quarta-feira, 13 de junho de 2012

Em Recife, oposição com as barbas de molho

Débora Duque

O possível lançamento de uma candidatura socialista no Recife deve obrigar a oposição, hoje com quatro prefeituráveis, a rever sua estratégia. Essa, pelo menos, tornou-se avaliação dominante dentro do bloco, após a sinalização do governador Eduardo Campos (PSB). Em que pese a surpresa – e até uma dose de ceticismo – quanto à consolidação do racha entre PT e PSB, há o entendimento de que será necessária a redução do número de candidatos do grupo ou até a união em torno de um único nome.

A rearrumação está sendo encarada como uma questão de “sobrevivência política”. Os oposicionistas temem exercer um papel coadjuvante no pleito – sendo, inclusive, alijados de um eventual segundo turno –, caso se confirme a polarização entre PT e PSB. A necessidade de uma aglutinação já vinha sendo pregada por alguns membros quando estava em questão apenas a possibilidade do lançamento de um nome do bloco alternativo, liderado pelo senador Armando Monteiro Neto (PTB).

Porém, a substituição por um nome patrocinado diretamente pelo governador junto à postulação do senador Humberto Costa (PT), com a bênção do ex-presidente Lula, deixa o cenário ainda mais desfavorável para a oposição. O único que optou falar abertamente sobre o assunto foi o ex-deputado Raul Jungmann (PPS) que, na semana passada, já tinha feito um apelo para que o grupo abrisse mão dos “projetos pessoais” em nome de uma estratégia comum. Com as chances de prosperar a nova “cartada” do governador, o risco, segundo ele, é de acontecer um “suicídio coletivo” do campo oposicionista na capital.

FONTE: JORNAL DO COMMERCIO (PE)

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