sábado, 10 de julho de 2010

Palanque chique para a candidata

DEU EM O ESTADO DE S. PAULO

Convidada por Lily Marinho, Dilma almoça com 50 socialites e discute a evolução feminina

Sonia Racy

Depois das socialites de São Paulo, as do Rio. Na cruzada para tornar-se conhecida em salas nunca antes visitadas, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, foi ontem o centro das atenções na lendária casa dos Marinho em Cosme Velho. Diante de cerca de 50 mulheres da sociedade carioca, Dilma foi saudada pela anfitriã, dona Lily Marinho, "por sua coragem política" e afirmou, numa conversa sobre a evolução da mulher na vida brasileira, que "nunca antes, na história deste País, uma mulher chegou à Presidência".

É a segunda incursão de Dilma em tais endereços. Duas semanas atrás, essa estratégia eleitoral foi inaugurada no bairro dos Jardins, em São Paulo, onde foi recebida por Geyse e Abilio Diniz - o dono da rede Pão de Açúcar.

As situações são parecidas, mas os encontros foram diferentes. Se em São Paulo a candidata fez discurso repleto de números, sobre educação, segurança e até reforma tributária, no Rio a conversa se fixou na mudança do papel feminino na vida moderna. Dilma mencionou então cargos antes exclusivos dos homens na vida pública - como o Ministério das Minas e Energia e a Casa Civil, aos quais ela chegou quebrando tradições. E depois de afirmar que o que admirava na candidata era "sua coragem de fazer política", dona Lily ponderou: "Graças à senhora Democracia nos é permitido esse convívio de diferença de opiniões, de troca de experiência, de questionamentos".

Ao final de seu texto, lido em uma cadeira de rodas, a sra. Roberto Marinho dedicou o encontro ao fundador do Grupo Globo, "homem de posições firmes, que jamais se absteve de conviver com diferenças de opinião".

Divididas em quatro mesas, lá estavam figuras como Maria da Conceição Tavares, Nélida Piñon, Magali Cabral (mãe do governador Sergio Cabral), Andrea Agnelli (mulher de Roger Agnelli), Carmen Mayrink Veiga, Antonia Mayrink Veiga, Lenny Niemeyer. Perguntada se vai promover encontros com outros candidatos, dona Lily respondeu no ato: "Não, é só para ela." E Dilma foi embora dizendo-se "muito satisfeita".

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