domingo, 8 de julho de 2012

Candidatos buscam votos nas mídias sociais

Bom resultado na última eleição faz campanhas desenvolverem estratégias específicas para redes

Bruno Góes

Os candidatos à prefeitura do Rio sabem que a campanha nas redes sociais é importante para um bom resultado nas urnas. Se no pleito anterior as ferramentas ajudaram a catapultar candidaturas, como a de Marina Silva (PV), este ano a expectativa é ainda maior. Muitos cariocas começam a transformar o Facebook em uma arena de debate político, com discussões e debates sobre o futuro da cidade.

A candidatura do prefeito Eduardo Paes (PMDB) à reeleição, que pretende gastar até R$ 25 milhões, não quis dar detalhes da estrutura que está montando para esta área. Entretanto, representantes de outras campanhas, que possuem menos recursos, falaram sobre o tema.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), candidato com maior penetração nas redes sociais até agora, conta com a ajuda do produtor e empresário do Teatro Mágico, Gustavo Anitelli, de 29 anos. Ele tem a experiência de ter montado a estratégia de sucesso do grupo musical na web, e se prontificou a contribuir nestas eleições.

- Vamos trabalhar em três eixos: monitoramento, articulação e produção de conteúdo. Mas o que nós temos que trabalhar mais é na articulação, para que a campanha tenha sucesso - diz ele. Uma das ações mais recentes de simpatizantes da candidatura foi acrescentar "Freixo" ao sobrenome dos seus perfis no Facebook.

A candidatura de Rodrigo Maia (DEM) conta com o movimento #rioestamosdeolho, ação de fiscalização dos problemas da cidade por meio das redes sociais. Antes de começar a campanha, no entanto, um tropeço: para divulgar a iniciativa na TV, o DEM forjou perfis no Facebook. Fotos de pessoas retiradas de sites estrangeiros foram atribuídas a cariocas que criticavam o trabalho da prefeitura. Rodrigo Maia disse não saber se as fotos eram de outras pessoas, pois tratava-se de "uma questão técnica", e justificou a construção dos perfis como uma possibilidade de proteger a identidade de servidores.

O coordenador da campanha de Aspásia, Paulo Senra, tem por enquanto apenas três pessoas na equipe para cuidar das redes sociais, mas pretende usar a força dos militantes do PV na rede e o aprendizado adquirido na campanha de Fernando Gabeira em 2008 para surpreender.

Já a candidatura de Otávio Leite (PSDB) terá uma equipe de até 15 pessoas trabalhando nas redes sociais. A equipe está focada na divulgação do dia a dia do candidato e de sua biografia nas redes sociais. Segundo o coordenador de mídias sociais Júlio Uchôa, a página do tucano no Facebook ganha a adesão de mais de 300 pessoas por dia.

-Vamos tentar aumentar espontaneamente o número de pessoas no Facebook para poder espalhar a candidatura, dar visibilidade ao Otávio - disse Júlio Uchôa.

FONTE: O GLOBO

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