O Estado de S. Paulo
O ministro Flávio Dino é líder de um grupo político no Maranhão; e usa o poder do STF para acertar contas e se impor no Estado. Ministro do STF líder de grupo político; que perverte a condição de juiz de Corte constitucional para investir contra o sigilo da fonte.
Apertou? Chame o Xandão bloqueador. É o que faz poderoso com medo ou apenas pressionado. Recorre ao gestor do inquérito infinito e onipresente que corrompeu o sentido das palavras ataque, perseguição etc. Foi o que fez, em 2019, o ex-sócio de Fabiano Zettel (cunhado de Daniel “conseguiu bloquear?” Vorcaro), o ministro Dias Toffoli: sentindo-se desonrado com reportagem que o identificara como “amigo do amigo do meu pai”, ganharia de Moraes uma censura à revista Crusoé.
Dino estava aborrecido. Porque não gostara de
uma publicação, cujo conteúdo não consegue refutar, acionou a Polícia Federal.
Dino, ex-governador, hoje senador togado, quer saber quais – quem, entre seus
adversários regionais – foram as fontes do jornalista Luís Pablo para que
publicasse reportagem que PF, PGR e Alexandre de Moraes considerariam “crime de
perseguição”. Razão para que a pescaria – que o delegado Xandãochamou de ordem
de busca e apreensão – fosse justificada.
Diz Moraes – para atentar contra a liberdade
individual – sobre elementos de prova que são as próprias reportagens do
jornalista: “Os elementos de prova indicam que o investigado atenta contra a
liberdade individual e pessoal do ministro (...)” Diz a reportagem: Dino e seus
parentes utilizaram continuamente automóvel do Tribunal de Justiça do Maranhão
– automóvel de uso restrito – para fins pessoais e sem cessão formal.
É provável que Luís Pablo seja ligado ao
grupo político adversário do de Dino; e que tenha sido subsidiado a partir de
vazamentos distribuídos por essa turma. É incontroverso que o que publicou seja
matéria jornalística de interesse público. Ocorre que, no país em que vige o
direito xandônico, optou-se por investigar o denunciante e ignorar a denúncia.
Tem sido assim, vide as acusações de Eduardo Tagliaferro sobre abusos de Moraes
no TSE.
A PGR de Paulo “on the rocks” Gonet, tão
sossegada – não haveria razão para prisão preventiva, né? – sobre o obstrutor
de Justiça (e pagador de Macallan) Vorcaro, aquele que violava o sistema do MPF
e conversava com um capanga sobre quebrar dentes de repórter, no caso de Pablo
fechou celeremente com o entendimento de que a reportagem provocaria “ameaças à
integridade física e psicológica da vítima” e chancelou a blitz.
O fato de Luís Pablo haver sido investigado
por extorsão não desqualifica a pergunta que se quer enterrar sem resposta a
contento: Dino e família utilizaram, para gozo particular, carro oficial – de
uso restrito à atividade do Judiciário estadual – sem ato público que
formalizasse a cessão?
O sistema que mete Luís Pablo no inquérito
das fake news – e que tomaria celular e computador de Malu Gaspar, publicasse o
que apura num blog pessoal – precisa investigar também as relações de ministros
do STF com Vorcaro.

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