sábado, 4 de junho de 2011

Presidente do PT justifica silêncio sobre Palocci

Para Rui Falcão, crise não afeta sigla nem paralisa União, mas Wagner admite: situação obriga governo a mudar pauta

Tiago Décimo

SALVADOR - Em reunião com presidentes estaduais do PT em Salvador, o presidente nacional da legenda, Rui Falcão, justificou a decisão da Executiva Nacional da sigla de se negar a divulgar uma nota oficial em defesa do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e reiterou que a crise na Casa Civil não desgasta o PT.

"A Executiva tomou conhecimento de que o ministro enviara informações adicionais ao procurador-geral da República, esclarecendo as consultorias que prestou, e foi informada que ele já tinha feito isso, também, junto à Comissão de Ética Pública da Presidência, que não viu nenhum conflito ético entre suas atividades e o exercício do mandato de deputado", disse Falcão.

"Nós vamos aguardar essas entrevistas (de Palocci, sobre o tema) e o pronunciamento do procurador-geral para depois ver se há necessidade de um pronunciamento oficial do partido", argumentou ele.

Para o governador da Bahia, Jaques Wagner, já existe impacto das acusações sobre Palocci no andamento do governo. "A situação impõe uma pauta que não é a pauta do governo", avalia. "Então, quanto antes as explicações forem dadas, melhor."

Segundo Rui Falcão, não há nenhum indício nem prova de enriquecimento ilícito do ministro. "Portanto, não há nenhuma razão para imaginar que isso possa manchar a imagem do partido."

Para o presidente do PT, as acusações contra Palocci são uma tentativa da oposição de desestabilizar o governo da presidente Dilma Rousseff. "A oposição, que não tem tido condições de manifestar um projeto claro e que ficou sem rumo depois das derrotas sucessivas que sofreu, busca se apegar a esse episódio."

Falcão discorda do governador Jaques Wagner de que a crise envolvendo Palocci afeta as ações de governo. "O ministro está no exercício pleno de suas competências e o governo continua com suas atividades, seguindo sua trajetória positiva", afirmou.

FONTE: O ESTADO DE S. PAULO

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