O Globo
Polícia acabou informada não por seus
espiões, mas por um lavrador
O dia mal amanhecera em 12 de outubro de
1968, um sábado, quando 150 policiais surgiram na mata a 25km do centro de
Ibiúna, interior de São Paulo. Caía uma chuva intermitente. A lama na estrada
íngreme fizera a tropa abandonar as viaturas no caminho principal. Percorreram
10km a pé. Quando avistaram o acampamento, deram tiros para o alto aos gritos:
— Não reajam, vamos atirar para matar.
Cercaram as barracas de lona e prenderam 800 jovens. Era o final melancólico do XXX Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE).








