Vou à festa da poesia
festa de entrada franca
ninguém é dono nem manda
ninguém promove ou banca.
Nela os portões são abertos
por nuvens de passarinho
e o recepcionista
é um cavalo marinho.
Para iluminar o espaço
as estrelas se abaixaram
e as cores do arco-íris
se soltaram pra pintá-lo.
Um gigante cata-vento
faz dupla com a espiral.
Na ciranda linha aberta
envolvimento geral.
Todos brincam nessa festa
falas gritos gestos risos
os mil brinquedos da vida
atraindo os indecisos.
Belas musas no salão
ensinam a sua dança
cantam sussurram encantam
com leveza e fala mansa.
É a dança das palavras
o que as musas ensinam
as palavras da poesia
que por toda parte minam.
É dança que dá poemas
em fios iluminados
nas colheitas de beleza
que se faz por todos lados.
No fim da festa se ergue
brinde à vida à alegria
com votos pra se ter mais
poesia no dia a dia.
Todos voltam para casa
com um poema na mão
frutos da dança com as musas
e sua fecundação.

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