Valor Econômico
Disputa interna no PT e nas corporações sobre um quarto mandato arrisca minar as chances de Lula obtê-lo
A perspectiva de futuro anunciada pela
postulação do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está mais
clara nas disputas internas desencadeadas no governo e no PT do que nas
propostas protocoladas no TSE.
Quatro vezes maior que aquele apresentado em
2022, o programa é mais uma prestação de contas do que foi feito neste mandato
do que um plano de voo para o seguinte. Nenhum candidato faz programa de
governo para anunciar desvinculação de gastos mas a promessa de ampliação no
alcance e escopo das políticas públicas não é acompanhada dos meios para
viabilizá-las no Orçamento da União.
É possível que se queira fazer parte disso retomando um naco dos R$ 50 bilhões em emendas parlamentares, citadas quatro vezes no programa, mas o insucesso deste intento até aqui recomenda ceticismo. Decantadas reformas, como a administrativa e do Judiciário, não merecem uma única menção. Pela profusão (11 menções) com que a IA é citada, deve haver expectativas, mas sua incorporação à gestão pública produz eficiência, não milagres.






.jpg)

.jpg)