terça-feira, 9 de março de 2010

Benedita pede votos para Dilma em festa oferecida pelo governo federal

DEU EM O GLOBO

Eu quero uma presidenta do Brasil. E o seu nome é Dilma Rousseff

Chico Otavio

A secretária estadual de Assistência Social, Benedita da Silva, ocupou ontem o palco de uma festa popular na cidade para pedir aos presentes que elejam Dilma Rousseff, ministrachefe da Casa Civil, presidente da República. A festa, uma homenagem ao Dia da Mulher oferecida pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres do governo federal, com o apoio da Caixa Econômica Federal e da Petrobras, teve também a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma.

— Não podemos perder este momento. Eu quero uma presidenta do Brasil. E o seu nome é Dilma Rousseff — disse Benedita.

Público gritou jingle eleitoral

O público, estimado pelos organizadores em 6 mil pessoas, reagiu ao apelo cantando o jingle das campanhas eleitorais de Lula, mas substituindo o nome do presidente pelo da ministra: “olê, olê, olê, olá... Dilma, Dilma”.

A festa em homenagem às mulheres aconteceu, no início da noite de ontem, na antiga estação ferroviária da Leopoldina.

No palco, cartazes informavam os responsáveis pela festa. Além da secretaria e das instituições estatais, o evento teve o apoio do governo estadual, da Prefeitura do Rio e do Conselho Estadual de Direitos da Mulher (Cedim).

Em seu discurso, Lula lembrou dos tempos em que, já no governo, não podia patrocinar os eventos pedidos pela ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial das Mulheres: — Quanto dinheiro faltou para as reuniões mais simples que a secretaria queria fazer.

Além dos discursos políticos, a festa de ontem teve atrações musicais, feira de artesanato e distribuição de brindes. De acordo com representantes da secretaria, a ajuda da Petrobras e da Caixa serviu para garantir, entre outras atividades, a distribuição de kits e bolsas e a confecção de material impresso sobre a situação da mulher no Brasil.

Lula chegou ao palco por volta das 19h, quando a festa já estava em andamento.

Acompanhado de Dilma, do governador Sérgio Cabral e alguns ministros (Carlos Minc, Márcio Fortes, José Gomes Temporão e Franklin Martins), ele usava um leque de papel do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde (Sindisaúde) para se abanar.

Ao notar o que estava escrito no leque, amplamente distribuído na festa, mostrou para Cabral e Dilma. De um lado, o rosto do presidente simbolizava a “cara” de uma moeda.

Do outro lado, o rosto de Dilma representava a “coroa”.

— Se uma mulher é capaz de parir um político, por que ela não é capaz também de parir uma administração mais competente do que o político que ela colocou no mundo? — indagou o presidente.

Lula dividiu o seu pronunciamento em duas etapas.

Quando falou ao lado de Nilcéia, procurou destacar os avanços e as lutas femininas do país. Já quando chamou Dilma, seu discurso ganhou eloquência e um tom de campanha eleitoral: — Não poderia dar demonstração de apreço mais forte pela luta das mulheres deste país do que indicar ao meu partido, aos meus aliados, para me substituir, uma mulher que já demonstrou na luta que é capaz.

Dilma, no discurso, disse que o país está preparado para eleger uma mulher presidente.

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