Por Marcos Hermanson / Folha de S. Paulo
Em editorial publicado no último dia 30,
revista britânica defendeu que Lula não deveria disputar reeleição e apontou
Tarcísio como melhor opção
Para ministra, publicação teme governo que 'retomou crescimento' e 'enfrenta injustiças tributárias'
A ministra Gleisi Hoffmann rebateu nesta
quarta-feira (31), em postagem nas redes sociais, o editorial da
revista britânica The Economist contra a candidatura do
presidente Lula (PT) à reeleição.
Para a ministra, os responsáveis pela publicação não temem pela saúde de Lula, que estaria cheio de vitalidade, mas pela continuação do governo que "retomou o crescimento do Brasil e não tem medo de enfrentar a injustiça tributária e social".
"A revista do sistema financeiro global,
dos que fazem fortunas sem produzir nada, prefere que o Brasil volte a ser
submetido aos mandamentos do 'mercado'", escreveu Gleisi.
"Abandonando as políticas públicas voltadas para o povo, o crescimento do
emprego, dos salários e da renda das famílias".
Em editorial publicado na última terça-feira
(30), a revista The Economist escreveu
que o presidente Lula (PT)
não deveria concorrer à reeleição em 2026. Segundo a publicação, apesar de o
Brasil ter demonstrado em 2025 a resiliência de suas instituições democráticas,
o país "merece escolhas melhores" no próximo pleito.
No texto, a revista argumenta que a principal
razão para Lula, hoje com 80 anos, abrir mão da disputa, é a idade. O editorial
critica também a política econômica do governo, classificada como pouco
ambiciosa e excessivamente baseada em programas de transferência de renda,
embora reconheça avanços como a reforma para simplificação do sistema
tributário.
A revista britânica aponta como alternativa
mais competitiva o governador de São Paulo, Tarcísio de
Freitas (Republicanos). Segundo o editorial, Tarcísio
representaria uma opção mais jovem e com maior compromisso institucional do que
o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ ).
"Não é para o 'bem do Brasil' que
preferem Tarcísio", rebateu a ministra-chefe da Secretaria de Relações
Institucionais. "É por seus interesses, que não são os do país nem do povo
brasileiro."

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