O Estado de S. Paulo
Flávio ainda não anunciou seu ministro da Fazenda; mercado parece não se importar
Às vésperas do segundo turno, o candidato do
PL, Flávio Bolsonaro, favorito para vencer o pleito, ainda não anunciou seu
ministro da Fazenda. Não quer provocar atrito entre seus auxiliares.
O mercado parece não se importar. Já iniciou
um rally de alta confiando em promessas de austeridade, na boa equipe técnica
que cerca o candidato e na base parlamentar confortável feita no Congresso.
O PL terá maioria na Câmara e no Senado e, com apoio de partidos do Centrão, poderá aprovar o que Flávio quiser.
Se Lula estivesse na frente, certamente o
mercado estaria demandando o nome do novo ministro da Fazenda.
Mas o comandante da economia não pode ser só
grife. Tem de ter capacidade para definir a agenda e habilidade política para
implementá-la.
O Brasil precisa de cortes de gastos
expressivos com os quais o candidato ainda não se comprometeu. O diagnóstico
está pronto, mas ninguém sabe se a vontade política está presente. 2027 vai ser
um ano de muitos desafios na questão fiscal.
Flávio vai empoderar seu ministro da Fazenda
o suficiente para realizar uma nova reforma da Previdência? Vai desindexar o
salário mínimo? Vai mexer nos pisos de Saúde e Educação? Até aqui seu programa
de governo só tem medidas cosméticas de cortes de ministérios.
Será que o presidente vai deixar seu ministro
segurar os pedidos de ajuda que virão dos Estados? Muitos governadores estão se
empenhando em sua eleição; Flávio terá dívidas políticas para pagar.
Bancadas importantes da Câmara e do Senado
também terão demandas de gastos, como o perdão da dívida dos agricultores, uma
bandeira importante da Frente Parlamentar da Agropecuária, que já anunciou
apoio a Flávio.
Ainda é necessário entender se Flávio
compreendeu que o mundo mudou em questões sensíveis ao bolsonarismo: política
externa e agenda ambiental. Não dá mais para “passar a boiada” no meio ambiente
sem repercussões contra produtos brasileiros, particularmente da União
Europeia, mas também de outras regiões do mundo.
Também não é possível, num mundo polarizado
entre China e Estados Unidos, se alinhar automaticamente ao presidente
americano, Donald Trump, e ignorar o líder chinês, Xi Jinping. Se isso
acontecer, qual será a repercussão para os produtos do agronegócio brasileiro?
No governo de Jair Bolsonaro, o economista
Paulo Guedes chegou com força de “superministro” e foi, aos poucos, sendo
deixado de escanteio. Sem apoio do presidente, qualquer que seja o nome que
Flávio indique para a Fazenda, pode acontecer o mesmo.
Flávio ainda não anunciou seu ministro da
Fazenda; mercado parece

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ResponderExcluirSó otário acredita nas palavras mentirosas do Flávio.
ResponderExcluirLembro-me do Meirelles. O que foi feito dele? Sumiu-se.
ResponderExcluirQuem acredita no Lula é o que?
ResponderExcluirPaspalho de botequim
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