Folha de S. Paulo
Bolsonaro pai planejou fazer sua volta ao
poder usando a força do voto
Filho 01 pensa no acerto de contas e já age
como se estivesse no Palácio do Planalto: fim do PT
Preso em novembro de 2025 por tramar um golpe
de Estado para impedir a posse de Lula em 2023,
Bolsonaro planejou fazer a volta ao poder usando a força do voto. É paradoxal,
mas o bolsonarismo é assim.
Até agora está tudo dando certo. O filho Flávio venceu o primeiro turno por uma diferença de 2,4 milhões de votos e, dependendo da reação de Lula, que no momento parece improvável, deverá ser eleito presidente no último domingo de outubro. Ao som do funk, o 01 já age como se estivesse no Palácio do Planalto comandando o acerto de contas: "Está decretado o fim da era PT".
O voto útil para desidratar outros
concorrentes da direita funcionou a favor de Flávio, que cresceu às vésperas da
eleição (os especialistas chamam o fenômeno de voto envergonhado ou espiral de
silêncio), enquanto de Caiado, Zema, Cury e Renan naufragaram de vez. Se
percebeu o movimento da onda submersa, a campanha de Lula se mostrou incapaz de
evitar o estrago. Levou o caixote, o caldo e a vaca.
Foi um primeiro turno com características de
segundo, registrando a menor diferença entre os dois mais votados, sedimentação
que aumenta o favoritismo de Flávio. E dizer que quando Bolsonaro começou a
falar sobre a pré-candidatura do filho, em dezembro de 2025, o PT comemorou,
pois afastava o temor da disputa com Tarcísio de Freitas.
Para a esquerda, a derrota será mais dura que
a de 2018. O Senado virou uma trincheira bolsonarista (quem esperava o fim da
escala 6x1 pode esquecer). O PL
fez 28 senadores. De novo aparece aí o dedo do ex-presidente, que antes de
ser preso negociou a indicação de candidatos à casa legislativa.
Nos planos do 01 está uma intervenção no
Supremo Tribunal Federal, com o afastamento de magistrados —Alexandre de Moraes
sendo o primeiro da fila— e a retirada da corte de casos criminais que atingem
a ele e a seus cupinchas. Autocracia —ao modo da Venezuela ou de El Salvador,
como preferir— à vista.
De lambuja, Bolsonaro elegeu Michelle,
Carlos, Jair Renan e o irmão Renato.
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Pode chorar o choro é livre!
ResponderExcluirO fim da noite escura do PT e do STF está chegando ao fim
Vocês dá a imprensa apoiaram o tempo todo esses criminosos fora da lei aplaudindo todos os atos que iam contra a direita e o Bolsonaro
Agora chegou ao fim essa farra da ilegalidade
Vamos botar ordem no Brasil e vamos crescer
Viva a liberdade caraca!!