sexta-feira, 14 de setembro de 2012

PSDB critica Dilma por uso da máquina

Partido cita nomeação de Marta e anúncio de pacotes como exemplos

Maria Lima

BRASÍLIA O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), voltou ontem a criticar a presidente Dilma Rousseff por uso da máquina pública para, segundo ele, promover o PT nas campanhas municipais.

Guerra atribui a intensificação da agenda de solenidades para lançamento de novos programas no Palácio do Planalto a uma ação articulada de Dilma com o ex-presidente Lula para levantar as candidaturas petistas em dificuldades.

Ele cita como exemplos a nomeação da ministra da Cultura, Marta Suplicy, o pronunciamento em rede de rádio e TV atacando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a série de cerimônias para lançar "pacotes de bondades" às vésperas das eleições como exemplos disso.

- O apelo de Lula está fraco e as candidaturas do PT também. Agora, estão fazendo um esforço em cima de Dilma para ver se muda o quadro eleitoral - disse Sérgio Guerra.

Em nota, ele criticou principalmente a troca no comando do Ministério da Cultura para garantir que a senadora Marta Suplicy entrasse na campanha em São Paulo

"As eleições municipais entraram de vez na pauta do Palácio do Planalto, como confirmam as ações da presidente Dilma Rousseff e de sua equipe ministerial nas últimas duas semanas. Se valendo das prerrogativas do cargo que ocupa e pressionada por seu próprio partido, diante do desempenho pífio do PT nas eleições municipais deste ano, a presidente Dilma mostra a grande distância e descompasso entre seu discurso e as ações de seu governo", escreveu Guerra em nota.

O PSDB reiterou que analisa medidas legais para evitar o abuso de poder político na campanha eleitoral. O partido já havia reclamado do pronunciamento de Dilma na véspera do feriado de 7 de setembro, quando usou a cadeia de rádio e TV para anunciar a redução na tarifa de energia elétrica. Ontem, em mais uma solenidade, a presidente lançou o programa Brasil Medalha, para incentivar o esporte olímpico, com a concessão de bolsas.

FONTE: O GLOBO

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