Por O Globo
Pelas redes sociais, governador de São Paulo
também reafirmou que será candidato à reeleição no estado
Após ter
cancelado a visita que faria a Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (22),
o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que irá se encontrar
com o ex-presidente, preso na Papudinha, na próxima quinta (29). Pelas redes
sociais, Tarcísio também reafirmou que será candidato à reeleição no estado de
São Paulo.
"Sou candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo e irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira para prestar o meu total apoio e solidariedade", escreveu Tarcísio.
Tarcísio tinha inicialmente uma viagem
marcada para visitar Bolsonaro nesta quinta (22). O encontro chegou a ser
confirmado pelo governador na terça-feira (20), mas foi cancelado horas depois
sob a alegação de que ele já tinha compromissos em São Paulo.
Nesta quinta, porém, o governador fez apenas
despachos internos no Palácio dos Bandeirantes e não recebeu interlocutores. Ao
GLOBO, assessores deram a justificativa de que Tarcísio está "se
preservando" e "cuidando da cozinha".
Deputados bolsonaristas na Assembleia
Legislativa do Estado (Alesp) disseram ao GLOBO que tampouco foram informados
de agendas no Palácio nesta quinta. Um deles ressaltou que a ausência de
compromissos na agenda reforçou a impressão de que o governador quis passar um
recado ao ex-presidente e a Flávio Bolsonaro, indicado pelo pai para concorrer
à presidência.
O encontro cancelado entre Bolsonaro e
Tarcísio, segundo declarações de Flávio, teria o objetivo de reforçar ao
governador que sua reeleição em São Paulo seria prioritária para o projeto do
ex-presidente. Isso teria irritado Tarcísio, que ainda sonha em concorrer ao
Palácio do Planalto, embora diga reiteradamente que será candidato à reeleição
e vai embarcar na campanha de Flávio "no momento certo".
A orientação do governador, segundo aliados,
é não fechar portas nem assumir compromissos adicionais agora. A estratégia é
empurrar para abril qualquer definição mais clara sobre o grau de engajamento
na eleição presidencial, sob o argumento de que, com Bolsonaro preso e o
bolsonarismo em reacomodação, qualquer gesto pode virar “carimbo” de
alinhamento.

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