terça-feira, 1 de setembro de 2026

Golpes do impeachment, por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Afastamento definitivo de Dilma Rousseff completa dez anos

Iniciativa acirrou polarização e facilitou eleição de Jair Bolsonaro

Há dez anos, em 31 de agosto de 2016, Dilma Rousseff (PT) era definitivamente afastada da Presidência da República, depois de ser julgada culpada de crime de responsabilidade pelo Senado. O evento deixou marcas na história do país, algumas das quais ainda se fazem sentir.

Para o PT, o impeachment foi um golpe. A palavra "golpe" é suficientemente polissêmica para permitir essa interpretação. Um de seus múltiplos significados é o de "revés", como na expressão "golpe do destino". E não há muita dúvida de que o afastamento representou um revés para a petista. Já a tentativa de imprimir ao termo "golpe" o sentido mais técnico de "ruptura constitucional ilícita" é mais problemática.

Intervenção no Rio é aprovada pela população, por Alvaro Costa e Silva

Folha de S. Paulo

Pela primeira vez em décadas há um plano de governo sendo realizado

Exonerações de cargos comissionados ultrapassaram a marca de 6.000

O Supremo Tribunal Federal adiou mais uma vez o julgamento que trata do mandato-tampão no Rio de Janeiro. Há divergências sobre o tema: eleição direta, indireta ou a manutenção do desembargador Ricardo Couto no comando do estado até a posse do novo governador. Com a proximidade das eleições, esta última corrente deverá prevalecer.

É uma intervenção velada, pois a letra fria da Constituição estadual determina que, em caso de dupla vacância (Cláudio Castro renunciou em março e o cargo de vice estava vago desde o ano passado), a escolha do novo governador deve ser realizada pela Assembleia Legislativa.

Poesia | Ternura, de Vinicius de Moraes

 

Música | Samba pra Vinicius -Toquinho, Quarteto em Cy e Chico Buarque