Justiça Eleitoral patrocina desinformação sobre pesquisas
Por Folha de S. Paulo
Selo de 'acurácia' proposto por Nunes Marques
difunde falsa premissa de que estudos podem prever o futuro
Juízes não têm poder constitucional de tutela sobre a liberdade de informar nem competência técnica para arbitrar qualidade das pesquisa
De 2019 a 2022, as urnas eletrônicas e
a Justiça
Eleitoral no Brasil foram alvo de uma abjeta campanha de
desinformação liderada pelo então presidente Jair
Bolsonaro (PL). O método consistia em
difundir cogitações falsas mas sedutoras ao público não especializado, como a
de que os dispositivos de votação e apuração eram vulneráveis a invasões e
manipulações.
Quatro anos depois de encerrada a aventura autoritária, o próprio Tribunal Superior Eleitoral torna-se fonte de uma torrente de falsificação de informações técnicas. Desta vez as pesquisas eleitorais encontram-se na mira do ataque que, como aquele outro, propaga equívocos que poderiam causar apelo em pessoas pouco versadas na ciência estatística.







