domingo, 8 de março de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Encruzilhada na segurança

Por Correio Braziliense

O país precisa encontrar um rumo correto para oferecer mais segurança aos seus cidadãos e tornar concreto um direito basilar previsto na Constituição.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou a Operação Contenção, realizada pela polícia do Rio de Janeiro em outubro de 2025. A ofensiva resultou na morte de 117 civis e cinco agentes da lei, em uma das ações policiais mais violentas realizadas no país. 

Em um relatório de 50 páginas, a CIDH constatou que, em termos de segurança pública, a operação teve efeito nulo para as comunidades do Complexo do Alemão. Na avaliação dos integrantes da comissão, a Operação Contenção repete um modelo de política que privilegia a violência extrema, sem resultados satisfatórios a médio e longo prazo. "Longe de enfraquecer estruturalmente o crime organizado, a intervenção aprofundou o sofrimento comunitário, reforçou a desconfiança institucional e elevou padrão histórico de violência estatal a novo patamar de gravidade", afirma o documento, em uma de suas conclusões. 

Proteção das mulheres: um compromisso de todos, por Rozana Reigota Naves

Correio Braziliense

Proteger as mulheres é um compromisso de todos e não admite ambiguidades. Compromisso, aqui, é responsabilidade assumida, traduzida em políticas, práticas, recursos, protocolos, formação e resultados

Este 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres, exige uma reflexão coletiva. Ao longo de mais de um século, a data se consolidou como um marco mundial de luta por direitos, igualdade e dignidade. Ainda assim, mais do que celebrar conquistas, é preciso olhar com seriedade para os desafios que ainda persistem, entre os quais a violência contra as mulheres. Nesse contexto, as instituições têm papel fundamental na construção de ambientes seguros, livres de assédio e promotores da equidade de gênero.

A Universidade de Brasília (UnB) existe para formar pessoas, produzir conhecimento e servir à sociedade. E servir à sociedade, neste momento histórico, implica afirmar com clareza: a violência contra a mulher é uma violação de direitos e configura uma falha institucional quando não é prevenida, acolhida e enfrentada com rigor.

Quando as mulheres avançam, o Brasil avança junto, por Márcia Lopes

Correio Braziliense

A violência contra as mulheres cobra uma conta alta, emocional, financeira, social e política. Não há caminho possível para o desenvolvimento de um país que aceite a violência contra as mulheres como parte de sua realidade

O 8 de Março é mais do que uma data de celebração. É um momento de reconhecer as lutas e as conquistas das mulheres brasileiras, dos movimentos feministas e, ao mesmo tempo, refletir sobre os desafios que ainda persistem. As mulheres têm sido protagonistas na construção de um país mais justo, mais democrático, mais igual e mais humano. Estão em todos os territórios, nos campos e cidades, nas universidades, nas empresas, nos movimentos sociais, nas comunidades, na política, na ciência e em tantas outras áreas, contribuindo com talento, trabalho e coragem para transformar a sociedade. 

O mito do herói e a desconstrução do ministro Xandão no caso Master, por Luiz Carlos Azedo

Correio Braziliense

O apelido Alexandre de Moraes não é apenas um “meme” das redes sociais. É a tradução simbólica de uma persona investida de atributos como firmeza, coragem e poder de decisão

A trajetória recente do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal produziu um fenômeno raro no Judiciário brasileiro: a construção de uma figura pública dotada de forte capital simbólico. Ao conduzir investigações e julgamentos ligados aos ataques à democracia e às articulações golpistas associadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Moraes passou a ser visto por amplos setores da opinião pública como o principal fiador institucional da ordem constitucional, um herói da democracia.

Daí nasceu o “Xandão”. O apelido popular não é apenas um “meme” das redes sociais. É a tradução da construção de uma “persona” institucional investida de atributos extraordinários: firmeza, coragem, capacidade de decisão em momentos críticos. Trata-se, em termos teóricos, de um fenômeno antigo da política: o mito homérico de Ulysses. A filósofa Hannah Arendt, em A Condição Humana, analisa essa figura a partir da tradição da pólis grega.

