Por Carlos Alexandre de Souza, Denise Rothenburg e Maria Beatriz Giusti \ Correio Braziliense
Vice-presidente afirma que, para atrair os indecisos, é preciso mostrar a diferença entre os concorrentes: um que defende o Estado de Direito, e o outro que tem "saudade da ditadura"
Candidato à reeleição na chapa do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse que a
estratégia da campanha para virar votos é a humildade e o diálogo com os
eleitores. "Vamos conversar com os eleitores que não foram votaram. Vamos
conversar também com quem votou em outro candidato. Eleição é comparação. Nós
defendemos a democracia, em que é o povo que decide. E os nossos adversários
têm saudade da ditadura. É preciso respeitar a Constituição, fortalecer a
democracia e mostrar as diferenças", ressaltou, em entrevista no programa
CB.Poder, parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília.
Alckmin comentou sobre a sua confiança para o segundo turno. "Há um enorme crescimento da candidatura nas ruas e nas redes", destacou. O vice-presidente também defendeu uma apuração sobre a eventual interferência da Meta nas eleições. "Ela reconheceu que houve prejuízo para a campanha do presidente Lula. O que justificou foi que não teria sido proposital. Ora, não é possível ter uma atitude discriminatória que acabe beneficiando um candidato e prejudicando outro. Então, é preciso, sim, verificar isso", frisou.
Nos últimos dias, a campanha
do senhor e do presidente Lula fez críticas a uma possível interferência da
Meta nas eleições brasileiras. Como avalia essa situação e a atuação de agentes
externos na disputa eleitoral?
Há uma preocupação, porque, no caso da Meta,
ela reconheceu que houve prejuízo para a campanha do presidente Lula. Isso ela
reconheceu. O que justificou foi que não teria sido proposital, mas admitiu que
houve prejuízo à campanha. Ora, não é possível ter uma atitude discriminatória
que acabe beneficiando um candidato e prejudicando outro. Então, é preciso,
sim, verificar isso.
Como o senhor avalia ser
possível reverter o cenário nos últimos dias de campanha?
Nós percebemos nitidamente um crescimento nas
ruas e nas redes. A última pesquisa Quaest mostra que a diferença é de 1%,
praticamente um empate técnico. A nossa campanha, a do presidente Lula, está
crescendo. O que vale é a curva, que mostra uma rejeição cinco pontos menor
para nós: 52% de rejeição para o nosso adversário, e 47% para o presidente
Lula. No segundo turno, esse é o fator decisivo. No primeiro turno, tenho 12
candidatos, mas preciso escolher um. No segundo turno, tenho dois: rejeito um e
voto no outro. Então, esse é um fator importantíssimo. E percebemos, estou
chegando agora do interior de São Carlos, que há um enorme crescimento da
candidatura nas ruas e nas redes.
Qual será a estratégia da
chapa do senhor e do presidente Lula para conquistar os eleitores que ainda
estão indecisos?
A estratégia é a humildade. Nós vamos conversar
com os eleitores que não foram votar. Tivemos 33 milhões de eleitores que não
foram às urnas, uma grande abstenção. Vamos explicar que é possível votar no
segundo turno e que não há nenhum problema em não ter votado no primeiro: a
pessoa pode votar normalmente. Vamos conversar também com quem votou em outro
candidato. Eleição é comparação. Nós defendemos a democracia, em que é o povo
que decide. O povo é o protagonista, é ele quem tem o poder decisório. E os
nossos adversários têm saudade da ditadura. Houve até uma tentativa de golpe de
Estado logo após a posse, em janeiro de 2023. Quem não acredita na democracia
não deveria nem disputar a eleição. A primeira diferença é essa: o apreço
pela democracia. Eu fui constituinte. O doutor Ulysses Guimarães dizia:
"Traidor da Constituição é traidor da pátria". É preciso respeitar a
Constituição, fortalecer a democracia e mostrar as diferenças. Na saúde, em vez
de termos 120 mil mortos na covid e uma campanha de negacionismo contra a
vacina, nós somos os promotores da saúde, da vacinação, do Mais Médicos, da
Farmácia Popular, do Agora Tem Especialistas e do atendimento a pacientes com
câncer. Nossa proposta é que toda cidade com mais de 150 mil habitantes tenha
tratamento completo para o câncer. A população idosa está aumentando, e isso é
ótimo. Estamos vivendo mais e melhor. Isso é uma grande conquista.
