Por Felipe Matoso, Guilherme Balza, Mariana Laboisiere, g1 e GloboNews
Em sua oitava edição, o evento, que ocorre em
Brasília desde a última sexta-feira (24) e termina neste domingo (26), reuniu
representantes escolhidos pela legenda, que analisaram e debateram o documento.
O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou
neste domingo (26), durante Congresso Nacional do partido, um manifesto com
foco nas eleições de outubro, além de futuras diretrizes partidárias.
Em sua oitava edição, o evento, que ocorre em
Brasília desde a última sexta-feira (24) e termina neste domingo (26), reuniu
representantes escolhidos pela legenda, que analisaram e debateram o documento.
O texto aprovado, intitulado
"Construindo o futuro", estabelece a reeleição do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 como o eixo central da tática política do PT
para o próximo período.
Lula, contudo, não estava presente. Ele ainda se recuperava de dois procedimentos médicos realizados em São Paulo e tem previsão de voltar para Brasília ainda neste domingo.
O texto apresenta um balanço do atual
mandato, classificando-o como o governo com "mais entregas da
história", em um esforço de reconstrução após o que o partido chamou de
"projeto de destruição nacional" da gestão anterior.
O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou
neste domingo (26), durante Congresso Nacional do partido, um manifesto com
foco nas eleições de outubro, além de futuras diretrizes partidárias.
Em sua oitava edição, o evento, que ocorreu
em Brasília desde a última sexta-feira (24) e terminou neste domingo (26),
reuniu representantes escolhidos pela legenda, que
analisaram e debateram o documento.
O texto aprovado e disponibilizado no portal
do partido, intitulado "Construindo o futuro", estabelece a reeleição
do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) em 2026 como o eixo central da tática política do
PT para o próximo período.
Lula, contudo, não estava presente. Ele ainda
se recupera de dois procedimentos médicos realizados em São Paulo e tem
previsão de voltar para Brasília ainda neste domingo (entenda mais abaixo).
Segundo interlocutores do presidente, Lula
leu todas as versões do manifesto, incluindo as primeiras, que tinham menção
direta ao escândalo do Master e uma linha mais dura na crítica ao judiciário.
Balanço
O texto apresenta um balanço do atual
mandato, classificando-o como o governo com "mais entregas da
história", em um esforço de reconstrução após o que o partido chamou de
"projeto de destruição nacional" da gestão anterior.
O PT argumenta que a vitória em 2026 é
"decisiva não apenas para o Brasil, mas para o campo democrático
internacional frente ao avanço da extrema-direita e do fascismo".
Para sustentar a tese da reeleição, o
manifesto enumera indicadores positivos do governo Lula 3 como o crescimento da
renda, combate à pobreza, expansão da educação em tempo integral e aumento no
orçamento da saúde.
O documento cita ainda a capacidade do presidente
em gerir crises, mencionando a atuação nas enchentes do Rio Grande do Sul e na
contenção de preços diante de conflitos internacionais no Oriente Médio.
O manifesto defende que o Brasil deve
"ir além" dos indicadores atuais para atualizar seu projeto de
futuro.
O partido propõe sete reformas decisivas para
consolidar o caminho do desenvolvimento. Veja quais são elas:
Reforma política e
eleitoral: focada
na democratização do poder, soberania popular e alteração do modelo de emendas
parlamentares;
Reforma tributária: para corrigir
distorções graves do sistema de impostos e financiar direitos;
Reforma tecnológica: voltada para a
soberania digital e regulamentação de oligopólios de plataformas;
Reforma do Poder
Judiciário: buscando democratização e fortalecimento do Estado de
Direito;
Reforma administrativa: para reconstruir a
capacidade pública do Estado brasileiro;
Reforma agrária: incluída para garantir
a soberania alimentar e a democracia no campo;
Reforma da comunicação: visando o cumprimento
da Constituição no que tange à proibição de monopólios no setor.
Segundo o presidente do PT, Edinho Silva, o
partido busca a reforma do Judiciário sob a perspectiva de fortalecimento da
democracia brasileira.
"É aproximar da sociedade civil e
fortalecer o judiciário", afirmou Edinho, fazendo um contraponto com o que
ele afirmou buscar a oposição.
No campo social, o PT incorpora pautas como a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1,
além da busca pela tarifa zero na mobilidade urbana e a universalização de
creches.
O manifesto dedica espaço à soberania
nacional, destacando a necessidade de o Brasil controlar suas reservas de
terras raras para a transição energética e tecnológica, recusando o papel de
mero exportador de minério bruto.
No cenário internacional, o texto critica a
postura "agressiva" e o uso de tarifas comerciais por Donald Trump,
contrapondo-a à tradição pacífica e mediadora do governo Lula.
Internamente, o PT propõe uma
"permanente transição geracional", com a limitação de mandatos em
instâncias partidárias (no máximo dois no mesmo cargo) e a garantia de, no
mínimo, 50% de mulheres nos espaços de deliberação.
O documento encerra reafirmando o compromisso
do partido com o socialismo e com um mundo democrático de paz.
Vídeo de Lula
Lula gravou um vídeo que foi transmitido no
primeiro dia de evento, na sexta. O presidente estava ausente porque foi
submetido à retirada de um câncer de pele no couro cabeludo e fez uma
infiltração no punho para tratar uma tendinite.
Os
procedimentos foram realizados no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
Ambos os procedimentos ocorreram sem intercorrências.
No vídeo transmitido durante o evento, Lula elogiou o texto apresentado pelo PT e afirmou que partido que está no comando do governo "não corre atrás de adversários" e que acredita que, se fizerem tudo corretamente, não perderá eleição.

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