altas taxas de juro, a perda do poder de compra da
população e a regulamentação das bets. Lula precisa ser mais convincente e
persuasivo nos temas econômicos. Além do endividamento alto das famílias, que
os programas “Desenrola” só conseguiram mitigar, a população se queixa do custo
de vida. A percepção da perda do poder de compra supera a percepção do baixo
desemprego.
Lula não consegue derrubar seus altos índices
de rejeição. Há uma exaustão de imagem que, em parte, se deve à incapacidade de
inovação e renovação. O governo Lula 3 olhou mais para o passado do que para o
futuro. As transformações digitais criaram novos tempos que precisam de
novas respostas. Sem inovação, não há nova retórica capaz de gerar encantamento
e engajamento. Lula e a campanha têm o desafio de recriar a imagem, desbastando-a
dos elementos exauridos e exaustos. •
Publicado na edição n° 1427 de CartaCapital,
em 26 de agosto de 2026.

o Lula é o caloteiro da esperança , 18 anos prometendo melhoras para o povo e o que vemos é o povo cada vez mais afundado em dívida e na desesperança
ResponderExcluirO PT favorece o crime defende o criminoso não queria que o PCC e o PV fosse classificados como organizações terroristas , no entanto essas organizações dominam muitos territórios que hoje compreende 25 por cento da população brasileira , em torno de 50 milhões de pessoas vivem sob o julgo de bandidos armados de fuzil impondo terror, cobrando por serviços como gás, Internet , transporte , matando os seus desafetos e delatores , isso sem dizer inundando o país de drogas principalmente na juventude , o povo vive no terror e no medo,
eles são terroristas sim
Coisas como essa não será explicado nunca e é por isso que o povo rejeita o Lula , um falso profeta que só trouxe infortúnio , miséria e insegurança para o povo brasileiro