Sobre corrupção, por Merval Pereira

O Globo

Com uma coisa Vorcaro pode se contentar: aconteça o que acontecer, ele desmontou um sistema de conluios e corrupção que dominava o centro do poder.

Como disse Lord Acton, historiador britânico do século XIX, conhecido como “o magistrado da História”, “o poder tende a corromper, o poder absoluto corrompe absolutamente”. Seguimos assistindo na história brasileira a comprovação dessa constatação, mas nunca antes vira-se a corrupção atingir tão diretamente duas instituições republicanas tão fundamentais quanto o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Central. O poder destruidor do dinheiro misturou-se a outro fenômeno conhecido historicamente chamado “hubris”, a arrogância que toma posse dos que se consideram muito poderosos, e os faz perder o autocontrole por se considerarem acima dos demais mortais.

O nome dele é Moreira, por Bernardo Mello Franco

O Globo

O impeachment de Dilma Rousseff vai completar dez anos. O tempo foi cruel com seus protagonistas. Eduardo Cunha e Michel Temer amargaram passagens pela cadeia. Aécio Neves escapou, mas caiu no ostracismo.

Às vésperas da efeméride, chega às livrarias “Política como destino”, depoimento biográfico de Moreira Franco. Com mais de mil páginas, o calhamaço registra a versão de um articulador discreto, porém central na trama que derrubou a petista.

Velho aliado de Temer, Moreira chefiou dois ministérios no primeiro mandato de Dilma. Dispensado após a reeleição, entrincheirou-se na fundação do então PMDB, onde passou a operar contra o governo. Seu gabinete, no 26º andar da torre da Câmara, transformou-se em bunker da conspirata.

O caso Master consome o país, por Míriam Leitão

O Globo

O episódio traga o país, drena suas forças, expõe vísceras e revive dores. Exibe não só as conexões de um fanfarrão, mas também a nossa vulnerabilidade

“Se cada vez que o Brasil liquidar um banco tiver que percorrer uma via crucis como essa, não é o banco que quebra, é o país que será tragado.” Essa foi a frase que ouvi numa conversa sobre o caso Master. Meu interlocutor faz parte da brigada de solução da crise. Ele define como “penoso, caro e lento” o processo que deveria ser natural e técnico. Afinal, o Master cometeu uma fraude de R$ 12 bilhões e tentou entregar a bomba para um banco público. Em boa hora, o Banco Central impediu o desastroso negócio.

O Master acabou no STF, por Elio Gaspari

O Globo

O código de ética proposto pelo ministro Edson Fachin estava nas cordas quando os celulares de Daniel Vorcaro começaram a falar. Entre os ministros que se opunham à proposta estavam Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Por caminhos diferentes, os dois levaram o escândalo do banco para dentro do Supremo. Toffoli teve um resort, do qual era sócio, vendido ao cunhado de Vorcaro. Moraes enviava mensagens ao banqueiro, e a banca de advocacia de sua mulher e de seus filhos havia sido contratada pelo banco, com honorários milionários, de R$ 3,6 milhões mensais.

Ao longo de todas as encrencas, os dois ministros conseguiram se proteger, vendo nas notícias uma tentativa de atacar o Supremo. O Supremo tem tanto a ver com as conexões dos ministros quanto com a morte do aiatolá Ali Khamenei.

Guerra não é heroica, por Dorrit Harazim

O Globo

No mundo real, perdurou até o início do século passado a mistificação de batalhas gloriosas, vitórias nobres e combates de valentia

Começar uma coluna de jornal citando Hegel, ainda mais de orelhada, é dose. Mas é dele o conceito de que guerras são um purgatório necessário, pois “salvam o Estado da petrificação e da estagnação social”. No entender do alemão, é por meio do conflito que se impede a corrupção social e se renova a saúde ética do Estado. Hegel via o Estado como a “marcha de Deus no mundo” e não via a guerra como mal absoluto.

