Valor Econômico
Campanha passou a escalar lideranças e personalidades regionais para comunicação mais direcionada
Após quatro dias de discussões internas para
contornar o cenário adverso no segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva retoma, nesta sexta-feira (9) e no sábado (10), suas agendas de campanha
pelos Estados. A 16 dias da votação, a estratégia é tentar recuperar votos e
fortalecer os palanques do PT, na tentativa de capilarizar eleitores. O foco
principal é que Lula adote, de forma mais explícita, uma postura de candidato.
A nova fase da campanha deve priorizar mobilizações de rua, com caminhadas e atos de maior contato com o povo, em relação aos comícios tradicionais. A mudança ocorre depois de quase uma semana de reuniões sobre as dificuldades enfrentadas pelo presidente em regiões consideradas estratégicas.
A primeira agenda será em Ceilândia, no
Distrito Federal, onde Lula participará de uma caminhada nesta sexta-feira (9)
a partir das 10h. No DF, o PT disputa o segundo turno com Leandro Grass contra
a atual governadora, Celina Leão (PP). Ela terminou o primeiro turno com 49,93%
e Grass, com 34,47%.
Grass tem se reunido com Lula nesta semana em
busca de uma estratégia capaz de ampliar sua votação e, ao mesmo tempo,
melhorar o desempenho do presidente no Distrito Federal. Um dos caminhos
explorados pela campanha é elevar a rejeição a Celina associando sua gestão à
crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.
Na terça-feira (6), o chefe do Executivo se
reuniu com o candidato petista para discutir os próximos passos da campanha. Na
ocasião, o presidente afirmou que Grass havia levado a ele “informações
importantes” sobre o BRB, mas disse que trataria do assunto “em outro momento”,
sem especificar quando.
A crise do BRB foi um dos temas centrais da
disputa pelo governo do Distrito Federal e serviu de munição para candidatos de
diferentes espectros políticos criticarem a gestão da atual governadora, que
era vice de Ibaneis Rocha (MDB). Mesmo assim, o escândalo do Banco Master não
foi suficiente para impedir que Celina conseguisse liderar a disputa no
primeiro turno.
Apesar da presença de Lula no Distrito
Federal, o presidente pretende concentrar esforços na recuperação de votos perdidos
em relação a 2022, especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste. De olho nisso,
no sábado (10), Lula participará de uma caminhada em Natal (RN) em apoio a Cadu
de Lula, candidato do PT ao governo do Estado. Ele enfrenta Allyson, do União
Brasil.
A escolha das caminhadas como principal
formato de mobilização é uma tentativa de aproximar Lula do eleitor e dar à
campanha uma dinâmica mais pessoal e menos institucional. A estratégia é
promover uma mobilização popular nas cidades.
Paralelamente, a campanha passou a escalar
lideranças e personalidades regionais para uma comunicação mais direcionada a
cada Estado. A intenção é adaptar o discurso às particularidades locais, como
forma mais orgânica de chegar aos eleitores.
Além dos Estados com candidatos próprios
disputando o governo, Lula quer reforçar sua campanha em São Paulo, maior
colégio eleitoral do país. A disputa ao Estado terminou já no primeiro turno, e
há um receio da equipe petista de desmobilizar os eleitores.
De olho nessa estratégia, a campanha decidiu
mudar o comando da campanha, em meio a críticas sobre a desorganização e
desmobilização da militância. Em São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT)
será o novo responsável pelas ações da campanha de Lula no Estado e agora o
advogado Marco Aurélio Carvalho responderá a ele. Derrotado no primeiro
turno na disputa pelo governo paulista, Haddad assumiu novas responsabilidades
na campanha do presidente e comandará as ações pela reeleição do chefe do
Executivo.
O presidente estadual do PT, deputado Kiko
Celeguim, também foi incorporado ao comando da candidatura de Lula no Estado.
Já o marqueteiro da campanha de Haddad, Otávio Antunes, passou a integrar o
marketing da campanha de Lula.

Ler os comentários de vocês jornalistas pensa que só tem mesmo candidato único do Lula e que ele tá ganhando vocês nunca consideram as perspectivas eleitorais do Flávio de forma séria sempre apresentando problema numa torcida desvairada e ridícula ao velho corrupto Lula
ResponderExcluirQuando é que vocês vão parar com essa torcida insana por um candidato esquerdista? fica muito Incômodo pra nós independente vemos essa torcida todos os dias aqui nessa , coluna sejam mais imparciais sejam mais jornalistas
E com tuda essa torcida o Lula vai perder e o Brasil virou de direita
Viva a liberdade caraca!!
Isso aí!!!!!!
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