Folha de S. Paulo
Filho 01 viajou a Israel para se aproximar da
extrema direita internacional
No Rio, o candidato bolsonarista será alguém
no estilo tiro de fuzil e bomba
Desde que recebeu a ordem de concorrer às eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro já esteve nos Estados Unidos tentando tirar uma foto com Marco Rubio –encontrar-se com Donald Trump era um sonho impossível. Levou um perdido do secretário de Estado, apesar de todo o empenho do irmão Eduardo. Agora viajou a Israel, Bahrein e Emirados Árabes, num movimento de aproximação com a extrema direita internacional.
É uma agenda tão distante do Brasil que mais
parece a de um candidato ao conselho de paz –na verdade um covil de autocratas–
que o autocrata-mor Trump está empurrando goela abaixo da ONU.
A excursão de Flávio, no entanto, é bancada
pelos cofres públicos brasileiros. No total, ele vai receber US$ 7.900, mais de
R$ 42 mil, dinheiro do Senado. O filho 01 aproveitou para se batizar no rio
Jordão –pela segunda vez, a primeira não deve ter
sido bastante– e tocar no Muro das Lamentações, com quipá na cabeça
e oração a Jesus.
Ao voltar da viagem, nos planos de Flávio
estão a escolha de seu "Paulo Guedes",
seu "Posto Ipiranga", um nome ligado ao mercado financeiro para
comandar a economia do
país, e o milagre de se tornar eleitoralmente competitivo no Nordeste, região
que é tratada nas redes bolsonaristas a pontapés preconceituosos.
A indefinição quanto ao palanque com Tarcísio de
Freitas em São Paulo continua.
As próximas pesquisas, principalmente as internas, encomendadas pelos partidos,
vão decidir se Tarcísio irá optar pela candidatura a presidente ou pela
reeleição a governador. Quem conseguir pontuar mais perto de Lula será o
escolhido. Até o azarão Ratinho Jr. tem chance.
O cenário no Rio de
Janeiro não é menos complicado. Nas eleições municipais, o
golpista Alexandre Ramagem –que, indicado por Bolsonaro, recebeu do PL mais de
R$ 26 milhões para torrar na campanha– perdeu de lavada para Eduardo Paes,
que mira o Palácio Guanabara com apoio de Lula. O certo é que o candidato a
governador preferido por Flávio será alguém ao estilo Ramagem: tiro, porrada e
bomba.
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