No mundo real, perdurou até o início do século passado a mistificação de batalhas gloriosas, vitórias nobres e combates de valentia altruísta. Devemos ao príncipe Andrei Bolkonsky, personagem do monumental “Guerra e paz”, de Liev Tolstói, uma das mais ferozes críticas à glorificação da guerra, expondo sua crueldade sem adornos. A cena se passa na véspera da Batalha de Borodino (1812), que seria vencida pelas tropas de Napoleão ao custo de 30 mil soldados e 45 mil vidas do lado russo, e reflete a tomada de consciência do príncipe:

A atual aritmética do STF, por Eliane Cantanhêde

 

O Estado de S. Paulo

A crise ‘financeira’ atingiu o coração da política e da Corte, mas ainda não chegou aos bancos

Por uma dessas jabuticabas tão brasileiras, o maior “escândalo financeiro” do País”, como classificou o ministro Fernando Haddad, não fez (ainda?) nem cócegas na reputação de bancos, banqueiros e Faria Lima, mas atingiu o coração da política em ano eleitoral e o fígado do Supremo na sequência da condenação de generais e um ex-presidente. Assim, o escândalo Master ainda vai chegar ao sistema financeiro, mas já jogou pesadas nuvens sobre o futuro, não só do STF, mas do Brasil.

Perigos, externos e internos, por Pedro S. Malan

O Estado de S. Paulo

Os perturbadores eventos recentes constituem o pano de fundo necessário para as eleições que o Brasil viverá em outubro

Perguntado sobre as razões da falência de uma grande empresa, o regulador indiano não hesitou na resposta. “A contabilidade é uma linguagem. Como tal, pode ser usada para vários fins; inclusive para escrever peças de ficção.” Nunca me esqueci dessa frase que ouvi décadas atrás em Nova Délhi. Voltou-me à mente com especial força, ao ver o circo de horrores que tem sido o caso do Banco Master – e da máfia do colarinho branco nele envolvida, direta ou indiretamente.

Não é uma história de um só capítulo. As teias do Master começaram a se estender com a compra do Banco Máxima por Daniel Vorcaro, em 2019, quando descobriu sua “vocação de banqueiro”. Entre 2021 e 2024, segundo a Moody’s, o banco saiu da 77.ª para a 25.ª posição no ranking das maiores instituições financeiras do País. Essa trajetória é descrita em dois importantes artigos de Consuelo Dieguez publicados na revista Piauí: Operação de risco (outubro de 2024) e A República Federativa do Master (fevereiro de 2026). Os textos mostram a extensão da rede de influência criada pelo banco e os tenebrosos bastidores da fraude.

Após boa virada de ano, é hora da diplomacia, por Rolf Kuntz

O Estado de S. Paulo

Depois das notícias positivas na economia que marcaram a passagem de 2025 para 2026, é essencial cuidar da incerteza externa

 Emprego e renda bateram recordes na virada do ano, segundo balanço divulgado na quinta-feira, mas o principal destaque, nos grandes órgãos de comunicação, foi o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Acusado de golpes financeiros, ele foi trancado numa cadeia no interior de São Paulo. Grandes títulos foram dedicados também à tentativa de suicídio, em Belo Horizonte, de seu cúmplice Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário.

O destaque a figurões do crime é tão justificável quanto útil, mas o prosaico noticiário econômico também pode merecer alguma atenção, especialmente num país ainda em busca do desenvolvimento.

Notícias positivas marcaram a passagem de 2025 para 2026. O rendimento real dos trabalhadores cresceu, o desemprego diminuiu e a ocupação aumentou, num cenário prejudicado por uma inflação distante do centro da meta, fixado em 3% para períodos de 12 meses.

Entrevista | Alberto Almeida: ‘Lula é favorito para perder, e caso Master afeta mais a esquerda que a direita’

Por Thiago Prado / O Globo

Entrevista com o sociólogo e escritor, que aponta a necessidade do presidente melhorar a avaliação para ser reeleito.

