Folha de S. Paulo
Filho 01 sabe que, sem o dinheiro das
emendas, a ideologia acaba na hora
Com desmonte do STF, Congresso prepara a
reedição da PEC da Blindagem
Se eleito, o filho 01 vai aproveitar o embalo e pôr em prática os planos de "reformar" o Supremo Tribunal Federal nos primeiros meses de governo. O primeiro ato prevê o impeachment de ministros que resistiram ao projeto autocrata do pai e o condenaram por tentativa de golpe. Um espetáculo para saciar a sede de vingança, provavelmente com Jair Bolsonaro já em liberdade assistindo na primeira fila ao rolar das cabeças.
O segundo propõe transferir a competência
criminal do Supremo para tribunais inferiores, impedindo que o STF toque
investigações envolvendo políticos. Adeus inquéritos sobre desvios de verbas
parlamentares.
É a reedição da PEC da
Blindagem, aprovada por maioria na Câmara, em 2025, com o argumento
falacioso de garantir aos parlamentares o direito de emitir opiniões. Na
verdade, era um carimbo de impunidade. A proposta só não foi adiante devido à
pressão popular, com protestos nas capitais, milhares de pessoas nas ruas e
mobilização nas redes sociais.
Protegidos e impunes, deputados e senadores
vão legislar em causa própria e trabalhar no que lhes interessa: a disparada
das emendas, uma disfuncionalidade que dura mais de dez anos. O butim abocanhou
bilhões do Orçamento para uso paroquial, desequilibrou a harmonia entre os
Poderes e instituiu um mecanismo sem transparência, via Pix, que funciona na
base do clientelismo e da corrupção. Potencialmente é o maior esquema de
corrupção em curso no país.
Em suas andanças pós-primeiro turno, Flávio
Bolsonaro se reuniu com representantes dos partidos fisiológicos que se
escondem sob o apelido de centrão e defendeu as emendas parlamentares,
indicando que não pretende mexer no desenho de pagamento. Nem precisava fazer o
afago. O Congresso já tem pronta a proposta orçamentária, com as emendas
crescendo num ritmo três vezes maior que as despesas escolhidas pelo Executivo.
Pelo jeito, os cortes de gastos prometidos
pelo 01 não atingem a classe política. Ele sabe que, se o dinheiro não entrar
no bolso, a ideologia acaba na hora.
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Tariflávio sonha em vingar-se de todos que condenaram o golpista pai do candidato... Este sonho é o PESADELO de todos os Democratas brasileiros!
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