Folha de S. Paulo
Virada de Lula no segundo turno não é
impossível, mas é bem difícil
País se junta a outras nações em onda de
ultradireita
A direita fez
barba, cabelo e bigode nestas eleições.
Se o futuro é contingente, não dá para descartar uma virada de Lula
contra Flávio
Bolsonaro no segundo turno, mas ela é improvável. Os menos de dois
pontos percentuais que separam o petista de seu adversário podem não
parecer muita coisa, mas os eleitores de Renan Santos, Augusto Cury
e Ronaldo
Caiado, que ficaram órfãos, tendem a ter um perfil mais conservador.
Difícil imaginar que migrem para Lula em desproporção tal que compense e supere
a diferença.
É claro que o imponderável pode dar as caras. Eleitores sempre podem mudar de ideia. Imagino até que os serviços de "opposition research" do petismo tenham guardado algum vazamento suculento contra Flávio. Tudo é possível, mas nada aponta um caminho muito fácil para a virada.
Já especulando um pouco, eu diria que os
recados das urnas foram tão inequivocamente direitistas que, se essa ala
tivesse apresentado um candidato presidencial menos ruim do que o pequeno
Bolsonaro, teria liquidado a fatura no primeiro turno. Em 20 das 27 unidades
federativas a disputa se resolveu em primeiro escrutínio, com amplo predomínio
da direita.
Se aplicarmos ao Brasil o princípio da
mediocridade, segundo o qual o país nada tem de excepcional ou único que o
distinga de outras nações, então os resultados nem são assim tão
surpreendentes.
Observamos hoje no mundo a superposição de
dois fenômenos relativamente novos. O primeiro é o forte
crescimento da ultradireita, que afeta não apenas países periféricos
mas também os centrais (Trump, AfD, Le Pen, Chega). O segundo é a transformação
da vantagem do incumbente numa espécie de maldição.
Levantamento de Steven
Levitsky mostrou que, desde a pandemia, os incumbentes perderam 40
de 54 eleições (74%) em democracias ocidentais analisadas. O próprio Bolsonaro
original perdeu uma.
Vamos descobrir nas próximas semanas se Lula,
que já deu improváveis voltas por cima, conseguirá uma nova façanha ou se vai
encerrar sua carreira perdendo para "o pior dos Bolsonaros".
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Você é muito parcial hein meu amigo Jornalista, aliás se não fosse o apoio incondicional da imprensa Tradicional ao projeto ditatorial do Lula e do STF nada disso teria acontecido
ResponderExcluirE agora fica com essas lamúrias e rogando praga pro Bolsonaro, a pior desgraça que poderia acontecer com o Brasil foi ser governado por essa quadrilha que todos estavam presos condenados por corrupção lavagem de dinheiro e formação de quadrilha estão hoje governando o Brasil para a nossa tristeza e pesar
Mas a noite escura está chegando ao fim os raios da liberdade estão entrando em nosso lar novamente
Viva a liberdade caraca!!