O Estado de S. Paulo
Flávio recua, diferença para Lula cai a dois pontos e o Centrão sente cheiro de virada
Os líderes do Centrão já tinham dado apoio a
Flávio Bolsonaro, mas não são bobos nem nada, têm faro político e fazem uma
pausa para pensar, ou repensar sua posição, movidos pela indefinição do segundo
turno e a hipótese, que consideram real, de vitória do presidente Lula. Os dois
fatores decisivos para o bloco são as pesquisas e o temor de ficar a reboque do
PL no Congresso.
O PSD teve 9,4 milhões de votos para a Câmara no primeiro turno e o encontro de quinta-feira entre Gilberto Kassab e o petista Rafael Fonteles, reeleito para o governo do Piauí e capturado para a linha de frente da campanha de Lula, não foi um chá das cinco. Kassab, que sempre tem um pé em cada canoa, já tinha mais simpatia por Lula e avalia que ele passou a ser favorito.
Flávio continua à frente, mas a distância
para Lula vem se estreitando, com o efeito de manter a esperança e o embalo da
campanha petista no segundo turno, empurrada pelas manifestações, pelo medo de
derrota e por bandeiras conquistadas com uma gastança desenfreada do governo e
votações recordes no Congresso a seu favor.
Segundo o Datafolha, Flávio tem 51% e Lula,
49% dos votos válidos. A distância, de quatro pontos na semana passada, caiu
para apenas dois, o que sugere o óbvio: a eleição não está decidida. Flávio não
soube capitanear a vitória do primeiro turno para disparar e estacionou.
Lula não entregou os pontos, deu um freio de
arrumação na campanha, ativou a militância pelo País afora e perdeu qualquer
prurido para criar gastos que custarão muito caro a partir de 2027 e garantir
duas bandeiras fortes no Congresso, o fim da escala 6X1 e o favorecimento de
microempreendedores individuais (MEI). São eleitorados estratégicos.
Lula avançou entre os menores de 24 anos, a
partir dos atos organizados por estudantes em locais de grande simbologia, como
a Avenida Paulista e Copacabana. Flávio tinha 54% a 46% nesse segmento, mas
caiu 13 pontos, Lula passou à frente: 53% a 41%.
Flávio tem a seu favor a vitória no primeiro
turno, o Sudeste e o Sul, a rejeição ao PT e o fato de que a quebra de votos
entre as pesquisas e as urnas é historicamente contra Lula, cujo eleitor é de
menor renda e menor escolaridade, ou seja, tem mais dificuldade para ir votar e
é mais sujeito a errar na urna.
Lula, porém, também tem vantagens. Evitou a
onda negativa depois do susto no primeiro turno, tem o Nordeste, deu novo ânimo
a sua campanha e o debate sobre democracia, direitos, igualdade e o fator
Vorcaro contam contra Flávio, que perdeu dois pontos, em vez de subir. Mas Lula
precisa mais do que da queda do opositor. Ele parou em 49% e precisa subir.

Essa mulher é asquerosa
ResponderExcluirNão é só o Centrão que sente cheiro de virada. A própria campanha do Tariflávio já percebeu isto, e o candidato foi obrigado a se desdizer (de novo, pela enésima vez!) e confirmar participação no debate da Band.
ResponderExcluir