O Estado de S. Paulo
Candidato do PL ao Planalto afirma que os
recursos para o filme foram recebidos de ‘boa-fé’ e que não foi usada verba
pública
O candidato do PL à Presidência disse em
sabatina no Jornal Nacional que pediu a Daniel Vorcaro, do Banco Master,
“patrocínio” para o filme Dark Horse e não “dinheiro”, e que não assinou
contrato.
Em sabatina ontem no Jornal Nacional, da TV
Globo, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, se negou a prestar
contas sobre o dinheiro recebido de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para
a produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória de seu pai, o
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, os valores foram recebidos de
“boa-fé” e não envolveram recursos públicos. Flávio também voltou a dizer que
dará uma anistia ao pai, caso seja eleito.
Durante o programa, ele não apresentou dados de prestação de contas nem sobre o contrato da captação de recursos para o longa-metragem, alegando que os dados são públicos. O candidato havia feito essa promessa em maio.
De acordo com Flávio, uma perícia concluiu
que não houve uso de dinheiro público no filme. “É uma relação privada”, disse
ele. Ainda segundo o senador, o custo da produção foi superior ao valor do
patrocínio e os recursos foram integralmente destinados ao longa-metragem. O
caso é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
AUTORIZAÇÃO.
Questionado sobre a apresentação
do contrato, Flávio afirmou que não assinou nenhum documento relacionado ao
patrocínio. “Eu não firmei contrato com ninguém. Meu papel nesse filme foi
autorizar o uso da minha imagem”, disse. O candidato do PL também negou ter
recebido dinheiro diretamente. “Eu não recebi dinheiro nenhum. Eu não pedi
dinheiro, eu pedi um patrocínio.”
Em relação ao 8 de Janeiro, Flávio voltou a
defender uma anistia aos condenados pelos atos golpistas de 2023. Ao responder
sobre quais crimes poderiam
Pedido
Segundo Flávio, o que ele pediu ao banqueiro s Daniel Vorcaro foi ‘patrocínio’ e não ‘dinheiro’ ser perdoados, ele afirmou que a legislação estabelece limites e citou tortura e crimes hediondos entre aqueles que não poderiam ser objeto de perdão. “Eu, como presidente da República, vou trabalhar para que a anistia seja feita ainda na transição”, disse ele.
Questionado sobre declarações anteriores de
seu pai contra a credibilidade das urnas eletrônicas, Flávio declarou que se
expressou de forma equivocada ao mencionar uma empresa venezuelana como
fabricante de urnas. “Falei errado, a empresa venezuelana não fabricou as
urnas, fez parte apenas de alguns processos”, disse. “Não estou questionando as
urnas eletrônicas. Vou respeitar o processo eleitoral, vou respeitar o
resultado das eleições.”
Em julho, em reunião com embaixadores, Flávio
afirmou que um documento da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos,
apontou manipulação nas eleições venezuelanas de 2010. “Uma das suspeitas é de
que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas
eleições de 2010”, disse. “Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas
que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa
venezuelana.”
TARIFAÇO.
Apoiador do presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, o senador criticou o tarifaço imposto pelo país ao Brasil
e afirmou que as empresas brasileiras “não aguentam mais as tarifas”. Ao
comentar o agradecimento feito por seu irmão, o deputado cassado Eduardo
Bolsonaro (PL-SP), a Trump pelas medidas, Flávio disse que ele estava
“defendendo a liberdade do brasileiro”. O candidato do PL também criticou o
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem
classificou como um dos “maiores violadores do direito internacional”.
Ele afirmou ter dito a Trump que o governo
Lula estaria provocando as tarifas ao adotar uma postura de confronto com os
Estados Unidos. “Olha só, presidente Trump, parece que o Lula está provocando
essas tarifas, atacando os EUA”, relatou. Segundo o candidato, se eleito, ele
terá capacidade de negociar “de igual para igual” e evitar que as tarifas sejam
usadas como instrumento de pressão nas relações comerciais.
Na entrevista, Flávio evitou detalhar qual será a dimensão do ajuste fiscal que promoverá, caso eleito

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