O cientista político e sociólogo Alberto Carlos Almeida costuma ser uma voz que a esquerda considera relevante ouvir para tomar decisões. Antes de lançar seus últimos dois livros, foi recebido em Brasília por petistas como o presidente Lula, os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Secretaria das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, e os senadores Jaques Wagner e Humberto Costa.

“A mão e a luva: o que elege um presidente” enaltece a importância dos resultados econômicos para um governante ser bem avaliado e, consequentemente, se reeleger. “A cabeça do brasileiro, vinte anos depois: o que mudou” lança luz sobre o perfil conservador do eleitor brasileiro. Em entrevista para a newsletter “Jogo Político”, Almeida explica por que considera em risco a reeleição de Lula em outubro mesmo com o petista na liderança das pesquisas.

Empate entre Flávio e Lula indica campanha eleitoral resolvida antes de começar, por César Felício

Valor Econômico

Os dois provavelmente seguirão assim até o desfecho. Somente a ditadura do imponderável desviará esse curso

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atingiu o patamar de 33% de intenção de voto para presidente no primeiro turno, de acordo com o Datafolha divulgado nesse sábado. No segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai a 43%, três pontos percentuais atrás do petista. A rejeição do senador é de 45% e a do presidente, 46%. O cruzamento dos dois indicadores deixa claro que o presidente já bateu no seu teto. O ponto de chegada das eleições, para o qual ainda faltam sete meses, deve ser igual ou menor do que o ponto de partida, Lula não tem outro eleitorado a conquistar.

Já o herdeiro do bolsonarismo ainda tem algum espaço de crescimento no primeiro turno, sobretudo se agregar o apoio do governador Romeu Zema ( Novo), que patina entre 4% e 5%, conforme a simulação, e que é frequentemente lembrado como um bom candidato a vice. A soma de Flavio e Zema no primeiro turno levaria o oponente de direita a empatar com o presidente, que oscila entre 38% e 39%.

No segundo turno a equação está dada: Lula e Flávio já estão empatados e provavelmente seguirão assim até o desfecho, mantidas as condições naturais de temperatura e pressão. Somente a ditadura do imponderável desviará esse curso. A campanha eleitoral ainda não começou e parece já concluída.

Não, Joel, por Celso Rocha de Barros

Folha de S. Paulo

A candidatura Flávio Bolsonaro existe porque a estratégia da direita, a moderação do bolsonarismo, fracassou

Flávio e sua quadrilha tentam impichar ministros do STF desde muito antes do caso Master

Em resposta a minha coluna do último domingo (1º), Joel Pinheiro da Fonseca escreveu nesta Folha, no dia 2 de março, que Flávio Bolsonaro não é golpista; que Flávio pedir impeachment de ministros do STF o iguala a quem critica os ministros pela atuação no caso Master; e que a hegemonia bolsonarista dentro da direita brasileira é um fato incontornável, diante do qual tudo que a direita tradicional pode fazer é se adaptar.

Não, Joel.

A candidatura Flávio Bolsonaro nunca foi inevitável. Ela existe porque a estratégia da direita brasileira nos últimos três anos, a moderação do bolsonarismo, fracassou. Você a defendeu explicitamente na coluna "Precisamos do bolsonarismo moderado", de 29 de abril de 2024. Deu errado. Vocês queimaram os governadores de direita, que se sujeitaram às piores perversões de Jair para conseguir um apoio que nunca veio.

Trump pode se render à política antes da rendição incondicional do Irã? Por Vinicius Torres Freire

Folha de S. Paulo

Carestia dos combustíveis ainda não abala prestígio do presidente dos EUA, ora sem rumo

Apenas o Japão de 1945 foi caso inequívoco de aceitação total de termos do inimigo

Donald Trump escreveu em sua rede social, na sexta (6), que não haverá acordo ("deal") com o Irã a não ser em caso de "rendição incondicional". Em tese, trata-se de qualquer situação em que uma força combatente deponha as armas e aceite condições quaisquer do inimigo, sem mais, mesmo que não lá draconianas. O assunto poderia dar pista sobre a suspensão da guerra e, pois, do seu efeito econômico (as consequências políticas vão longe).

