terça-feira, 1 de setembro de 2026

Luta na lama, por Carlos Andreazza

O Estado de S. Paulo

Vazamento para todos! Vazamento para todos já! Só vazam informações sigilosas sobre um lado, seletivamente. Tem de equilibrar essa balança de ilegalidades. Justiça, ministro André Mendonça! Se vaza contra Lulinha, há que vazar contra Flávio Bolsonaro. Alô, Dino! Igualdade!

E então proliferam as plantações na imprensa – feitas por colegas togados – sobre Mendonça estar influenciado por delegados da Polícia Federal lotados em seu gabinete, que seriam lavajatistas-bolsonaristas adversários de Andrei Rodrigues, aquele que bebeu o uísque de Vorcaro com Xandão e Gonet. Na última sexta, Rodrigues reafirmou que a corporação, órgão de Estado, atua de forma independente e sem viés político.

Brasília busca pactos por medo dos escândalos, por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Acordos entre instituições de Estado têm sido prática recorrente entre autoridades dos três Poderes

No empenho de contornar atritos está a intenção de controlar investigações para evitar o risco político

Não é de hoje, nem de ontem, que Brasília vive uma fase de acordos inusitados, fora do desenho constitucional de harmonia autônoma entre os Poderes. Foi o caso do acerto entre os presidentes da República, do Senado e da Câmara com mediação do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Avizinha-se agora uma tentativa de conciliação entre o ministro André Mendonça, do STF, e o diretor-geral da Polícia FederalAndrei Rodrigues, patrocinada pelo presidente Luiz Inácio da Silva (PT), a fim de dirimir divergências na condução dos inquéritos sobre as fraudes no INSS e as trapaças financeiras de Daniel Vorcaro à frente do liquidado banco Master.

Crescimento de Cury entre cristãos atrapalha Flávio e Renan, por Juliano Spyer

Folha de S. Paulo

Autor ocupa a terceira posição segundo BTG/ Nexus

Influenciadores apoiam campanha propositiva e de pacificação

Inicialmente tratada como piada por analistas, a campanha do escritor Augusto Cury parece ter atendido a uma demanda reprimida: o desejo de pacificar a discussão política no país. Ele ocupa o terceiro lugar isolado, com 11% de intenções segundo a pesquisa BTG/Nexus.

Após o debate presidencial na Band, no domingo retrasado (23), o psiquiatra e autor foi quem mais ampliou sua base de seguidores. E o volume de buscas por seu nome aumentou 900% durante a semana, segundo levantamento da Vox Radar citado pela CNN Brasil.

O colunista do PlatôBR Diego Amorim associou o crescimento à atuação do influenciador Pablo Marçal. Se mantiver o ritmo, o avanço de Cury deve atrapalhar sobretudo Renan Santos, candidato da Missão/MBL, e Flávio Bolsonaro, do PL.

Golpes do impeachment, por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Afastamento definitivo de Dilma Rousseff completa dez anos

Iniciativa acirrou polarização e facilitou eleição de Jair Bolsonaro

Há dez anos, em 31 de agosto de 2016, Dilma Rousseff (PT) era definitivamente afastada da Presidência da República, depois de ser julgada culpada de crime de responsabilidade pelo Senado. O evento deixou marcas na história do país, algumas das quais ainda se fazem sentir.

Para o PT, o impeachment foi um golpe. A palavra "golpe" é suficientemente polissêmica para permitir essa interpretação. Um de seus múltiplos significados é o de "revés", como na expressão "golpe do destino". E não há muita dúvida de que o afastamento representou um revés para a petista. Já a tentativa de imprimir ao termo "golpe" o sentido mais técnico de "ruptura constitucional ilícita" é mais problemática.

Intervenção no Rio é aprovada pela população, por Alvaro Costa e Silva

Folha de S. Paulo

Pela primeira vez em décadas há um plano de governo sendo realizado

Exonerações de cargos comissionados ultrapassaram a marca de 6.000

O Supremo Tribunal Federal adiou mais uma vez o julgamento que trata do mandato-tampão no Rio de Janeiro. Há divergências sobre o tema: eleição direta, indireta ou a manutenção do desembargador Ricardo Couto no comando do estado até a posse do novo governador. Com a proximidade das eleições, esta última corrente deverá prevalecer.

É uma intervenção velada, pois a letra fria da Constituição estadual determina que, em caso de dupla vacância (Cláudio Castro renunciou em março e o cargo de vice estava vago desde o ano passado), a escolha do novo governador deve ser realizada pela Assembleia Legislativa.