O Estado de S. Paulo
STF e inversão nas pesquisas se somam numa pergunta: qual seria o Brasil de Flávio?
A sessão do Supremo hoje, sobre abrir ou não
investigação sobre Alexandre de Moraes, ocorre quando Flávio Bolsonaro, apesar
do empate técnico, passa a frente numericamente do presidente Lula e assume a
dianteira na eleição presidencial. Logo, o dia 14 de setembro de 2026 pode se
transformar no marco de uma reviravolta histórica.
Somadas as duas hipóteses, de vitória de Flávio e de derrota da justiça e da realidade na decisão do Supremo, o Brasil pode dar uma cambalhota atordoante em 2027, anulando os movimentos pró-democracia, liderado pelo STF, e pró-soberania, capitaneado por Lula, para cair numa incógnita.
Como seria, ou será, um governo do filho 01
de Jair Bolsonaro, classificado como o “mais moderado da família” pelos aliados
e “o pior dos Bolsonaro” pela campanha de Lula? Como Flávio, a exemplo dos
demais candidatos, não discutiu programas e não se comprometeu com quase nada,
é caso para suposições.
Pelo pai, madrastas, irmãos e histórico
político, pode-se imaginar que Flávio vá dobrar a aposta bolsonarista na área
de costumes, ampliar a desenvoltura do Congresso no manejo das emendas, partir
para cima do Supremo e conceder indulto, não apenas para o próprio pai, mas
para os generais, financiadores e pausmandados da trama golpista.
Até aqui, o STF estava em alta, comemorado
como o salvador da Pátria, e os golpistas estavam em baixa, atrás das grades ou
fugitivos no exterior. A partir de agora, tudo isso pode se inverter. Vai
depender de Flávio, sim, mas também do próprio Supremo.
A questão hoje não é se Moraes encarna a
candidatura de Lula, e André Mendonça, a de Flávio, mas se a decisão – caso não
haja pedido de vista – é a favor do STF e da Justiça, ou corporativista e em
causa própria. “E se eu for o Xandão amanhã?” Esse medo tende a favorecer o
crescimento de Flávio.
Já era previsto, mas o fato de Flávio
ultrapassar Lula numericamente no segundo turno é mais importante do que um
dado em si, ou do que dois pontos porcentuais a mais. É que o cruzamento das
curvas ocorre a apenas três semanas da eleição.
Eleição é “onda” e Flávio entra na reta final
como “novidade” e com os ventos a favor de atrair os eleitores independentes,
indecisos, que não aguentam mais tantas notícias ruins.
Como já dito aqui, não é Flávio quem avança,
é Lula quem o empurra para redutos eleitorais de vida ou morte: Sudeste,
mulheres, católicos, baixa renda... Com consequências não só na eleição, mas no
futuro do País.
A primeira medida de Flávio, se subir a
rampa, será abrir portas, riquezas e autonomia do Brasil para Donald Trump. As
bandeiras dos EUA e de Israel nos seus comícios não deixam dúvidas.

Foi muito bom saber disso Eliane, obrigado por me abrir os olhos. Não somos palestinos e.
ResponderExcluirjamais. . seremos outra GAZA
Não sou vira folha, mas consciência do eminente perigo.
ResponderExcluirConsciente
ResponderExcluirIMiNENTE (ufa!)
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