O caso mais inequívoco, se não único, de rendição incondicional em guerra internacional moderna foi o do Japão de agosto de 1945. O império japonês se rendeu às ordens de depor armas e de desarmamento, entrega de territórios ocupados; aceitou ocupação militar, subordinação do governo ao ocupante e mudança de regime, para resumir exigências da Declaração de Potsdam (julho de 1945).

Os fantasmas que nos regem, por Muniz Sodré

Folha de S. Paulo

Mente-se na religião, no direito, na política e na economia, e quanto maior a mentira, maior a sedução

Limite é atingido quando se democratiza o grande absurdo na fantasmagoria do cotidiano

"Eu não acredito em fantasmas, não porque sejam invisíveis, mas porque são visíveis demais." Embora esta frase atribuída a Nietzsche não se encontre em nenhum de seus escritos, é bastante coerente com seu pensamento, em que realidade é terra e corpo. Outro tipo de "fantasma" foi abordado por Roland Barthes numa das críticas das mitologias pequeno-burguesas, em meados do século passado. Dessa vez eram os óvnis, também visíveis demais, porque nos relatos eram imaginados como duplos dos humanos. Se existissem, ironizava ele, deveriam ter um Estado, classe dirigente, forças armadas, um papa e as heresias.

Enquanto Israel dormia, por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Livro faz necropsia das falhas de segurança que permitiram ataque do Hamas

Excesso de confiança na tecnologia e erros políticos são dois destaques

"While Israel Slept", dos jornalistas Yaakov Katz e Amir Bohbot, é um livro de necropsia. Os autores examinam ao microscópio os erros dos serviços de segurança e do governo que possibilitaram o ataque terrorista do Hamas de 7 de outubro de 2023.

Israel tem o mais poderoso exército e os mais eficientes serviços de inteligência da região e ainda assim foi surpreendido pelo grupo palestino, que era considerado, tanto pelos militares como pelos políticos, o menos ameaçador dos três principais inimigos do país (os outros dois são o Irã e o Hezbollah). Como isso foi possível?

STF paga conta do espírito de corpo, por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Ministros reclamam das críticas à corte e reivindicam que se observe a individualização de condutas

Se o colegiado respalda atitudes questionáveis, inevitável que o dano de imagem recaia sobre a instituição

Há ministros do Supremo Tribunal Federal profundamente desconfortáveis, diria até muito irritados e sentindo-se injustiçados com a tomada das partes pelo todo na descrição que tem sido feita do dano de imagem que atinge a corte.

Alegam a necessidade de que se faça a distinção entre condutas e reivindicam a aplicação do critério da existência de 11 (no presente, 10) supremos, ilhas de atuação independente, no lugar de se olhar o tribunal sob prisma único e com isso se desqualificar a instituição.

Congresso não quer aprovar projeto para evitar novos casos Master, por Adriana Fernandes

Folha de S. Paulo

Com todo o estrago provocado por Vorcaro, o mínimo que se esperava era uma resposta célere

O Master era tudo, menos um banco; e depois reclamam da fiscalização do Banco Central

É grave o adiamento da votação do projeto de lei que aperfeiçoa os instrumentos do Banco Central para lidar com instituições financeiras em dificuldades, como aconteceu com o banco Master.

A impressão que fica é que o Congresso Nacional não quer aproveitar o momento de crise para passar a limpo as regras na tentativa de evitar novos casos Master. A esta altura, com todas as evidências do estrago que Daniel Vorcaro provocou ao montar uma engrenagem de fraudes aliada a um arco político de corrupção, o mínimo que se esperava era uma aprovação célere da proposta.