Estas
são, a meu juízo, as duas grandes tarefas do momento. Ou seja, um projeto e os
instrumentos para colocá-lo em prática.
É
necessário atentar para as peças que já começam a se mover no tabuleiro
político do Brasil. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao que tudo
indica, não sairá candidato à Presidência da República. O chefe do
clã bolsonarista já optou por um de seus filhos, Flávio, como sabemos. E o
PSD, à maneira do MDB histórico, começa a se mexer também. E, se quiser de fato
ganhar musculatura, terá que ampliar a sua faixa de atuação.
O
bolsonarismo vai acusar o golpe, se já não acusou. E não só ele: o PT
também.
Os
escândalos financeiros mal começaram a despontar. Ou seja, o caldeirão vai
começar a ferver já depois do Carnaval. Isso, para não aludirmos aos problemas
que cercam o dia a dia do nosso povo, e que têm que ver com a segurança
pública, a divisão de renda, o descalabro ambiental e por aí vamos.
Vale
dizer, a realidade se move. A polarizaçao não está inscrita nas estrelas. E nós
não sabemos ainda para onde se movimentarão partidos como o MDB, o PSDB e o
Cidadania23, os quais, ao longo dos anos, se identificam com o Campo
Democrático.
*Ivan Alves Filho, historiador

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