quarta-feira, 30 de setembro de 2026

O gênio das eleições, por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Na reta final do primeiro turno, Lula parte para o vale-tudo do populismo

Medidas testam limites do eleitor moderado, que não tem tantas alternativas

O eventual eleitor institucionalista em busca de argumentos para não votar em Lula deparou-se com vários no último par de semanas. Como a lista é longa, concentro-me nos dois casos mais gritantes de populismo eleitoreiro.

O primeiro foi o reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família, decretado a apenas 17 dias do primeiro turno. O problema aqui não é o conteúdo, mas o timing. Compensar o programa pelas perdas inflacionárias dos últimos anos sempre teve sentido, mas o governo Lula, por boas ou más razões, havia preferido não fazê-lo. O reajuste não constava da proposta de Orçamento para 2027 enviada ao Congresso pouco antes. Mas bastaram as pesquisas o colocarem num quadro eleitoralmente desafiador para ele agir.

Se o reajuste era necessário, o presidente errou ao esperar até quase o final de seu mandato para decretá-lo. Se o certo era segurar as despesas, então ele foi irresponsável ao incorrer em gasto expressivo de forma atabalhoada.

O caso das bets é até pior. Com a proscrição de todas as casas de aposta a nove dias do pleito, Lula implodiu quase quatro anos de esforços de seu próprio governo para regulamentar a matéria. O banimento poderá reduzir o fluxo de apostas, mas não resolverá o problema dos ludopatas, que continuarão jogando em sites irregulares. A medida priva ainda o governo de arrecadação e consolida a percepção de que no Brasil não existe estabilidade jurídica.

Os dois casos mostram que Lula dá mais importância a assegurar mais quatro anos de poder para si do que a tentar fazer o melhor governo possível no tempo que lhe foi concedido, uma traição à própria ideia de exercício republicano do mandato.

O eleitor institucionalista pode então tirar o petista do rol de candidatos a considerar? Não é tão simples, e o próprio presidente explica o porquê: "Se vocês tivessem de escolher entre mim e um gênio, é uma coisa. Mas não é isso que está na mesa".

Lula foi desmesuradamente gentil com Flávio Bolsonaro ao descrevê-lo só como alguém que não atingiu a genialidade.

 

8 comentários:

  1. Repare que no segundo turno todos os candidatos da direita vence o Lula o Lula injetou 300 bilhões de reais pra comprar os eleitores na última hora ninguém fala nada se fosse o Bolsonaro o STF já tinha vetado
    As redações fazendo campanha direta Ou indireta para o Lula
    Mesmo assim as pesquisas apontam vantagem para o Flávio
    O povo não aguenta mais desde a Faria Lima até o Nordeste a falência econômica , moral e institucional do governo chegou a um limite insuportável todos tão querendo ver o Lula pelas costas

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  2. Assim falou Zarathustra, o sábio

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  3. Lula é um gaiato oportunista
    que está sacaneando o Brasil. Zarathustra disse.

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  4. De qualquer maneira a partir. dessa eleição ele não “apita”. mais
    Está no modo expiration date.

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  5. Finalmente!!!!!!!!!!!!!!

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  6. Sujeito chato e insistente que se acha o máximo

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  7. Só ganhou uma eleição por que o povo cansou de sua insistência.

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  8. By Lula! Até nunca mais.

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