terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Alvaro Costa e Silva – Palestrando sobre o golpe

Folha de S. Paulo

Um palestrante que não sabe falar e um escritor que odeia livros

Impedido de torrar dinheiro no cartão corporativo, Bolsonaro vai receber ajuda financeira de empresários para esticar a temporada na Flórida e fingir que a encrenca no Brasil não é com ele. A forma de pagamento causou admiração e espanto: foram acertadas seis palestras sobre política, ao preço de US$ 10 mil cada uma, além do contrato para escrever um livro de memórias.

Bolsonaro, que é um desastre vocal e não consegue completar uma frase, palestrante? Bolsonaro, que se orgulhava de ter aberto um clube de tiro por dia enquanto o país fechava bibliotecas, escritor? Nas redes, a turma não perdoou. Sugeriram que ele repetisse a performance da famosa reunião ministerial de 22 de abril de 2020 e explicasse ao público americano a relação entre liberdade e hemorroida. Quanto à obra autobiográfica, uma proposta de título se destacou: "Memórias Póstumas de um Capitão de Milícias".

Castigar e corrigir os costumes rindo-se deles é sempre um refresco para a cabeça e o fígado. Mas não se pode descartar a chance de Bolsonaro obter sucesso na nova profissão. Sobretudo nos EUA, que puseram Trump no poder (inspirando brasileiros a votar na extrema direita) e acabam de eleger deputado federal pelo Partido Republicano um falsário de Niterói (RJ).

O cardápio de temas com os quais Bolsonaro esteve envolvido ou dos quais foi protagonista é comparável ao da Bíblia: histórias de crueldade, ingratidão, fraude e perfídia. Ele poderia explicar sua atuação durante a pandemia à luz de um único conceito: "Não sou coveiro". Ou como fez para transformar em milícia particular parte das Forças Armadas e das polícias militares e Federal. Como conseguiu combinar seguidas tentativas de golpe de Estado sem sofrer impeachment e continuar agindo da mesma maneira depois de derrotado nas urnas.

Um palpite para a primeira palestra: "Como incentivei o garimpo ilegal e massacrei o povo yanomami".

 

10 comentários:

  1. A hemorroida do genocida - autobiografia dum canalha.

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  2. Com qual das 4 patas ele vai escrever?

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  3. "Ou como fez para transformar em milícia particular parte das Forças Armadas e das polícias militares e Federal."

    Isso foi facílimo e facil de explicar. As FA e as polícias têm muuuuuuuuuuuita afinidade com o nazifascismo tupiniquim do genocida.
    Por ex., onde estava a inteligência do exército no caso yanomami? Ah, estava ocupada cuidando das ... urnas.

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  4. Ele tira a ferradura pra escrever ou escreve com ela?

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  5. Se as pessoas fossem inteligentes não se ocupariam de jogar pedras, até Madalena saiu-se delas. Chrochet é ótimo para distrair. Jogar pipa vai direto no jugular da pessoa, convide o jornalista quem sabe ele aceita, sabendo que você é uma nobre figura que só faz o certo, para o deslumbre da humanidade. Então, vá pentear os macacos nos zoos.

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  6. As coisas que eu leio nesse blog são tão bobas que denunciam as pessoas. É preciso investir na educação para não colhermos “chatos” esses matam já diziam meu avô médico em 1950. Ele era especialista em DST

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  7. Como é inseto, devemos extirpa-los da face da terra dizia Dr Raimundo, mestre em infectologia e outros males

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  8. Quem mata mesmo são os GENOCIDAS... Só o Bolsonaro matou meio milhão na pandemia... Ianomâmis, bororos e de outras tribos não estão incluídos nesta contagem!

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  9. Bolsonaro entregou R$ 872 milhões da verba da saúde indígena para uma ONG evangélica ligada à mentirosa Damares! GENOCIDA E CORRUPTO!!

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  10. Bolsonaro-palestrante e escritor.
    Tá.

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