domingo, 12 de julho de 2026

Poesia | Festa da poesia, de Marcelo Mário de Melo

Vou à festa da poesia

festa de entrada franca

ninguém é dono nem manda

ninguém promove ou banca.

 

Nela os portões são abertos

por nuvens de passarinho

e o recepcionista

é um cavalo marinho.

 

Para iluminar o espaço

as estrelas se abaixaram

e as cores do arco-íris

se soltaram pra pintá-lo.

 

Um gigante cata-vento

faz dupla com a espiral.

Na ciranda linha aberta

envolvimento geral.

 

Todos brincam nessa festa

falas gritos gestos risos

os mil brinquedos da vida

atraindo os indecisos.

 

Belas musas no salão

ensinam a sua dança 

cantam sussurram encantam

com leveza e fala mansa.

 

É a dança das palavras

o que as musas ensinam

as palavras da poesia

que por toda parte minam.

 

É dança que dá poemas

em fios iluminados

nas colheitas de beleza

que se faz por todos lados.

 

No fim da festa se ergue

brinde à vida à alegria

com votos pra se ter mais

poesia no dia a dia.

 

Todos voltam para casa

com um poema na mão

frutos da dança com as musas

e sua fecundação.

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