quarta-feira, 20 de maio de 2026

Joaquim Barbosa pré-candidato ontem e hoje, por Fernando Exman

Valor Econômico

Dado o histórico, o anúncio da pré-candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República pelo partido Democracia Cristã demanda cautela. Cautela do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), do eleitor e, também, do próprio DC.

Há uma sensação de “déjà vu”. Não é a primeira vez que o nome dele emerge a esta altura de um ano eleitoral. Tampouco é a primeira vez que Aldo Rebelo pode ficar pelo caminho em razão da movimentação política do ex-magistrado. Mais do que isso, pode-se identificar hoje novamente algumas das condições que levaram Barbosa a se aventurar na política, no PSB, em 2018.

Exibição do trailer de 'Dark Horse' mostra bolsonarismo descolado da realidade, por Maria Cristina Fernandes

Valor Econômico

Divulgação de diálogos de Flávio com Vorcaro tem efeito tóxico para pré-campanha e deve afastar partidos do Centrão

A exibição do trailer do filme financiado por Daniel Vorcaro na reunião do PL que discutiu a crise da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (RJ) mostrou o descolamento da realidade em que a família do ex-presidente vive. “Dark Horse” hoje é um tema tóxico. Só o bolsonarismo não viu.

A divulgação da AtlasIntel com a boca do jacaré abrindo favoravelmente à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva potencializou o efeito da revelação de um encontro de Flávio com um Vorcaro já portador de uma tornozeleira eletrônica.

Pesquisa quebra favoritismo de Flávio e mostra azarões na corrida presidencial, por César Felício

Valor Econômico

Não é mais certo que em um segundo turno o senador do PL agregue todos os votos do antipetismo

A pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, a primeira a medir o impacto do caso “Dark Horse” na campanha presidencial, mostrou que há um, talvez dois, candidatos a azarões na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na esteira da queda de 5,3 pontos percentuais de intenção de voto de Flávio Bolsonaro (PL), que caiu de 39,7% para 34,3%, cresceram Renan Santos (Missão), de 5,3% para 6,9%; e Romeu Zema (Novo) de 3,1% para 5,2%.

Cuba libre hasta siempre, por Rodrigo Craveiro

Correio Braziliense

O destino da ilha socialista não pode estar ligado a planos espúrios e gananciosos de um gigante à espreita, faminto para abocanhar tudo o que acha lhe ser de direito.

Mais de 10 milhões de cubanos são castigados todos os dias pela sanha imperialista dos Estados Unidos, pela tentativa de impor o capitalismo e a força bruta(l) do lucro para obter vantagens. É quase uma relação parasitária. Não bastasse o embargo às exportações de Havana e às transações financeiras, iniciado por Washington há 66 anos, agora Cuba amarga um bloqueio energético que mergulha a ilha caribenha nas trevas até 20 horas por dia e ameaça pulverizar a frágil economia.

Desprovido de qualquer senso de humanidade, o presidente Donald Trump parece não se importar em tornar a vida ainda mais penosa para a população cubana. Tudo para forçar um regime. Animado com a captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, o presidente republicano acredita que possa fazer algo parecido na ilha caribenha.

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Decisão do STF agravou crise dos ‘penduricalhos’

Por O Globo

Categorias aproveitam brechas para criar novas regalias — a última delas é o quinquênio em dose dupla

Têm sido impressionantes as artimanhas usadas na tentativa de driblar as regras impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para disciplinar o pagamento de verbas que ultrapassam o teto constitucional do serviço público, conhecidas como “penduricalhos”. Depois que o Supremo ressuscitou com sua decisão os aumentos automáticos a cada cinco anos para juízes e procuradores (até o limite de 35% do teto), os profissionais das duas categorias que mantinham direito a outra regalia semelhante extinta há duas décadas — o reajuste automático de 5% a cada cinco anos, conhecido como quinquênio — querem acumular as duas. Isso mesmo: querem dois aumentos automáticos a cada cinco anos, sem nenhuma relação com mérito ou desempenho, apenas por antiguidade.