terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dossiê Mantega: Dilma deu o exemplo num governo de métodos da "Cosa Nostra"

DEU NO PORTAL DO PPS

Valéria de Oliveira

"Quer pior do que a própria (então) ministra Dilma fazer tráfico de influência para evitar que o filho de Sarney fosse investigado? Ela faz isso, depois a gente fica sabendo, por meio de um dossiê, que (Marina Mantega) a filha do ministro da Fazenda, Guido Mantega, partiu para o mesmo caminho", disse o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, sobre as informações divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo de domingo, segundo as quais a filha do ministro atuava junto ao vice-presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, para agilizar abertura de contas, liberação de financiamentos e renegociação de dívidas de conhecidos.

"Esse é o governo de métodos próprios da Cosa Nostra para influenciar decisões de governo e tentar nomear pessoas para cargos no Estado; é de estarrecer", acusou Freire, comparando a administração Lula com a máfia italiana. "Foi assim com o mensalão, com os aloprados (dossiê contra os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, candidados a governador de São Paulo e a presidente, respectivamente, em 2006)".

Tristeza

Segundo Freire, a chantagem é a moeda de troca do governo Lula e da ex-ministra Dilma. "É de uma profunda tristeza que a República tenha chegado a esse ponto".

O dossiê petista teria sido elaborado na disputa pela indicação do novo vice-presidente da Previ (Fundo de Pensão do Bando do Brasil), cujo patrimônio está em torno de R$ 150 bilhões. O documento, apócrifo, teria sido elaborado por sindicatos de bancários, que preferiam Joílson Ferreira na vice-presidência, em vez de Paulo Caffarelli, indicado por Mantega. Ao final do processo de indicaçõa, os dois acabaram sendo preteridos pelo Planalto.

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