sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Brasília-DF :: Luiz Carlos Azedo

DEU NO CORREIO BRAZILIENSE

São Paulo se basta

Para a maioria dos políticos paulistas, São Paulo se basta. A política nacional parece um estorvo. Precisaria ser domada. Como? Ora, com os votos de São Paulo e do Sul Maravilha. Qualquer tucano de São Paulo acredita que a sucessão presidencial de 2010 se decidirá às margens do Tietê e seus afluentes. Com a adesão de Minas, é claro. Mas foi assim que a vaca foi para o brejo na Revolução de 1930, que pôs um ponto final na política do café com leite da República Velha.

Por que o comentário? Por causa da estratégia do governador José Serra (PSDB) na sucessão de Lula. É até simplória. Consiste em esperar o prazo de desincompatibilização dos cargos públicos (março de 2010) para decidir se será candidato a presidente da República ou à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. O governador paulista chama isso de sangue frio, mas não passa de cálculo político pragmático: seu objetivo será determinado pela correlação de forças na hora derradeira de deixar o cargo. Só o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acredita que Serra está condenado a ser candidato a presidente da República porque não teria motivação para administrar São Paulo por mais um mandato. --> --> --> -->

Tom maior

Quem de fato se movimenta como candidato a presidente da República no PSDB é o governador de Minas, Aécio Neves (foto), que subiu o tom das críticas ao governo Lula para fugir da armadilha que lhe está sendo imposta pela cúpula da legenda. O imobilismo do PSDB neutraliza as possibilidades eleitorais de Aécio, que extrapola a coalizão de oposição com o DEM e o PPS, ao arrebanhar apoios na base governista. Para o governador mineiro, a longa espera por uma decisão de Serra pode ser mortal. É por isso que partiu para a polarização com o PT e sua candidata, Dilma Rousseff.

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