O Estado de S. Paulo
Plano de segurança do petista repete promessas feitas por sua primeira campanha em 2002
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
deveria reler o documento Projeto Segurança Pública para o País. Editado em
2002, ele defendia a criação dos Conselhos Consultivo de Segurança Pública e de
Proteção a Testemunhas, a unificação progressiva das polícias, com
corregedorias únicas, bem como academias integradas de formação. Também
afirmava ser preciso investir no policiamento comunitário e na criação de um
piso nacional para as polícias, assim como aumentar o controle do uso da força
letal pelos agentes da lei.
O documento defendia 28 propostas, pregava uma “reforma das polícias”, com a criação de uma Escola Superior de Segurança e Proteção Social. Atacava a corrupção, afirmando que “o grau de promiscuidade das polícias com as organizações criminosas” constituía “também variável decisiva” no quadro de insegurança. E concluía: “ou haverá segurança para todos, ou ninguém estará seguro no Brasil”.


