segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Aécio: Dilma 'não pode dizer que não sabia de nada'

• Candidato do PSDB à Presidência diz que presidente precisa se posicionar de modo mais firme

Marco Grillo – O Globo

SÃO GONÇALO (RJ) - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou neste sábado que a presidente Dilma Rousseff (PT) "não pode dizer que não sabia de nada" em relação ao suposto esquema de corrupção na Petrobras. Em depoimento à Polícia Federal, revelado pela revista "Veja", o ex-diretor Paulo Roberto Costa citou o nome de diversos políticos que participariam das fraudes, entre eles o ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB).

Questionado se a presidente precisaria se poscionar de um modo mais firme a respeito das denúncias, Aécio foi taxativo.

- Eu acredito que sim. Não dá para dizer que não sabia de nada.

O candidato, que participou de um evento religioso em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, voltou a classificar o episódio como "mensalão 2":

- Essas denúncias mostram que o mensalão não acabou. Criou-se um mensalão 2 durante todo esse período de governo do PT. As empresas públicas se submeteram a um projeto de poder.

Aécio evitou citar nomes de supostos envolvidos no esquema, pregou a cautela na análise do caso, mas defendeu uma nova convocação de Paulo Roberto Costa para prestar depoimento no Congresso. O ex-diretor da Petrobras depôs em junho na CPI que investiga o tem.

- Eu vejo com muita cautela essas denúncias. Elas têm que ser apuradas. O que eu constato hoje, e obviamente que não vou entrar em nomes individuais, porque não tenho ainda outras informações, mas o fato concreto, e isso quem diz é a Polícia Federal, é que existe uma organização criminosa funcionando dentro da Petrobras. Tem que se ir a fundo nisso - disse ele, que prosseguiu:

- O que nós queremos é que a CPMI (da Petrobras) possa voltar a chamar o senhor Paulo Roberto. Para que ele diga de forma mais clara, além dos nomes já vazados para a imprensa, como funcionava esse esquema. Eu não condeno previamente ninguém. Mas que existia, segundo o diretor mais importante da empresa, uma organização criminosa funcionando dentro dela durante todo esse período de governo. Isso me parece, segundo a Polícia Federal, um fato inquestionável

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