O Globo
Presidente americano autoriza primeira
execução pública em 90 anos; no Brasil, bancada da bala avança no Congresso
Depois de 90 anos, os Estados Unidos voltarão
a promover uma execução em público. Desta vez, com transmissão ao vivo na TV e
nas redes sociais. A notícia foi confirmada pelo Departamento de Defesa, que
Donald Trump mandou rebatizar de Departamento de Guerra. “Eu aprovo, com
certeza”, sentenciou o 47º presidente americano.
Em entrevista a um canal de extrema direita, o secretário Pete Hegseth deu detalhes sobre o espetáculo da morte. O condenado será submetido a um pelotão de fuzilamento em 3 de dezembro. A escolha da data garantirá quase dois meses de debates inflamados sobre o assunto. É a nova aposta de Trump para mobilizar as bases antes das eleições legislativas que ameaçam tirar a maioria republicana no Congresso.
No ano passado, só dois países promoveram
execuções públicas: Irã e Afeganistão. Ao se juntar ao clube, os EUA engatam a
marcha a ré na própria história. A última execução pública no país ocorreu em 1936,
quando um homem negro condenado por estuprar uma mulher branca foi enforcado
diante da multidão. O último fuzilamento foi registrado em 1945, no fim da
Segunda Guerra Mundial.
A comunidade internacional faz o que lhe
resta: protestar. O porta-voz das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, classificou
a decisão do governo Trump como “desumana” e “repugnante”. “Um governo executar
alguém em público, ou diante de câmeras ao vivo, é abominável”, resumiu. A
Anistia Internacional falou em “arbitrariedade” e “teatro da barbárie”. Além de
audiência, a selvageria rende votos. Lá e aqui.
A eleição do domingo passado deu novo impulso
à bancada da bala, que aposta na apologia da truculência estatal. O senador
mais votado do país, Guilherme Derrite (PP), exaltou o cerco policial que
deixou 84 mortos na Baixada Santista — ações mais letais da PM paulista desde o
Massacre do Carandiru. Expulso da Rota por excesso de violência, ele é cotado
para assumir o Ministério da Segurança Pública num eventual governo Flávio
Bolsonaro.
No Rio, foram eleitos dois deputados
estaduais e um deputado federal envolvidos na matança do ano passado nos
complexos da Penha e do Alemão. O grupo inclui os ex-secretários de polícia
Coronel Menezes (PL) e Felipe Curi (PP), além do delegado Bernardo Leal (PP).
Todos usaram títulos e distintivos para promoção pessoal. Todos declararam
apoio a Flávio e ao governador eleito Douglas Ruas (PL).
Apesar da euforia com o fuzilamento, Trump
terminou a semana contrariado. Invocou-se com o anúncio do Prêmio Nobel da Paz
para Navi Pillay. Aos 85 anos, a jurista sul-africana foi laureada pela longa
trajetória de defesa do direito internacional como antídoto contra a barbárie.
Em seu currículo estão a luta contra o apartheid, o julgamento do genocídio em
Ruanda e a nomeação como primeira mulher não branca na Suprema Corte de seu
país.
Nos últimos anos, Pillay presidiu a comissão
da ONU que investigou ações militares de Israel em territórios palestinos
ocupados. Em setembro de 2025, ela apresentou as conclusões do inquérito: “A
comissão concluiu que Israel cometeu genocídio contra o povo palestino em Gaza,
e está continuando com esse genocídio”.

Donald Trump sem dúvida merece o premio Nobel da desgraça humana podendo caminhar para o seu extermínio.
ResponderExcluir“ A comissão concluiu que Israel cometeu genocídio contra o povo palestino em Gaza, e está continuando com esse genocídio”.
ResponderExcluirQual será a resposta agora, que mataram o Hitlet?
ResponderExcluirHitler
ResponderExcluirTem males que as vezes são necessários para equilibrar as coisas. Fora Natanhuel!
ResponderExcluirSatânico judeu com cara de nazista!
ResponderExcluirEle é puro nazista, aprendeu a cópia-lo e se tornou muito mais eficaz do que ele.
ResponderExcluirTem gente cega ou que enxerga somente o que quer enxergar. Qual a diferença entre um e o outro? Esse atual é mais hipocrita e fingido.
ResponderExcluirPior do que o Hitler.
ResponderExcluirDetesto pessoas fingidas, a bajulação do Trump desse cara é de dar nojo!
ResponderExcluirAo Trump.
ResponderExcluirTodo mundo vê que é fingimento aperfeiçoado e elevado.
ResponderExcluirElevado ao grau de descaramento explícito.
ResponderExcluirInsuportável, tremendamente mau não consegue disfarçar seu caráter.
ResponderExcluirQuem te viu naquela época e quem te vê
ResponderExcluirAgora.? O máximo da hipocrisia aplicada com juros e correção.
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