quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Entre panfletos e fuzis, 45 anos da manifestação estudantil, na praça de São Sebastião, por Guto Rodrigues

O evento na Aleam, sobre os 45 anos da manifestação estudantil, na praça de São Sebastião, no ano se 1981, é um dos episódios mais brutais da ação da polícia na ditadura militar, acontecido em Manaus.

Com aparato militar, a manifestação estudantil foi sufocada pelas botas, cacetetes e tiros dentro da igreja, resultando no espancamento e prisões de estudantes nos carros camburões da Polícia.

"Foi a luta heroica dos estudantes amazonenses que conquistou a meia passagem, nada se conquista sem luta", discursou o camarada Eron, como também, Maciel, Carril, Irailde e Lúcia Antony, que também fizeram uso da palavra. O auditório senador João Bosco transformou-se num tribunal e os homenageados, estudantes que estiveram no ato,45 anos depois, com seus depoimentos, cantaram com ênfase o hino nacional e condenaram a brutalidade com frase: DITADURA NUNCA MAIS.

Foram presos os estudantes secundaristas e universitários Carril, Pennizetti, Montezuma, Serginho, (Sávio e Levino (in memória), e o saudoso senador Evandro Carreira), entre outros tantos.

Homenageamos, também, companheiros que já partiram, seus familiares receberam a comenda, que estavam naquela tarde reivindicando na praça, fazendo história, enfatizou-se os nomes dos irmãos Sandro e Selma Baçal, in memória. Dois militantes aguerridos.

Recebi a homenagem com tantos companheiros (Jersei Nazareno, Alfredo e Paulo Sergio, Miguel e Célio Cruz, entre outros) e companheiras (Selene Baçal, Gina, Nelci, Madalena e Dora, entre outras) que sempre estivemos e, até hoje, estamos na linha de frente das lutas em defesa do nosso povo. 

No evento da assembleia, eu era o único que esteve como delegado no congresso de reconstrução da UNE, em 1979. A reconstrução da UNE, protagonizou várias lutas reivindicativas no pais, desaguando na democracia, a manifestação dos estudantes de Manaus, em 1981, está ligado a este protagonismo. Faziam parte da nossa delegação no congresso de reconstrução da UNE, 

os companheiros: Sardinha, João Pedro, Ruy Brito, Guto Rodrigues, João Thomé, Luiz Marreiro, Chico Braga(in memoria), Ina(in memoria), Conceição Derzi (in memoria), Cirino, Mario Adolfo, Vilmar, Paulo França (in memoria), entre outros.

Ressalto, aqui, a grandeza de compromisso do Deputado Sinésio Campos com causas históricas, trazendo para os anais da casa do povo registro tão importante, da mesma forma, louvo o trabalho literário do escritor Michelangelo Boto, que com o lançamento do seu livro, entre panfletos e fuzis, resultou neste evento. Michelangelo Boto era presidente da UESA e coordenou a manifestação da meia passagem, na praça de São Sebastião.

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