Folha de S. Paulo
Flávio não consegue ocultar a verdade de que
fugiu para não ser preso por corrupção
No Senado, filho 01 atuou em sintonia com os
negócios do sócio e amigo Willer Tomaz
Em 1973, Ivo Pitanguy
vivia o auge do prestígio internacional. Considerado o "rei da cirurgia
plástica", o "Michelangelo do bisturi" e o brasileiro mais
famoso do mundo na época, ao lado de Pelé, ele comprou uma ilha em Angra dos
Reis. Para o povaréu, era um sinal de status e de riqueza
inquestionável.
Se quisesse construir um grande complexo hoteleiro na Ilha dos Porcos Grandes, ninguém o impediria. O médico manteve intocada a vegetação de mata atlântica. A casa principal e os bangalôs foram projetados para sumir no meio das árvores —um esconderijo perfeito para visitantes e pacientes, entre os quais Brigitte Bardot e Jackie Onassis.
De lá para cá, Angra dos Reis, com sua
natureza sempre ameaçada, mudou bastante. A ilha de Pitanguy está à venda, os herdeiros
pedem US$ 100 milhões. Um preço estratosférico, mas quem sabe o advogado Willer
Tomaz, investigado no Supremo Tribunal Federal junto com Flávio
Bolsonaro por suspeita de evasão de
divisas e lavagem de
dinheiro em plataformas de jogatina online, possa topar ou
intermediar o negócio.
O amigo e sócio do filho 01 tem outras cinco
casas em ilhas de Angra, além da mansão que virou alvo de disputa com o
jogador Richarlison. À exceção de uma, elas foram compradas entre
2021 e 2022, quando Flávio apresentou no Senado um projeto de lei para
estimular empreendimentos na região da Costa Verde, flexibilizando as regras de
proteção ambiental e permitindo a exploração econômica. Na mesma época, Flávio
Bolsonaro foi o relator da PEC das
Praias, cujo texto propõe extinguir e transferir a propriedade de
terrenos de marinha. Sua tramitação está estrategicamente vinculada ao projeto
de lei que legaliza jogos de azar e cassinos no país.
Amparado no roteiro autocrata de poder, o clã
Bolsonaro é uma fábrica de acumular dinheiro desde a primeira eleição do
patriarca. Após a prisão de Jair, o esquema passou a ser chefiado por Flávio. O
"exílio" nos Estados Unidos nada tem a ver com política. Fugiu para
não ser investigado, denunciado e julgado.
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Fugiu porque é CAGÃO! E sabe todos os CRIMES que cometeu...
ResponderExcluirFollow the money. O "siga o dinheiro" explica muito da conduta dos Bolsonaros, Trump e mafiosos em geral alojados no Estado.
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