sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

E, portanto, se move. Por Ivan Alves

Tenho publicado textos sobre a realidade política brasileira há algum tempo, insistindo, muito particularmente, em dois pontos, a saber: de um lado, defendo a necessidade de uma Frente Ampla para superarmos os atuais impasses político-institucionais vividos pelo nosso país.; de outro, venho apontando para a urgência de nos dotarmos de um projeto de nação. Na prática, é preciso refundar o Brasil, tomando por ponto de partida todo um conjunto de reformas de estrutura. 

Estas são, a meu juízo, as duas grandes tarefas do momento. Ou seja, um projeto e os instrumentos para colocá-lo em prática. 

É necessário atentar para as peças que já começam a se mover no tabuleiro político do Brasil. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao que tudo indica, não sairá candidato à Presidência da República. O chefe do clã bolsonarista já optou por um de seus filhos, Flávio, como sabemos. E o PSD, à maneira do MDB histórico, começa a se mexer também. E, se quiser de fato ganhar musculatura, terá que ampliar a sua faixa de atuação. 

O bolsonarismo vai acusar o golpe, se já não acusou. E não só ele: o PT também. 

Os escândalos financeiros mal começaram a despontar. Ou seja, o caldeirão vai começar a ferver já depois do Carnaval. Isso, para não aludirmos aos problemas que cercam o dia a dia do nosso povo, e que têm que ver com a segurança pública, a divisão de renda, o descalabro ambiental e por aí vamos.

Vale dizer, a realidade se move. A polarizaçao não está inscrita nas estrelas. E nós não sabemos ainda para onde se movimentarão partidos como o MDB, o PSDB e o Cidadania23, os quais, ao longo dos anos, se identificam com o Campo Democrático. 

*Ivan Alves Filho, historiador 

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