sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Metalúrgicos do Vale do Paraíba ameaçam greve

João Carlos de Faria

TAUBATÉ - Metalúrgicos de três cidades do Vale do Paraíba estão mobilizados para o movimento de greve por melhores índices de reajuste salarial. Em São José dos Campos, o setor de autopeças promete entrar em greve, em protesto contra a proposta do Sindicato das Indústrias de Autopeças (Sindipeças). A última rodada de negociação da Campanha Salarial ocorreu na quarta-feira.

O reajuste proposto de 8,9%, sendo apenas 1,4% de aumento real, índice bastante inferior ao reivindicado pela categoria, de 17,45%, foi reprovado na mesa de negociações pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e pelos sindicatos de Campinas, Limeira e Santos, que fazem campanha unificada.

Na Heatcraft, em São José dos Campos, foi iniciada uma greve de 24 horas. Os trabalhadores querem reajuste salarial acima de 10%, revisão imediata do Plano de Cargos e Salários, reajuste no vale-alimentação e abono de R$ 1,5 mil.

Os trabalhadores também reclamam que o vale-alimentação não é reajustado há quatro anos.

Na Wirex Cable, em Jacareí, os funcionários atrasaram a produção em três horas e ameaçam fazer greve por tempo indeterminado se nada ocorrer até hoje em relação às negociações.

"Os trabalhadores não vão dar moleza para os empresários e não tem mais conversa. Vamos à greve", disse o sindicalista Adilson, o Índio. Uma assembleia está marcada para o próximo domingo para deliberar sobre o assunto.

Taubaté. Trabalhadores na Alstom fizeram ontem uma paralisação de 2 horas pela manhã, em protesto contra o impasse na Campanha Salarial das empresas do Grupo 2 (máquinas e eletroeletrônicos).

A promessa do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté é intensificar as paralisações, caso não haja avanço nas negociações.

A bancada já rejeitou uma proposta de reajuste de 8,5% (7,4% de INPC e 1,02% de aumento real).

Na unidade Tubos e dos Equipamentos da Tenaris Confab, em Pindamonhangaba, os trabalhadores também atrasaram em 20 minutos a entrada dos turnos na última quarta-feira como protesto à proposta patronal do dissídio coletivo no Grupo 2.

FONTE: O ESTADO DE S. PAULO

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