O Globo
Alguém como Trump, com os poderes da
inteligência artificial, se tornará muitas vezes mais perigoso
Estou lendo “O império da IA”, de Karen Hao,
lançado no Brasil pela Rocco. O que me impressiona na origem desse fantástico
movimento é o entusiasmo, o brilho nos olhos das pessoas que julgavam fazer
algo muito importante para a humanidade. E, logo depois, como em quase todos os
núcleos revolucionários, ver como os bons sentimentos são triturados pela
realidade, com as dificuldades financeiras e a batalha de egos.
O período romântico coincidiu com a OpenAI, a perspectiva de um trabalho sem fins lucrativos. Mas as crescentes necessidades de aporte financeiro derrubaram o sonho. No momento em que deixaram a fase altruística, surgiu o primeiro grande racha. Elon Musk não aceitou uma empresa que não fosse dirigida por ele. E rompeu a parceria com Sam Altman, o grande nome por trás da iniciativa.





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