Folha de S. Paulo
Apenas Flávio ganha voto na região; se fosse
o contrário, eleição estaria perto de empate
Presidente-candidato ganhou mais votos do que
adversário no Sul e no Sudeste
Luiz Inácio Lula
da Silva (PT)
não ganhou votos no Nordeste neste começo de segundo turno, a julgar pelos
resultados do primeiro turno e pelos dados da
primeira pesquisa Datafolha
a respeito deste fim de campanha. Lula teve 63,8% dos votos válidos
nas urnas nordestinas; na pesquisa, 63,4%. Flávio
Bolsonaro passou de 30,9% para 36,6%. Ganhou votos na praça-forte
petista.
É sempre possível que tenha havido migração muito mínima de eleitores de Lula para Flávio e vice-versa, mas parece por ora que Flávio levou todos os eleitores que não votaram nele ou em Lula no primeiro turno do Nordeste. Se tivesse ocorrido o inverso, a eleição estaria agora quase empatada no Datafolha, nessa aritmética elementar.
Sim, urna e pesquisa são coisas diferentes,
há margem de erro e imponderáveis. Mas há indícios de problema luliano no
Nordeste, como já era notório no resultado da primeira rodada de votação. Além
do mais, Lula perdeu
votos em relação a 2022, perdeu eleitores em cidades pequenas, em
bairros pobres. Embora não seja extrema, pois a eleição ainda foi acirrada, a
crise é geral.
Nos votos válidos do Datafolha para o país
inteiro, Flávio Bolsonaro tem 52%, Lula 48%. Ambos ganharam eleitores.
Desconsiderada aquela possível mínima migração de votos de um candidato para
outro, é como se Flávio tivesse levado 6 de cada 10 dos eleitores dos
candidatos que ficaram fora do segundo turno. Lula, claro, teria levado os
outros 4. No país inteiro, a votação proporcional dos dois cresceu da urna de
domingo para o Datafolha desta quinta (8). Lula ganhou mais eleitores do que
Flávio no Sudeste e no Sul. No Nordeste, não.
Outros dados do Datafolha também não são
animadores para o presidente e candidato.
Cerca de 49%
do eleitorado diz que "não votará de jeito nenhum" em Lula.
A rejeição de
Flávio é de 46%. O presidente está perto da maioria absoluta da
rejeição, pois. Apenas 6% dos eleitores de Flávio dizem que ainda podem mudar
de voto, mas este é também o caso de 5% dos que ora optam por Lula.
O saldo negativo da avaliação do governo Lula
é dos menores desde o início de 2025, quando entrou em um vermelho do qual
jamais saiu. Desde o começo da campanha em TV e rádio, melhorou um pouco.
Despiorou, na verdade, pois ainda ficou negativo, em cinco pontos. Tem 40% de
"ruim/péssimo" e 35% de "ótimo/bom". Nota ruim de
desempenho costuma ser mau augúrio de voto. Foi.
A campanha
luliana agora se prende a esperanças tais como diminuir a abstenção
do eleitor lulista. Teria de tirar de casa cerca de 4 milhões de eleitores. A
suposta abstenção foi de 33,5 milhões de eleitores (esse número é sempre
impreciso).
Parece improvável convencer tantos eleitores
faltantes (e exclusivamente lulistas) para o segundo turno; é questão de fé
esperar que eleitores bolsonaristas fiquem em casa em massa. O que resta é
tentar convencer uma fração dos eleitores de que se iludiram com Flávio
Bolsonaro, de que não o conhecem suficientemente bem, dado seu histórico etc.:
"desconstrução". Ou dizer que o bolsonarismo vai arrasar programas
sociais.
Do lado bolsonarista, haverá o apelo da
confirmação da "mudança", candidatos já vitoriosos agregando um tico
mais de votos para Flávio e um exército digital mais profissional e, agora,
provavelmente capitaneado por deputados e senadores campeões de votos e
especialistas em redes, mas também das conexões virtuais com eleitores de carne
e osso.
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Amo a esquerda e a direita,somos todos irmãos,fiquem na paz.
ResponderExcluirAmai o próximo como a ti mesmo.
ResponderExcluirAtirem a primeira pedra...
ResponderExcluirEstamos exaustos do Lula,certamente.!
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