Correio Braziliense
Estão em disputa 54 das 81 cadeiras do
Senado, duas por estado e pelo Distrito Federal. As pesquisas mostram vantagem
expressiva da direita e da centro-direita
Embora não tenha centralidade na decisão da maioria dos eleitores, a crise do
Supremo Tribunal Federal (STF) impactou a disputa pelo Senado, que tem o poder
de homologar a indicção de seus magistrados e mesmo aprovar o impeachment. Caso
seja reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, terá a
possibilidade de indicar mais quatro ministros; Flávio Bolsonaro, se vitorioso,
já disse que pretende indicar seis, para essas quatro vagas, e mais duas que
pretende abrir com os impeachments dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio
Dino.
Os favoritos
No Norte, candidatos do PL, PP, Republicanos e outros partidos conservadores
aparecem com força no Acre, em Rondônia, Roraima e Tocantins. No Pará, Helder
Barbalho (MDB) lidera com folga, mas a segunda cadeira é disputada pelo
delegado Éder Mauro (PL), Chicão (União Brasil), Zequinha Marinho (Podemos) e
Celso Sabino (PDT). No Amazonas, Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)
representam uma composição mais próxima do centro político, enquanto, no Amapá,
Raíssa Furlan (MDB) lidera, enquanto Randolfe Rodrigues (PT) enfrenta uma
disputa apertada com Lucas Barreto (PSD).
A situação é semelhante no Centro-Oeste. No Distrito Federal, Michelle
Bolsonaro (PL) lidera, seguida por Leila do Vôlei (PDT), Bia Kicis (PL) e Erika
Kokay (PT). A eleição brasiliense concentra, em quatro candidaturas, as
principais correntes da política nacional: o bolsonarismo, o centro
independente e a esquerda. Em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul,
candidatos ligados ao agronegócio e aos partidos de centro-direita ocupam as
posições mais competitivas.
No Sul, a direita também parte em vantagem. No Rio Grande do Sul, Marcel van
Hattem (Novo) lidera, mas Manuela D’Ávila (PSol), Sanderson (PL), Paulo Pimenta
(PT) e Germano Rigotto (MDB) disputam a outra cadeira. No Paraná, Deltan
Dallagnol (Novo), Alexandre Curi (PSD), Filipe Barros (PL) e Gleisi Hoffmann (PT)
formam o primeiro pelotão. Em Santa Catarina, o eleitorado conservador favorece
os candidatos vinculados ao PL e ao PP.
O Nordeste oferece o principal contraponto ao avanço da direita. Na Bahia, Rui
Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, lideram, embora João Roma (PL) e Angelo
Coronel (Republicanos) permaneçam competitivos. No Ceará, Cid Gomes (PSB) ocupa
a primeira posição, enquanto Capitão Wagner (União Brasil) e Luizianne Lins
(PT) disputam a segunda vaga. Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) e Humberto
Costa (PT) aparecem à frente, ameaçados por Mendonça Filho (PL). No Piauí, Ciro
Nogueira (PP), Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) estão praticamente
empatados.
O Maranhão apresenta um dos quadros mais fragmentados: Roseana Sarney (MDB),
André Fufuca (PP), Lahesio Bonfim (Novo), Weverton Rocha (PDT) e Eliziane
Gama(PT) aparecem tecnicamente empatados. No Rio Grande do Norte, Styvenson
Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PSD) largaram em posição favorável. Em
Sergipe, Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (PT) tentam a reeleição. Em
Alagoas, Renan Calheiros (MDB) lidera, mas enfrenta uma oposição fortalecida
com Marina JHC (PSDB) e Arthur Lira (PP) na disputa.
As maiores incertezas, porém, estão no Sudeste. Em São Paulo, Marina Silva
(Rede) e Simone Tebet (PSB) lideram numericamente, mas André do Prado (PL) e
Guilherme Derrite (PP) estão muito próximos. Em Minas Gerais, Marília Campos
(PT) aparece à frente, seguida por Carlos Viana (PSD), Aécio Neves (PSDB) e
Domingos Sávio (PL). No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) lidera, enquanto
Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos do PL, disputam a segunda cadeira. No
Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) lidera — Sérgio Menegelli (PSD),
Fabiano Contarato (PT) e Rose de Freitas (MDB) disputam a segunda vaga.

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