Por que o PT teve esse
desempenho em São Paulo no primeiro turno, com a derrota de Fernando Haddad e
das candidaturas ao Senado? O que o senhor pretende fazer para tentar reverter
esse cenário?
Na eleição de 2018, Jair Bolsonaro teve 68% dos
votos válidos no segundo turno no estado de São Paulo, enquanto o candidato
Fernando Haddad teve 30%. A diferença foi de 36 pontos percentuais. Na última
eleição, em 2022, o nosso resultado foi de 55% para Bolsonaro e 45% para Lula.
A diferença foi de 10 pontos percentuais. Reduzimos de 36 para 10. E tenho
convicção de que, nesta eleição, a diferença será menor. Ela será ainda menor.
Então, estamos trabalhando, procurando reduzir a rejeição e explicar. Em
política, você não obriga, você conquista. Então, é preciso explicar e
esclarecer: o Brasil melhorou na educação, melhorou na saúde, o desemprego
caiu, melhorou no meio ambiente, o desmatamento diminuiu, sediamos a COP30, e o
PIB cresceu bem mais do que no governo anterior. Então, acho que nós vamos
avançar mais, e precisamos avançar mais para alcançar esse objetivo.
Por que o aumento do teto do
MEI e o perdão de dívidas estão sendo implementados apenas agora, às vésperas
das eleições?
Quem criou o MEI e o Simples Nacional foi o
presidente Lula no seu outro mandato. Essa proposta de aumento do teto do MEI
já tramita há vários meses no Congresso Nacional. A boa notícia é que o
microempreendedor individual (MEI) já teve sua dívida tributária zerada. São
3,6 milhões de microempreendedores. A dívida bancária será comprada pelo
governo, o desconto mínimo de que vai a 90%. O teto, que é de R$ 81.000, sobe
para R$110.000, e depois para R$ 140.000. Nós queremos que o microempreendedor
cresça, possa prosperar ter mais oportunidade. Em vez de ter um empregado, ele
vai poder ter dois empregados. Eu diria que são medidas importantes. Hoje têm
muitas pessoas que querem ser empreendedoras. Eu estive em Heliópolis, aqui em
São Paulo, são 100.000 pessoas, é uma cidade. Cada portinha é uma atividade
empreendedora: é a manicure, é o barbeiro, é a cabeleireira, é a lanchonete, é
a venda de fruta, é a oficina, é a venda de roupa. Isso não é pequeno nem
micro, são gigantes que ajudam a economia brasileira, ajudam a economia local,
distribuem renda.
O senhor criticou nas redes
sociais a promessa dos adversários de cortar até R$ 250 bilhões em gastos
públicos. Acredita que esse corte é viável?
Primeiro, disseram lá atrás que iriam
desvincular o ganho real do salário mínimo das aposentadorias. Setenta por
cento dos aposentados e pensionistas do INSS recebem um salário mínimo. Então,
imagine: você ganha R$ 1.621 e, às vezes, é uma pessoa idosa, com problemas de
saúde. Tirar R$ 40 dessa pessoa, que é o ganho real, não é correto. É preciso
fazer ajuste fiscal, mas sem levar o país à recessão, como estamos vendo na
Argentina, com empresas fechando, trabalhadores desempregados, perda de renda e
a população passando privações. Não é esse o caminho.
E quais são os planos do
governo Lula para as contas públicas em 2027?
