Supremo tornou-se comitê de acerto de contas políticas
Por Folha de S. Paulo
Ação contra Malafaia se soma a outras e
mostra que qualquer crítico pode cair na teia repressiva da corte
Ao perseguir quem os questiona, alguns
ministros flexibilizam garantias constitucionais como direito à expressão e ao
juiz natural
Houve um tempo em que os brasileiros podiam
contar com a ortodoxia do Supremo Tribunal Federal na defesa de direitos
básicos, como o de livre expressão e crítica e o de não ser submetido a
arbitrariedades por agentes do Estado.
As barbaridades de analfabetismo
constitucional vinham de outros lugares, mas eram corrigidas na corte. Agora,
extravagâncias partem do próprio tribunal.
O julgamento que converteu o pastor Silas Malafaia em réu, sob a acusação de injuriar os generais do Alto Comando do Exército, é apenas o exemplo mais recente de que as garantias civis podem ser flexibilizadas quando a motivação é acertar contas com adversários políticos de ministros.




