segunda-feira, 1 de novembro de 2010

PSDB governará mais e maiores estados

DEU EM O GLOBO

Derrotado pela terceira vez consecutiva na disputa presidencial, o PSDB saiu vitorioso nas eleições regionais: comandará oito estados, inclusive São Paulo e Minas, maiores colégios eleitorais. O PSB também sai fortalecido, dobrando de três para seis os estados sob sua administração. O PT mantém cinco governadores. O PMDB perdeu força: de seus oito governadores, ficará com cinco.

PSDB: sem Planalto, mas com 8 estados

Na nova geografia política do país, PSB comandará 6 governos estaduais; PT e PMDB, 5 cada; DEM, 2; e PMN, 1

Isabel Braga e André de Souza

BRASÍLIA. O PSDB perdeu a sua terceira eleição presidencial consecutiva, mas é o grande vitorioso nas eleições para os governos estaduais. O partido manteve o comando em estados de peso eleitoral, como São Paulo e Minas Gerais, e ganhou em outros seis, entre eles Paraná e Goiás. Os tucanos vão governar estados que respondem por 54,6% da economia brasileira e 47,5% do eleitorado. O PSB também sai bastante fortalecido nesta eleição, dobrando de três para seis os estados que comandará no próximo ano.

O PT continuará governando cinco estados, pois, embora tenha perdido no Pará e no Piauí, venceu no Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. Estarão sob gestão petista 15,76% do eleitorado, que vivem em estados que respondem por 15,4% do Produto Interno bruto (PIB).

Já o PMDB perde sua força nos estados. Em 2006, o partido elegeu o maior número de governadores, totalizando sete.

Atualmente, governa em oito e o Distrito Federal, mas sai das urnas com apenas cinco. Manteve os governos de Rio e Mato Grosso do Sul, mas perdeu estados como Paraná, Santa Catarina, Amazonas e Espírito Santo. Em 2006, ganhara estados equivalentes a 22,83% do eleitorado brasileiro e, agora, os cinco conquistados representam 15,31%.

Protagonista do maior crescimento nominal em relação a 2006, o PSB conseguiu a façanha de, em termos numéricos, ultrapassar nos estados o PMDB e PT. Na opinião dos acadêmicos, o resultado fortalece o partido e seu apoio ao governo Dilma será fundamental para equilibrar a relação PT-PMDB, sendo um importante reforço na ala mais à esquerda da coligação.

— Mesmo sendo um partido de médio porte no Congresso, o PSB sai forte das eleições estaduais, com um bom crescimento.

Pode contrabalançar um pouco a relação do PT com o PMDB — analisa o professor de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais. — O partido cresceu no Nordeste e estará reivindicando, com razão, maior espaço no governo.

Dilma passa a ter um terceiro partido com força.

A eleição mais disputada deste segundo turno aconteceu em Roraima, o menor colégio eleitoral, com 271.890 eleitores.

O atual governador, José de Anchieta (PSDB), foi eleito por 1.800 votos sobre o adversário do PP, Neudo Campos.

Os governadores têm influência sobre deputados e senadores de seus estados e ajudam na arregimentação de votos no Congresso. O resultado das urnas mostra grande vantagem numérica dos aliados do presidente Lula e da presidente eleita Dilma em relação aos oposicionistas. São de partidos aliados a Dilma 16 dos 27 governadores eleitos; apenas 11 são de partidos de oposição. O mesmo de 2006.

Entre os aliados, o PSB elegeu seis governadores, o PT cinco, e o PMN, o governador do Amazonas, O mar Aziz. O PMDB também elegeu cinco, mas um deles, o governador André Puccinelli, de Mato Grosso do Sul, é considerado de oposição.

Embora em número menor, a oposição comandará estados estratégicos. Além dos oito estados do PSDB, o DEM comandará em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte. Puccinelli é o 11ade oposição a Dilma. Em 2006, quando disputaram a Presidência Lula e o tucano Geraldo Alckmin, também foram eleitos 16 governadores que apoiavam o petista e 11 oposicionistas.

Em 2010, dos 20 governadores que tentaram a reeleição, 13 se reelegeram, e sete não foram reconduzidos.

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