Nós defendemos o ajuste fiscal. Nós vamos
fazê-lo, mas em cima do desperdício e dos privilégios, fazendo a economia
crescer. O PIB cresce, e você segura a despesa. Assim, melhora a relação
dívida/PIB, sem levar o país à recessão e ao desemprego.
O que dá para cortar nesse
ajuste fiscal?
Muito, muito. Vamos pegar os supersalários. É
impressionante: há setores em que se ganham R$ 300 mil, R$ 350 mil, R$ 400 mil.
As emendas parlamentares também têm valores extremamente elevados. Eu fui
deputado federal e sei disso. É preciso avaliar os incentivos fiscais, sua
eficiência e seus resultados. Nós não vamos fazer ajuste fiscal levando as
pessoas à miséria. O presidente Lula tirou 30 milhões de pessoas do Mapa da
Fome. Derrubamos o desemprego para 5,4%. O governo anterior retirou impostos de
jet skis e de armas de fogo. Lembrando que 90% dos feminicídios, ou
assassinatos de mulheres, são cometidos com armas de fogo. Nós retiramos o
Imposto de Renda de quem ganha até R$ 5 mil e reduzimos o Imposto de Renda de
quem ganha até R$ 7.350. A reforma tributária vai deixar a cesta básica isenta
de impostos. Vamos zerar os impostos sobre os alimentos. Isso vai ajudar a
reduzir os preços. A economia cresceu, fizemos acordos comerciais —
Mercosul-Singapura, Mercosul-EFTA e Mercosul-União Europeia. Em apenas cinco
meses, o acordo Mercosul-União Europeia aumentou em mais de 30% nossas
exportações para a Europa. Mesmo com o tarifaço americano, estamos batendo
recordes de exportação.
No último debate, o
presidente Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir seus sigilos. Qual é a
posição do senhor sobre a transparência dos dados de figuras públicas?
O que eu percebi sobre o debate, primeiro, foi
o desrespeito do nosso adversário. Segundo, ele não respondeu a nenhuma das
perguntas que foram feitas. Foi aí que o presidente Lula falou sobre a questão
do sigilo. Na minha visão, tem de ser pública e transparente. Quem não quiser
prestar contas tem que ir para o setor privado. A vida pública pressupõe
transparência permanente. Você está permanentemente explicando e prestando
contas. Nós precisamos da luz do Sol, precisamos de transparência sobre as
questões. Eu acho que é isso que a sociedade quer, é isso que a sociedade
deseja. Gostei muito quando o presidente Lula disse: "Olha, eu quebro o
meu sigilo, o da minha família, o de quem precisar". E o que vimos, com
todas as exigências de Flávio Bolsonaro — 19 exigências —, foi uma desculpa
para não quebrar sigilo nenhum e não prestar contas à sociedade, como é dever
de todo homem público.
Qual é a sua expectativa para
o debate de amanhã, o último encontro entre os candidatos à Presidência? O
senhor acredita que haverá novos episódios de tensão, como ocorreu na TV
Bandeirantes?
Eu sempre participei de todos os debates: como
candidato a prefeito da capital paulista, nas quatro vezes em que fui candidato
a governador do estado de São Paulo e nas duas vezes em que fui candidato a
presidente da República. O debate é importante porque é mais espontâneo, não é
algo produzido por marqueteiros. É mais verdadeiro e permite uma comparação
melhor. O debate é um ponto alto da campanha eleitoral. Ele permite elucidar
questões e tirar dúvidas sobre como avançar na economia, na educação, na saúde
e na área tributária. Foi feita a reforma tributária. Nós defendemos a reforma
do Judiciário. O presidente Lula fez a primeira reforma, com a criação do CNJ e
do CNMP, o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério
Público, estabelecendo o controle externo. Na época, o ministro da Justiça era
Márcio Thomaz Bastos, e o presidente do Supremo era Nelson Jobim. Agora,
queremos fazer a segunda reforma do Judiciário, para discutir os critérios de
escolha dos ministros. Não deveria ser uma escolha pessoal, mas um processo em
que um conselho selecionasse os melhores juristas do país. É preciso discutir
os critérios de escolha e o mandato, que não deveria ser vitalício. Se pegarmos
a Europa como exemplo, os mandatos são de 10 ou 12 anos. Também precisamos de
um código de ética que norteie as instituições.
