Correio Braziliense
Lula pode mobilizar apoio público para
aumentar o custo político da resistência parlamentar e melhorar suas condições
de negociação
Depois da vitória do presidente Lula no
domingo, a pergunta que fica é: como irá governar com um Legislativo dominado
pelo Centrão e pela extrema-direita? Será ele um “pato manco” ou será capaz de
fechar a sua biografia de forma triunfante? Difícil dizer com certeza, mas
podemos especular.
Desde os anos 1990 até 2014, o país vinha sendo governado por meio de uma composição governamental baseada na distribuição de ministérios e cargos entre os partidos e na execução de emendas orçamentárias de interesse dos parlamentares. A forma centralizada de funcionamento do Congresso em torno das lideranças partidárias permitia que o presidente negociasse a sua agenda com as bancadas partidárias, e não com os deputados individualmente. A iniciativa exclusiva do presidente em determinadas matérias, a solicitação de urgência legislativa e a possibilidade de editar medidas provisórias completavam o quadro, dando ao Poder Executivo a capacidade de pautar e acelerar a sua agenda no Congresso.


.jpg)

.jpg)




