terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Analistas preveem expansão de apenas 0,5% da economia em 2017

• Inflação, medida pelo IPCA, deve cair para 4,85% no ano que vem, segundo a pesquisa Focus

Andrea Freitas | O Globo

Os analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) reduziram pela décima vez seguida a previsão para o desempenho da economia em 2017. No último relatório divulgado este ano, a expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) avance só 0,5% em 2017. Na semana anterior, a expectativa era que a economia cresceria 0,58%. Há duas semanas, a previsão era de 0,70% e, há um mês, de 0,98%. A previsão para o PIB deste ano é de retração de 3,49%.

Por outro lado, a projeção para a inflação deste ano recuou a 6,40%, dentro do teto da meta de inflação estabelecida pelo governo, que é de, no máximo, 6,50%. É a sétima semana seguida em que a expectativa para a taxa de inflação do ano recua. O levantamento anterior previa que o IPCA deste ano ficaria em 6,49%.

O ajuste para baixo ocorre após a divulgação da prévia oficial da inflação, o IPCA-15, que desacelerou e ficou em 0,19% em dezembro, após registrar 0,26% em novembro. A taxa, que subiu menos que o esperado por analistas, é a menor para o mês desde 1998, quando ficou em 0,13%. Com isso, o índice fechou o ano em 6,58% — bem abaixo dos 10,71% de 2015.

DÓLAR A R$ 3,50 NO PRÓXIMO ANO
Para 2017, os analistas, segundo o Focus, preveem que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará em 4,85%, um pouco abaixo da expectativa de 4,90% registrada na semana passada. A previsão para o ano que vem se aproxima do centro da meta, de 4,5%. A variação que será tolerada pelo BC em 2017, no entanto, será de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A projeção da Selic para 2017 mais uma vez foi mantida inalterada, em 10,50%. Há três semanas os analistas mantêm a taxa básica de juros no mesmo patamar. A Selic encerrou este ano em 13,75%. A cotação prevista para o dólar ao fim deste ano recuou pela segunda semana consecutiva, passando de R$ 3,38 para R$ 3,37. Para 2017, a expectativa é que a cotação fique em R$ 3,50.

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