O senhor acredita que a
democracia brasileira também está sob ameaça em 2026?
A democracia brasileira não é secular. Temos
praticamente 40 anos de democracia, e ela apresenta fragilidades. Por isso, é
importante fortalecê-la. Veja que, lá atrás, tínhamos o período militar, com
dois partidos. A Arena era o partido que defendia o regime, e o MDB, o
Movimento Democrático Brasileiro, do qual fazíamos parte, defendia eleições
diretas e a redemocratização do país. Estávamos todos juntos: Ulysses
Guimarães, Fernando Henrique, José Serra, Lula, todo mundo junto para
redemocratizar o Brasil. Depois que o país se redemocratizou, acabaram os dois
partidos, acabou o bipartidarismo. O presidente Lula foi fundar o PT, e nós
fomos fundar o PSDB, que também teve um papel importante na vida pública
brasileira. Houve momentos em que disputamos eleições uns contra os outros.
Aqui em São Paulo, a gente sempre ganhava do PT. Em nível nacional, vencemos
com Fernando Henrique e, depois, perdemos para o PT. Disputamos eleições e
estivemos juntos em muitas outras. O que nos uniu em 2022? Foi o risco à democracia.
Pensamos: "Vamos unir todos os democratas em uma frente mais ampla para
defender a democracia". É preciso fortalecer a democracia, fortalecer a
Constituição e avançar nas reformas. Temos que ir para a frente, não para trás.
Acho que é isso que se deseja. Queria dar um exemplo de como, às vezes, existe
uma dicotomia desnecessária. Nós podemos unir o Brasil. Por exemplo, às vezes
dizem que, se protegermos o meio ambiente, a produção não avança. Estamos
registrando uma queda recorde do desmatamento, com os menores índices, e, ao
mesmo tempo, temos uma produção agrícola recorde. Aí dizem: "Se
prestigiarmos o mercado interno, não exportaremos tanto". Não é verdade. O
Brasil, neste ano, vai superar os Estados Unidos e se tornar o maior exportador
de alimentos do mundo. Então, é possível unir, convergir e criar uma sinergia
para avançar mais.
Sobre a proposta de Flávio de
mudar a Constituição, como o senhor enxerga isso?
Olha, vejo isso com preocupação, porque você
ainda nem teve a eleição, e já quer mudar a Constituição para dilatar, para
aumentar o próprio mandato. Ora, as democracias modernas do mundo todo abreviam
até o tempo de consulta ao povo. Se você está continuamente no poder, não há
alternância. Então, a tendência das democracias modernas é até realizar
consultas mais curtas. Mas, sem sequer ter disputado o segundo turno, já se
quer mudar a Constituição para ficar mais tempo no próprio mandato, sem
consultar o povo. É preocupante. Esse não é o caminho que eu vejo.
Quais seriam as primeiras
reformas que um eventual governo Lula reeleito pretende apresentar ao país? A
chapa já tem propostas definidas?
Eu diria que, primeiro, é preciso implantar a
reforma tributária, que começa em 1º de janeiro. A ideia é concluir a
implantação até o fim do ano. Três tributos federais — Cofins, PIS e IPI — dão
lugar à CBS, unificando-os em um único tributo federal já no próximo ano. Os
outros, o ICMS e o ISS, serão incorporados até 2032. Claro que é um processo
longo, mas é melhor fazer por etapas do que não fazer. Aprendi que, quando você
tem algo difícil, é melhor executá-lo em etapas. Se essa reforma tivesse sido
feita há 30 anos, já estaria implementada. Eu destacaria também a reforma do
Judiciário. Já demos alguns passos importantes. O presidente Lula sancionou a
lei da relevância federal. No ano passado, entraram 40 milhões de novos
processos no Judiciário brasileiro. É preciso dar mais celeridade à Justiça. A
lei limita o que pode chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior
Tribunal de Justiça (STJ). Destacaria ainda a reforma política. Temos um
excesso de partidos e, eu diria, de cartórios também. De Gaulle dizia que a
França era muito difícil de governar porque tinha muitos tipos de queijo e
muitos partidos políticos. Isso dificulta a governabilidade. Precisamos de
menos partidos, mais programáticos, e discutir a questão do voto distrital
misto. Por fim, a reforma administrativa. Precisamos de eficiência e
produtividade também no setor público, não apenas no setor privado.
