Folha de S. Paulo
Perse é o pior benefício tributário de todos
os tempos
Não é mera coincidência que no mesmo dia o
candidato tenha se reunido com mais de 30 sertanejos em Goiânia; eles foram os
grandes beneficiários dessa farra tributária
O Perse é o maior programa de lavagem de
dinheiro e sonegação do país. Não é a coluna quem afirma. São os investigadores
que há pelo menos três anos apuram as irregularidades possibilitadas pelas
brechas nas regras do benefício tributário, criado pelo governo Jair
Bolsonaro para socorrer o setor de eventos dos prejuízos com a pandemia da
Covid-19.
Em 2024, a Folha revelou que fiscais da Receita tinham encontrado no programa indícios de operações de lavagem de dinheiro de atividades ilícitas no país, após o custo do benefício tributário explodir no ano anterior.
Em março daquele mesmo ano, a Polícia Federal
e a Receita Federal lançaram
uma ofensiva para fechar o cerco contra os crimes cometidos por empresas
beneficiárias do Perse. Empresas investigadas na operação Latus Actio eram
suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC.
As empresas utilizadas para lavagem de
dinheiro se valeram do Perse para não pagar imposto. O benefício se tornou um
atrativo para que firmas do setor de eventos, ou registradas como se fossem
atuantes na área, fossem utilizadas para ilegalidades.
As operações Jogo de Sombras, Arena e Conto
da Sorte deste ano apuraram o uso de empresas de eventos para a lavagem de
dinheiro de bets.
Apesar de o programa ser uma porta aberta
para fraudes, o Perse foi renovado com apoio de parlamentares do alto clero do
Congresso e ganhou um teto de R$ 15 bilhões de renúncia fiscal. Em abril do ano
passado, o
programa foi encerrado porque o limite foi atingido rapidamente.
Mesmo com todo esse histórico nefasto, Flávio
Bolsonaro anunciou que vai ressuscitar o Perse.
É mais uma medida na direção oposta à do
programa de ajuste fiscal prometido pela sua equipe econômica, de cortar
renúncias para reduzir a dívida pública.
Não é mera coincidência que no mesmo dia o candidato
tenha se reunido com mais de 30 sertanejos em Goiânia. Eles foram os
grandes beneficiários dessa farra tributária. Não há privilégio maior: pagar
zero de imposto para desfilar por aí em seus jatinhos.

a jornalista perdeu a noção do razoável querer ligar Flávio Bolsonaro ao primeiro Comando da capital é leviano de sua parte
ResponderExcluirAs conversas cabulosas que o integrante da facção fala no áudio gravado pela polícia se referia às conversas da liderança do PCC com o PT
Isso ninguém comenta as acusações de Morais e seus vínculos com a facção Criminosa
Estão no desespero fazendo campanha aberta e ostensiva pro Lula que está levando O Brasilpara a bancarrota econômica social e moral