Como avalia a posição do
Brasil na política externa?
O Brasil tem agido, na minha avaliação, de
maneira correta, defendendo o multilateralismo e o livre-comércio. Fizemos o
acordo Mercosul-Singapura, estamos vendendo máquinas e equipamentos e
exportando. Também avançamos no acordo Mercosul-EFTA, que envolve quatro países
de alta renda per capita: Noruega, Suíça, Liechtenstein e Islândia. Além disso,
temos o acordo Mercosul-União Europeia, o maior acordo entre blocos do mundo,
envolvendo 27 países europeus. Estamos exportando mais, e as vendas para a
Europa cresceram mais de 30% em cinco meses. Também estamos negociando acordos
com Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita, além de ampliar as linhas tarifárias
preferenciais com Canadá, Índia e México. Em relação aos Estados Unidos, o
tarifaço é injusto, porque os americanos têm deficit na balança comercial com
praticamente o mundo inteiro. Entre os países do G20, só têm superavit
comercial com três: Brasil, Reino Unido e Austrália. Apenas esses três.
Portanto, o Brasil não é o problema. Quando um produto americano entra no
Brasil, 70% deles têm tarifa zero, por meio do chamado ex-tarifário, e a tarifa
média é de 3%.
Qual é o caminho para
resolver o impasse?
Negociação. E acredito que, após a eleição,
vamos acelerar essa negociação e chegar a um bom termo. A orientação do
presidente Lula é negociar, mostrar que a medida contra o Brasil é injusta e
proteger as empresas brasileiras. Criamos o Brasil Soberano, com recursos,
crédito a juros mais baixos para as empresas e abertura de mercados para que
possam exportar. E está dando certo. Mesmo com o tarifaço americano, no ano
passado, batemos recorde de exportações, com US$ 349 bilhões. Neste ano, vamos
bater outro recorde. Já abrimos mais de 700 novos mercados, por exemplo, no
setor do agronegócio.
O senhor acha que é possível
termos um país pacificado a partir de segunda-feira, independentemente de quem
for o vencedor?
Essa é a nossa disposição. Ganhando a eleição, vamos trabalhar com rapidez, consolidando reformas e fazendo outras para o Brasil crescer mais e melhorar a produtividade. É claro que a disputa é natural. No mundo inteiro, há eleições e disputas. Acabada a eleição, quem ganhou trata de governar bem; quem perdeu, de fiscalizar bem. Essa é a lógica da democracia. O que não pode acontecer é o que ocorreu há quatro anos, com um plano chamado Punhal Verde e Amarelo para assassinar o presidente eleito, o vice-presidente eleito e um ministro da Suprema Corte. Não, isso não é democracia. Se eu não ganho o jogo, vou pegar a bola e levá-la embora? Não. É preciso ter espírito democrático e respeitar o povo. E, se perder, aceitar o resultado com humildade e pedir o apoio da população.

Muito bom! Alckmin tem razão sobre a DIFERENÇA entre os concorrentes: um que defende o Estado de Direito, e o outro que tem 'saudade da ditadura'!!! Mas a disputa é também entre uma chapa experiente e democrática (Lula e Alckmin) e uma chapa sem qualquer experiência administrativa (Flávio Bolsonaro e quem mesmo?).
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